Eu acho que nunca absorvi tanta informação em tão pouco tempo, a não ser pela minha grande mudança de normal para descendente.
Então, de repente, os descendentes do Reino da Água decidiram sair do anonimato e ajudar? O que eles iriam exigir em troca? Eu e Kailani estávamos sentadas na cama, e eu a olhava apreensiva.
- Bem... é... Meu nome é Angie Stanford. Digamos apenas que eu sou uma descendente do Reino do Ar especial. Me anima muito conhecer vocês e ainda mais que queiram ajudar, mas me preocupo com o que vão querer em troca dessa ajuda.
- Sim, eu ia chegar lá. Bem, para você que mora lá, não vai ser grande coisa. Você sabe muito bem que essa ilha é um COD325, ou seja, é um aquartelamento dos descendentes da Terra. Nosso esconderijo aqui é super instável e vivemos com medo. Não é nada bom a longo prazo.
- Acho que estou começando a entender.
- Queremos uma oportunidade de acordo para mudar nossa unidade para o Refúgio. Eu sei, parece grande coisa mas eu juro que não é. Moraríamos no fundo das águas e não incomodaríamos ninguém, além disso, nossa unidade é pequena. Temos no máximo umas duzentas pessoas e eu juro que não vamos incomodar. Nós só queremos viver em paz.
Kailani parecia ter a minha idade, se não, não era muito mais velha. Seu pedido não era grande coisa, e com os contatos da minha mãe talvez fosse possível.
- Eu concordo, mas não posso prometer. Como você sabe, tenho que consultar o nosso Conselho. Por que nunca tentaram isso antes?
- Não podíamos simplesmente invadir seu território pedindo abrigo. Além de ferir o orgulho da unidade, poderia parecer uma ofensa. E sinceramente, duzentos descendentes da Água não são páreo para mais de três mil descendentes do Ar em uma disputa por território. Não acabaria bem para nós.
- Compreendo. Façamos então o seguinte: Vocês me ajudam, e quando eu voltar um de seus líderes vem comigo para tentar um acordo com o Conselho. O protegerei a todo custo e farei o que estiver ao meu alcance para que o acordo funcione. Feito?
-Feito.
Apertamos as mãos e eu tinha a estranha sensação de que poderíamos nos tornar amigas. Mas não tive muito tempo para pensar, pois nesse exato instante a porta foi escancarada.
Lucas estava com uma calça de moleton branca e uma regata também branca (que mania é essa que eles têm com roupas brancas?) Seu cabelo ainda estava meio molhado e estava todo bagunçado, o que o deixava mais lindo ainda. Mas o que mais me chamou a atenção foi o brilho diferente em seus olhos verdes quando nossos olhares se cruzaram.
Sem precisar dizer uma palavra, levatei correndo e me joguei em seus braços. Foi um dos melhores abraços que eu já havia recebido. Sem nem notar, meus olhos já estavam cheios de lágrimas.
- E-eu... eu pensei que você... - tentei falar, com a voz abafada e o rosto enterrado em seu pescoço.
- Shhh - ele me interrompeu - eu disse que sempre estaria com você não disse? Não vai se livrar de mim assim tão fácil.
Eu dei uma leve risada. Em meio a todo esse momento de alta tensão, ele me faz rir. Não tenho certeza se amor é a palavra certa ainda, até porque é um sentimento muito forte. Mas a cada dia me apaixono mais um pouco por esse bobo de sorriso perfeito.
Levantei meu rosto e segurei o rosto de Lucas com as duas mãos, selando nossos lábios por um breve instante, antes de nos separarmos. Não podia esquecer que Kailani ainda estava ali.
Ela estava apoiada para trás com um sorriso no canto dos lábios. Ela percia distante ao nos observar, mas voltou para si rapidamente.
- Vocês formam um belo casal. Enfim, vou trazer roupas para Angie e provavelmente Aukai vai deixar peças de roupa no seu quarto, Lucas. A não ser que queiram desfilar de pijama por aí.
- São pijamas? - perguntei, encarando o vestido peculiar.
- Claro. Quase todos os pijamas por aqui são brancos pois o tecido fica mais macio sem corante ou tinta, mais confortável.
- Okay, muito legal, mas quem é Aukai? - Lucas perguntou.
- Outro descendente. Meu melhor amigo. Nós dois nascemos e fomos criados nos mares do Havaí, mas nossa unidade foi invadida então nós e nossas famílias nos mudamos para essa unidade. Enfim, eu até deixaria a roupa no seu quarto, mas as meninas são proibidas de entrar no dormitório masculino. Aliás, não era para você estar aqui, sabia?
Lucas olhou para mim e sorriu.
- Sabia, mas estou acostumado a quebrar essa regra.
Kailani riu e se levantou, caminhando até a porta.
- São quatro da manhã, então é melhor dormirem. Amanhã vocês se trocam e partiremos depois do café da manhã. E, só por que sou boazinha, eu deixo Lucas ficar aqui o resto da noite. Confio em vocês.
- Claro. Obrigada Kailani, mesmo. Boa noite. - eu disse.
- Boa noite.
Ela saiu do pequeno quarto, fechando a porta atrás de si. Quando me virei, Lucas já estava sentado na cama, debaixo das cobertas, encostado na cabeceira.
Subi na cama e deitei ao seu lado e me cobri, deitando minha cabeça sobre se peito, enquanto seus braços me envolviam.
- Realmente pensei que morreríamos. Quando acordei sozinha aqui, eu... eu nem tive reação. Achei que você estava no fundo do lago ainda.
- Também pensei que você estivesse morta quando acordei sozinho. Mas olha só, aqui estamos, os dois juntos. Vamos superar isso e seguir com a missão. Depois que resgatarmos seu pai, nos concentramos no acordo que fez com Kailani.
- Como sabe do acordo?
- Digamos que eu tenho uma boa audição. - ele disse, sorrindo.
Me apoiei nos cotovelos para encará-lo nos olhos, com uma falsa indignação.
- Lucas Santori, o senhor estava ouvindo atrás da porta? - eu perguntei, não conseguindo evitar um pequeno sorriso.
- Eu? Imagine, não sei do que você está falando. - ele disse, sem perder o sorriso.
- Que feio, senhor Santori, que feio. - eu disse, deitando-me novamente.
- Acho que precisamos dormir. Já deve ser tarde.
- Claro, boa noite.
Ele colocou sua mão em meu rosto, me puxando para um beijo calmo e apaixonado, logo depois deixando um beijo em minha testa.
- Boa noite amor. - ele disse, deixando um sorriso bobo em meu rosto.
Me virei para dormir e senti Lucas me abraçar. Apesar de tudo que estava acontecendo, eu sorria. Sorria porque sabia que enquanto estivéssemos juntos, estávamos seguros. Amando um ao outro. Salvando um ao outro.
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Hey galerinha! Sorry pelo cap curto, é que estou numa corrida contra o tempo.
Tenho um debate sobre o nazismo na sexta, e nem comecei a formulas meus argumentos ainda. No momento, estou no meio da minha aula de álgebra. E para melhorar, meu estoque de caps acabou.
MUITO LUGIE NESSE CAP ♥♥
R.e.l.a.x.e.m. que eu não vou deixar de postar :)
Até sexta que vem meu padawans ♥♥♥
#Votem
#Comentem
XOXO, Isa ♥
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Finalmente Livre
FantasyVocê raramente acreditaria se te contassem que o mundo não é exatamente o que você imagina. Que as coisas ao seu redor vão muito além do que você vê e percebe. Fato, soa como baboseira hippie de algum culto. Era o que eu pensaria se as coisas não ti...
