então, eu ainda estou aprendendo a mexer por aqui rs, espero que gostem até quarta.
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Lamina 10 - pedi como se fosse a coisa mais normal do mundo. Peguei o bisturi. Adrenalina. Um choque percorreu meu corpo, como uma corrente elétrica, deixando meu cérebro em alerta. Deslizei o bisturi sob a cabeçada menina, sangue. Oh belo sangue. Eu estava focada em cortar o cérebro de uma menina, era meu trabalho, mas pequena parte de minha mente desviava-se para o mesmo pensamento. Por que diabos o tão bondoso e piedoso Deus deu a uma menina, de dois anos, um câncer que provavelmente voltaria quando ela crescesse?
- Sucção - pedi em alto e bom tom. Entregando, nas mãos do residente que me auxiliava, o aparelho responsável por ela. Merda, sangue. Havia muito sangue. O que diabos aconteceu?
- Mais sucção D'Mackor – gritei- Droga, eu precisava achar o foco da hemorragia ou a doce menina, indefesa na minha mesa, partiria. Pressão subindo. Batimentos caindo. Seu cérebro não aguentaria por muito tempo, estava exausto. A cirurgia é uma dança, um passo em falso e toda a beleza de sua arte se esgotava.
- D' Mackor, tem mãos firme? – perguntei séria. Ele assentiu com a cabeça. Lá estava ela, em uma parte delicada do cérebro. Uma tremida e a pequena menina jamais acordariam.
- Quem não for necessário nessa sala por favor se retire. – Várias pessoas saíram estando apenas eu, D'Mackor e minha fiel enfermeira. Desviei meu olhar para o residente que estava ao meu lado, ele estava branco, mas concentrado. Internos, pensei, sempre tão animados e esperançosos para participar de uma cirurgia como essa, internos. Contive a hemorragia, tumor retirado, merecia meu salario.
- Bom trabalho Dr. – exclamei, assustando o rapaz, que havia acabado de participar de seu primeira cirurgia a crânio aberto. – Quer fechar? - perguntei passando os instrumentos necessários para ele.
-Obrigada Dra. Oliver- exclamou o menino- a cirurgia foi impecável- completou com entusiasmo na voz.
Dei de ombros. Era algo que costumávamos fazer. Internos, são a pior classe da hierarquia de um hospital, são tratados como lixo e levados ao extremo.
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apenas (sobre)vivendo
RomanceAcredito que a vida deveria ser mais do que apenas sobreviver, que se encontramos uma razão para sorrir, não deveríamos chorar. Acho que existe um propósito. Não acho que fomos enviados por Deus para seguirmos uma rotina. Não se, realmente...
