Cap. 19 - Daddy?

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Nossos lábios estavam tão próximos que podia sentir seu hálito doce.

Mas quando iam finalmente se tocar, a porta é escancarada.

Só pode ser brincadeira né? Valeu, universo!

Viramos os rostos para a porta para ver uma Michele boquiaberta. Nos separamos e levantamos rapidamente. Claro, eu estava tão vermelha quanto ele.

- Ops... - ela diz, abrindo um sorriso.

-Ahm... n-nós não... Nós só...- Lucas gesticulava nervosamente enquanto tentava explicar.

Mas como ele explicaria sendo que nem eu havia entendido direito? Foi tão rápido que nem deu tempo de processar. Íamos... estávamos quase... nos beijando?
Para tudo.

Só então me viro para Lucas, e o pego me olhando de soslaio. Ele dá um sorriso de canto e vem até mim. O que ele estava fazendo?

Ele me abraçou pela cintura e me deu um beijo na testa.

- Depois a gente estuda, okay? - ele pergunta, me olhando nos olhos.

Aa palavras me falham, então só assinto, e logo após ele dá um leve aceno para Michele, que encara a cena boquiaberta.

Assim que a porta se fecha, ela pula como um leão para cima de mim.

- Eu sabia! Sabia que vocês iam ficar juntos! Ai meu Deus, como isso aconteceu? Por que você não me contou? Eu super shippo vocês! Como...

- Hey - eu a interrompo - calma menina! Aconteceu nada demais. E... eu não contei porque não tem nada para contar. - afirmei, e virei-me para arrumar o cobertor no lugar.

- Como nada? Vocês iam se beijar se eu não tivesse chegado! Ah... a propósito, me desculpe por entrar sem bater.

- Tudo bem, você não precisa bater para entrar, o quarto é seu também! E... Já que a senhorita está toda "formando casais", o que rola entre você e o Breno? - pergunto, surpreendendo-a.

Ela arregala os olhos mas rapidamente recupera a postura descontraída.

- Rola? Você quis dizer enrola né, querida? Tá mais complicado que nó de marinheiro. Mas não desvie do assunto, como Lucas chegou aqui em cima? E... o que vieram fazer aqui? - ela pergunta com ar acusatório e um sorrisinho de suspeita no rosto.

- O que está pensando? Nós viemos estudar, Michele! Pelo amor de Deus, que mente mais suja que você tem!

- Não me culpe! Eu entro no quarto e vejo os dois quase se beijando, a situação não foi nada favorável aos pensamentos puros.

- Não estávamos quase se beijando e eu vou ignorar essa sua dedução equivocada e vou para o banho. - disse, e ela me jogou um travesseiro.

- Quero detalhes depois!

- Digo o mesmo!

Eu entro no banho e a água faz alguns arranhões que arrumei no treinamento arderem. Só então percebo os vários hematomas enormes que aquelas esferas deixaram em mim. Eram hematomas do tamanho de uma bola de basebol, espalhados pelo meu tronco.

Se alguém ver, estarei muito ferrada para dar alguma desculpa. Acho melhor usar blusas bem fechadas até eles sumirem.

Saí do banho e coloquei minha camisola do Spider Man. Sequei meu cabelo com o secador e fiz um coque solto. Não pretendia sair do quarto até pegar toda a matéria da prova.

Vejo Michele sentada em sua cama com o caderno aberto e uma xícara de café.

- Mi, você está com a matéria completa de História dos Reinos no caderno?

- Aham. - ela responde, levantando os olhos para me ver.

- Posso tirar foto? Devo ter perdido umas três aulas.

- Claro. - ela estende o caderno na minha direção e eu o pego.

Tiro as fotos e agradeço. Me dirijo à mesa da varanda com meu caderno, celular e um copo bem grande de café, que peguei na bandeja que se encontrava na cômoda.

Sentei na mesinha de vidro da varanda, sem me importar se alguém poderia me ver. Desliguei minha mente do acontecido a pouco (tentei, pelo menos) e comecei a estudar.

[...]

Depois de algumas horas, consegui entender a matéria toda. O céu estava laranja e só então pude perceber que o sol estava se pondo.

Voltei para dentro do quarto e Michele não estava lá (humm, suspeito). Peguei a mochila que deixei preparada em baixo da cama, e vesti uma camiseta com estampa de farda, um short jeans e meu coturno de couto preto. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto, e abri a porta. Okay. Não tem ninguém.

Saio de fininho e fecho a porta atrás de mim, guardando o cartão-chave. Desci as escadas devagar e quando cheguei na recepção, Elena estava distraída com uma papelada atrás do balcão. Droga. Só posso esperar aqui, se ela me ver saindo vai fazer perguntas que não posso responder.

Depois de uns dez minutos, ela levanta e vai para uma salina no canto, que deduzi ser o banheiro. Passo correndo e consigo sair.

Para a minha surpresa, ainda tem várias pessoas na clareira. Droga, droga, droga! Eles não podiam me ver. Como eu explicaria estar saindo de mochila a essa hora? Pior: eu estava de camiseta, e um hematoma enorme em meu peito era visível. Como eu explicaria?

Abraço os ombros e abaixo a cabeça, com a esperança de ninguém me notar. Estava dando certo, já que já estava na metade da clareira e ninguém havia me notado.

Continue assim Angie, vai dar certo. - pensei.

Cheguei a outra extremidade da clareira e abri as asas para levantar vôo. Ótimo, vai dar certo.

-Angie? - escuto, vindo de trás de mim.

Merda.

- Oi? - digo, ainda de costas pelo hematoma.

- Para onde está indo? - reconheço a voz: minha mãe.

Merda. Mil vezes merda. Por que, universo? Por quê?

-Ahm... tô... - o desespero me toma e só vejo uma saída lógica: correr. No caso, voar. - depois te explico, confie em mim e pelo amor de Deus, não me siga. - digo, e lenvanto vôo para longe dali.

De cima, consigo ver a ilha no horizonte. Vôo o mais rápido que posso. Dou uma espiada para trás e confirmo: ninguém está me seguindo. Só queria ver eu "explicar" para a minha mãe mais tarde.

Pouso na areia e olho em volta. Esta ilha parece deserta, nunca vi ninguém vir aqui. Adentrei a floresta e chamei por Celeste.

- Aqui, criança. - escuto, e olho para a origem do som.

Celeste está sentada no topo de uma árvore, balançando um dos pés enquanto come o que penso ser uma maçã.

- Oi, desculpe o atraso. Então, vamos treinar.

- Assim, podemos até treinar depois. Mas... - ela pula do topo da árvore, caindo em pé na minha frente e jogando a maçã para trás - temos que conversar.

- Sobre? O que pode ser mais importante do que os treinamentos? A guerra pode começar a qualquer minuto!

- Os caçadores. - ela diz, séria.

- O que tem eles? - pergunto, preocupada.

- Eles estão com seu pai, Angie.
____________________________________Hey galerinha! Cap meio curto, eu sei, me desculpem! Estou em época de testes e tá complicado de arrumar tempo pra escrever.

Relaxem! Não vou parar as postagens! Estou mantendo meu "estoque" com três ou quatro capítulos a mais, então tá tranquilo.

Estão gostando? Comentem, gente! Se vocês não comentarem o que estão achando, como vou saber se a história está legal?

Enfim... Até sexta que vem anjos ♥

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XOXO, Isa ♥

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