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Madison Hillary Walsh
Família.

Observo ao redor, cuidando para que ninguém sequer note minha presença. Meus olhos passam atentos pelos lados: cavalos, carroças… e homens armados com espadas, algo que, com certeza, chama minha atenção.

Já de banho tomado e com roupas limpas, engulo seco. Minha mente ainda presa nas horas atrás… em como eu estava tão próxima de Carl. Tão conectada. Respiro fundo mexendo a cabeça e me livrando dos pensamentos. Aperto a alça da mochila nas costas, onde guardo alguns suprimentos, o suficiente para me manter em movimento, e, sigo em direção ao esgoto. Desço as escadas e avanço pelos corredores úmidos, tentando fazer o mínimo de barulho possível para que ninguém se quer escute.

Quero passar despercebida. Invisível.

Subo as escadas e encaro o buraco que leva ao pequeno abrigo improvisado, o colchão, os desenhos na parede. Entro, soltando um suspiro baixo, e começo a arrumar o lugar do meu jeito. Troco os lençóis, ajeito o que dá.

Eu precisava disso.

Um pouco de controle.

Um pouco de paz.

Quando termino, me deito, sentindo os músculos finalmente relaxarem. Abro a mochila e puxo alguns enlatados.
Meu estômago reclama alto. Voraz como se não comece a dias, eu estava tão faminta quanto nunca.
Abro um, depois outro… depois mais.
E devoro. Sem pensar. Sem parar.
Como se pudesse.

— Maddy? — a voz estala pelo walkie-talkie ao meu lado.

Endireito o corpo imediatamente. Limpo os dedos na boca e pego o rádio, ficando em silêncio por um segundo.

— M-maddy… — a voz masculina volta, fraca.

Franzo o cenho.

Não reconheço, pelo contrário, estranho.

Levo o rádio mais perto.

— Quem é? — murmuro, cautelosa.

— Onde eu tô? Caramba… tá difícil de encontrar… — a voz insiste, perdida tanto quanto eu.

Passo a língua pelos lábios, ainda com gosto de comida. E uma leve ardência pelos machucados que ainda estavam abertos.

— Precisa de ajuda? Como conseguiu esse rádio?

Silêncio.

Só chiado.

Até que, aquela mesma voz retorna, mas com familiaridade dessa vez.

— Você já esqueceu de mim? Faz tanto tempo assim?

Aperto os lábios, alerta. Olho ao redor, desconfiada como se estivesse sendo observada. Troco de frequência, confusa.
Caio direto na linha dos Salvadores, na linha aonde era aberta para os trabalhadores, na linha em que Hiltop e Alexandria escutavam, na linha em que ninguém me conhecia, mas murmuravam.

Vozes sobrepostas, agitadas, tensas.

— Três caras mortos, um menino matou todos!

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⏰ Última atualização: Mar 18 ⏰

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Walking on them ‐ TWDHistórias para pegar e não largar. Descubra agora