Em Casa

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Depois de ficar tantos dias no hospital, e ficar recebendo um turbilhão de sentimentos e informações, algumas delas que eu preferia não saber, até que fim eu estou em casa. Ficar no hospital me destruiu, destruiu a pouca sanidade que me restava, mas agora que voltei pra casa, para a minha privacidade e a privacidade do Naruto, me sinto mais leve. Sei que posso dormir sem problemas porque não vai ter uma enfermeira vindo com remédios o tempo todo, e sei que vou poder pelo menos dar um beijo no Naruto sem me preocupar do meu pai infarta.

A calmaria da casa, senti os meus feromônios e os do Naruto se misturarem, isso vai ser muito melhor do que está naquele hospital. Não vejo a hora de chegar no nosso quarto.

— Meu amor, eu vou te carregar até lá em cima.

— Não precisa, se eu subir devagar não vai ter problemas.

— Eu posso desocupar alguma sala daqui debaixo e improvisar um quarto pra você não precisa ficar subindo e descendo a escada.— As vezes eu tenho uma leve alucinação, onde o Naruto está com orelhas e rabo de um cachorro, principalmente quando ele fica falando desse jeito todo amuado. É como se suas orelhas de cachorro estivessem abaixadas e seu rabo balançando um pouco. O que chega a ser engraçado, já que é só uma imaginação minha.— Querido, você me escutou?

— Escutei, mas não precisa, eu quero o nosso quarto, e qualquer coisa você está em ótima forma pra me carregar.

— Vou te ajudar a subir então.

Ando até o começo da escada, então subo ela devagar, o Naruto estava bem atrás de mim, garantindo que caso acontecesse qualquer coisa ele poderia intervir. Mesmo já estando acostumado com sua grande proteção, me deixa sempre surpreso com o quanto ele se preocupa comigo, e faz de tudo para me deixar bem e seguro.

Naquele dia, onde o Itachi resolveu jogar aquela bomba em cima de mim, eu não consegui perceber as expressões nem as reações que o meu pai e o Naruto tiveram, porque eu estava ocupado demais chorando e me desesperando. Mas acho, não, eu tenho a sensação que quando o Naruto percebeu que aquela notícia me afetou, só não foi espancar o Itachi porque estava preocupado demais comigo. A mesma coisa deve ter acontecido com o meu pai, que agora já está na casa dele, mas agora vai me mandar mensagem a cada cinco minutos para saber se estou bem.

Eu não quero pensar muito naquela descoberta, onde eu pertenço ao ramo mais poderoso do clã Uchiha, mas uma coisa não vai mudar, meu amor pelo meu pai e irmão vão continuar os mesmo, e nada vai mudar isso. Agora eu vou tentar me focar em outras coisas.

Enquanto eu subo a escada de um jeito interminável reparo na casa, que saudades eu estava da minha casa, me sinto tão bem, com certeza vou melhorar mais aqui do que no hospital. Não vejo a hora de tomar um banho e me deitar na cama, a cama mais confortável do mundo, com muitos lençóis e travesseiros macios, além de que eu vou sentir os feromônios do Naruto bem mais aqui, e isso com certeza vai me ajudar mais também. Eu e o Naruto vamos ficar deitados e assistindo filmes juntos. Se não fosse essa maldita cicatriz e todos remédios que tenho que tomar, seria como uma férias.

— Seus feromônios estão bem alegres, no que está pensando?— Naruto me pergunta.

— Estou em casa e meu companheiro está cuidando de mim, por isso estou feliz.

— Você vai ficar com dor no rosto de tanto sorrir.

— Você sabe que eu estava contando os dias para voltar pra casa. Odeio hospitais, está em casa é como está no paraíso.

— Eu sei meu amor, e fico muito feliz em te ver feliz.

Depois de subir as escadas a gente vai até o quarto, quando vejo a cama, sinto vontade de pular nela, mas não faço isso. Primeiro um banho. Mas acabo tendo que esperar o Naruto trazer nossa pequena mala para o quarto, aí sim a gente toma um banho. Odeio deitar na cama depois de voltar da rua, principalmente depois de voltar de um hospital.

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