Eu não acreditaria na cena que está na minha frente se alguém me dissesse, eu nem ao menos iria parar minha vida para ir ver o que está bem diante dos meus olhos, portanto era real.
E eu não sabia o que fazer, não sabia se ignorava e o deixava ali, jogado e o tratasse com indiferença, como tem sido a alguns dias, não sabia se o ajudava e cuidava dele, era tantas perguntas para apenas um cérebro e uma pessoa suportar, Deus.. acho que vou surtar em alguns minutos..
Meu sono foi interrompido por um tremendo barulho vindo de fora do quarto, Não uma vez, E sim cinco vezes.
Foi somente na quinta vez que decidi levantar da cama e ir, "Inferno, será que só eu tenha escutado esse barulho? Será eu a pessoa que terei que levantar pra ver o que diabos está havendo?" era o que eu pensava, não era normal um barulho como aquele passar despercebido em uma casa com.. Tanta gente
Fiz uma careta e cocei a nuca na cabeça
Nicolas está está deitado sobre o primeiro degrau e suas pernas ao segundo, Seus olhos estão fechados e ele dorme como uma criança que acabou de nascer e está dormindo pela primeira vez em um berço, confortável e sereno, porém o cenário era totalmente diferente quando na verdade ele estava bêbado e fora de si, sua mão direita se mantia forte ao corrimão como se sua vida dependesse dele, sua outra mão descansava em seu peito.
— Deus.. será que ele se drogou dessa vez? - bem, não era bem uma surpresa vindo dele, Porém Nicolas nunca chegou a esse ponto
— Ei, acorda!! - balancei seu corpo, porém nem sinal, ele parecia um morto, eu acreditaria nessa possibilidade a não ser pelo seu peito que subia e descia calmamente.
— Nicolas!! - Gritei dessa vez em seu ouvido.
Foi quando seus olhos se abriram em algum tipo de alerta e susto, ele parecia não fazer ideia da onde estava, foi quando percebeu que era eu e seus olhos se acalmaram.
Ele riu
O desgraçado riu.
— Qual a merda da graça? Seu imbecil - Xinguei, aborrecida.
— Achei que não ia vir aqui nunca, porra - se levantou
Uni as sobrancelhas em confusão, como..?
Foi quando apenas com seus lábios se curvaram em deboche que eu entendi.
Filho da puta..
— Você fez isso pra eu vir aqui? qual o seu problema Nicolas - empurrei seu peito com força, seu corpo se moveu para trás quase caindo, não caiu se não fosse pela parede atrás dele.
Não me arrependo, ele deveria se lascar só pela brincadeira que fez.
Ele ainda sim estava bêbado, conseguia ver pelo seu olhar
— Sentia Saudades - agarrou meu cabelo me arrastando para seu peito, Nicolas enfiou seu nariz em meu pescoço, me cheirando – Principalmente do seu cheiro.
Eu queria me esquivar, o chutar, berrar com ele e dizer pra se afastar de mim, mas não conseguia me mover, nem se eu quisesse, meu corpo parecia me trair e aquilo dois tanto que eu não entendia.
— Eu sinto a sua também. - murmurei
Confessei, ele estava bêbado, não iria se lembrar amanhã, por isso falei
— Volta pra mim por favor - puxou meu rosto, me obrigando a encarar seus olhos, suas iris escuras pareciam perdidas em meus olhos e eu engoli em seco, me perdendo neles.
Algo lá me puxava pra suas profundezas, me obrigando a encarar o tubarão monstruoso que habitava em seu mãe.
Não respondi, não consegui.
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Meu Melhor Amigo
RomanceEste livro conta a história de dois melhores amigos que se conhecem desde a infância e são extramente próximos e unidos. Ambos vivem de festa e farra é estão sempre em rolê com os amigos, os dois também nunca tiverem relacionamento sério com ninguém...
