Revelação

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Depois do que aconteceu, o Sasuke fechou a cara e não bastasse sua expressão de pura raiva, seus olhos evidenciavam bastante o que estava passando pela sua mente, mesmo que ele não falasse. Só de olha-lo, era óbvio que ele quer matar alguém. E eu estou rezando para que não seja eu. Principalmente quando vou ter que contar o que venho escondendo a um tempo, espero não ser morto, ou ser mandado para dormir em outro cômodo.

Depois disso o almoço acabou se encerrando e o Sasuke não parece está ouvindo nada, ou pensando no que está acontecendo na mesa, então ele acabou se desculpando e pedindo para ir embora mais cedo. Na despedida foi que ele saiu de seus pensamentos.

— Sinto muito por hoje, na próxima vez não ficarei distraído.— Ele se justifica mas os pais biológicos deles parecem nem se importar, pelo jeito deles, provavelmente estão contentes só de está no mesmo cômodo que o filho perdido.

— Que isso, nem se preocupe com isso querido, nós estamos muito felizes por ter te conhecido e saber que foi criado tão bem. Quem sabe no próximo encontro da gente você pode trazer seu pai e irmão. Seria bom ouvir mais da sua criação.— Mikoto fala, ela não está mais chorando ou emocionada, por mais que agora pareça está se segurando para não se emocionar novamente.

— Por favor, mande mensagem quando puder, vai ser bom ter notícias suas. E se precisar de qualquer coisa. Qualquer uma mesmo. Vamos está aqui para da-la a você.

Olha só, Fugaku Uchiha, extremamente exigente no trabalho, mas com o filho parece um pai bem babão.

— Obrigado.

— Tenham uma boa viagem de volta.— Itachi não falou nada durante o almoço, mas deve ter percebido que Sasuke não está mais irritado com ele. Talvez se fosse em um pós cio ele continuasse irritado, mas não é esse o caso.

— Mando mensagem quando eu chegar.

Quando saímos e entramos no carro, respiro fundo e me preparo.

— Sasuke-

— Calado.

— Você disse que eu ia ter que me explicar.

— Mas não no carro! Por acaso eu falei pra você se explicar no carro?

— Não.

— Se falar nesse carro é capaz de me deixar tão irritado que vou fazer o Kurama bater, você quer bater esse carro e ter a possibilidade de um de nós dois morrer? Eu acho que não. Então pense bem no que vai falar durante o caminho. Porque dependendo do que me falar, eu não vou sumir da sua vida, mas posso muito bem acabar com ela.

Durante o caminho fiquei pensando bem nas minhas palavras. Não quero morrer. Se eu for espancando tudo bem, menos mal, mas é bem capaz dele me capar se eu falar algo que não o agrade.

Meu amor, tenha misericórdia de mim. Eu sou tão bom, bom de cama também. Eu só cometi esse erro. Se eu falar isso vou ser morto? Aí, eu estou tão nervoso que sinto que meu estômago está se embrulhando.

Assim que chegamos em casa e entramos nela, e na sala, o meu tão amado e sanguinário ômega me encara. Com seus lindos olhos vermelhos formando um desenho lindo e amedrontador, me encarando.

— É melhor você se explicar.

— Aquele cara... Ele é um conhecido sabe, e... E se eu te contar algo meio chocante sobre mim, e que talvez possa te causar estresse, você gostaria de saber ou prefere esperar mais um tempinho?

— Você prefere contar agora ou que eu quebre seus dentes?

— Lembra aquele dia? No carro quando a gente tava conversando e o Kurama acabou falando que a empresa é apenas uma fachada? Então. A minha família precisa crescer financeiramente rápido porque eu tava preste a nascer, aí eles se envolveram com atividades ilegais, a empresa é um fachada para o verdadeiro negócio da família que é comércio de armas e seguranças, mas desde que eu assumi a empresa não é mais assim. Meus pais administram esse negócio enquanto administro a empresa sem me envolver com eles. Antes de trabalhar como ceo, eu ajudava nas negociações. Mas não ajudo mais, juro que desde que nos conhecemos não me envolvo com os negócios da família, só com a empresa.

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