Você raramente acreditaria se te contassem que o mundo não é exatamente o que você imagina. Que as coisas ao seu redor vão muito além do que você vê e percebe. Fato, soa como baboseira hippie de algum culto. Era o que eu pensaria se as coisas não ti...
Era libertador. A melhor sensação que poderia sentir. Até... Bem... Eu olhei para as estrelas e levantei vôo. Minhas asas batiam ritimadas, assim como eu via os pássaros fazerem. Era maravilhoso sentir o ar ao seu redor, sem chão, me fortalecia.
Olhei para a frente e fui voando em direção ao mar, em direção à lua. No Refúgio não se tinha iluminação artificial, só nos prédios, então eu podia ver um céu incrivelmente estrelado. E eu me sentia parte dele.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Me sentia parte da imensidão do universo. Fechei meus olhos e voei para cima, em direção às estrelas. Me senti... completa. E foi aí que aconteceu.
Abri os olhos e olhei para mim mesma. Minha pele brilhava foscamente em um azul claro, quase branco, como a tela de um celular com brilho mínimo. Me assustei ao ver que meu cabelo brilhava em tons estranhos, e perdi o controle.
Me vi caindo em direção à mata escura. Rapidamente (até demais) um vulto negro me pegou e me levou de volta ao topo da colina.
Percebi então que o vulto era minha mãe, que me olhava com um olhar realmente assustado. Minha pele ainda brilhava e pude ver um brilho estranho em seus olhos ao me ver. Uma mistura de pavor e curiosidade.
- Sou tão horrível assim, para você me olhar desse jeito? - pergunto.
- Não... Você é magnífica. E... nova. Nunca vi nada assim. - Ela semi-sussurra, com admiração.
- Quem eu reflito?
- Eu estava certa. Filha, você... Não reflete. Você é... Você mesma. A primeira descendente da história do Reino a não refletir nada além de seu próprio ser.
- Isso é ruim? - pergunto, agitada. Meu cabelo brilha mais intensamente, parece que responde as minhas emoções.
- Não, não. Isso é ótimo, desde que você se mantenha estável. Filha... Você é uma das mais poderosas descendentes que já vi.
- Quero me ver.
- Como é ?
- Quero ver minha transformação. Por favor.
Minha mãe acena devegar e pega o seu celular, para tirar uma foto. Eu abro minhas asas e encaro a câmera.
- Aqui. - ela me entrega o celular.
Eu parecia uma alien. Quase entrei em desespero, mas me segurei para me manter estável, como minha mãe disse.
Minha pele não brilhava completamente. Apenas minhas mãos, até os cotovelos, como luvas compridas. Meus olhos brilhavam com várias corese minhas asas... pareciam normais, só que cintilavam em azul. O mais estranho era o meu cabelo. Ele era como... o céu noturno.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.