Conforto

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Até que fim os dias no hospital acabaram, e quando voltamos para casa, eu pude sentir que estávamos bem e seguros de verdade. Não me sinto ansioso, e mesmo com o Naruto ainda estando com um braço quebrado e com um pouco de dores pelo corpo, eu me sinto bem mais tranquilo, e ele parece feliz por está em casa também. O cheiro do quarto do hospital é até controlável, mas quando saíamos para ir caminhar, os aromas ao redor deixava ele visivelmente irritado. Sem falar da falta de privacidade, por toda hora ter alguém entrando, ou sempre ter os pais dele por perto. Meu pai até veio nos visitar algumas vezes, mas por causa do bar não podia ficar muito.

O que me incomoda depois de tudo isso, é o silêncio dos policiais, eu fiz toda uma cena e nem parece que eles estão investigando algo, muito menos foram interrogar o Naruto. Não sei se gosto disso, ou me preocupo.

— Está pensando no que?

— Que não vejo a hora de dormir na nossa cama.— Ele segura minha cintura e me beija, então deita o rosto no meu ombro, ficando todo curvado.— Vai machucar as costas assim.

— Eu já estou bem.

— Está? Então estava exagerando no hospital para receber mais atenção minha?

— Um pouco. Só quando eu precisava tomar banho.

— Eu deveria ter imaginado.

— Tá bravo comigo?

— Foi só no banho mesmo?

— Sim.

— Então não tô com raiva. Se sua mão não tivesse quebrada, te faria fazer uma massagem nas minhas costas.

— Você tá com muita dor? Eu faço massagem com uma mão.

— Que exagero. Eu só vou deitar. Se quiser pode ficar deitado comigo. Aí eu libero bastante dos meus feromônios, porque no hospital eu não tinha coragem de fazer isso, mas aqui eu fico mais tranquilo pra fazer isso.

— Vai liberar seus feromônios?

— Você não quer?

— Quero!

Acabamos ficando deitados, e fiquei liberando meus feromônios, o Naruto ficou grudado em mim como se eu fosse um ursinho e ele uma criança com apego.

— Tem certeza que não quer que eu faça uma massagem? Eu consigo com uma mão.

— Não precisa, você sempre é assim, se você tivesse levado um tiro e eu um arranhão, você trataria como se fosse o fim do mundo e nem cuidaria de si mesmo.

— É claro. Você é minha vida. Você sempre será minha prioridade.

— Sua resposta sempre é essa. Mas mesmo assim eu continuo me impressionando.

— Posso demonstrar meu amor de outra forma também.

— Com um braço quebrado? Para de ser pervertido.

— Você fala como se não tivesse louco por isso.

— Com você machucado não.

— Isso não é empecilho. Você pode ficar por cima, tirando a parte que sempre eu tenho medo de você quebrar meu pau, eu vou gostar.— Antes que eu pudesse responder Kurama entrar no quarto, ele nem bate, e se estivéssemos transando? Imagina o constrangimento.

— Naruto. Tem uns policiais querendo falar com você.— Porra. Só foi eu reclamar que eles vem fazer uma visita.

— Quantos?

— Dois.

— Você sabe o que falar?— Pergunto ansioso.

— Claro meu amor, sem problemas.— Ele encara Kurama.— Pode mandar eles entrarem.

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