Clarke
-Sim, estou, mas isso não importa- falei tentando disfarçar a minha dor- por mais que seja uma ato nobre de sua parte, você não de veria ficar esperando, não tenho hora para ir embora.
-Eu estou de plateia para a cantoria do vento- ela falou calma- mas também não queria ir embora sem fazer isso.
Ela aproximou meu corpo do dela, testa com testa, seus olhos encaravam meus lábios, com uma das mãos ela envolvia minha cintura, com a outra acariciava minha bochecha, olho no olho. Verde perdido em imensidão azul e vice-versa.
-Você é linda Clarke- Lexa sussurrou para o ar.
Juntei nossos lábios, ali no meio do vento, nossas línguas dançavam em sintonia com a música do vento, era um beijo calmo. Repleto de sentimento. Sua mão desenhava em minha nuca, local inapropriado para grandes audácias. Eu apertava sua cintura. Foi o único beijo que importou, mesmo não sendo o primeiro, esse é o único digno de ser a melhor memória da minha vida. Não por ser o melhor beijo que já dei, mas pelos sentimentos que ele transmitia.
-Você pode vir comigo para a sala de plantão Lex- pedi
-Toda dança precisa seguir um ritmo Clarke, se for rápido demais fica acelerado, devagar demais atrasado. Vamos com calma Loirinha.- sorri bobamente ao perceber o quão bem essa mulher me faz feliz-me conta, por que você estava chorando?
-Er- falei, para dar tempo ao meu cérebro, que esquecera toda a tristeza que estava dentro do hospital- Lexa você é como morfina- merda. O que eu acabei de falar?
-Eu sou uma droga- ela falou em tom risonho
-Não, você leva a dor embora, eu nem me lembrava o por que de estar chorando até você perguntar...
-Você pode me contar se quiser...
-É bobagem, eu não devia chorar por isso.
-Mas,- ela disse sugestiva
-É um paciente, eu acho que ele está paraplégico, uma criança.
-Sinto muito por isso.- ela disse me envolvendo em um abraço.
-Não espere por mim- falei selando nossos lábios e seguindo para sala de radiografia após escutar o som paiger. Pela primeira vez em muito tempo, me sinto completa.
-Dra. Oliver, preciso falar com você- Dra. Blake me chamou.
-Estou lidando com um caso agora, posso te encontrar na sala de reuniões mais tarde.
-Me bipe quando estiver lá.
-Dr.Mackor- falei adentrando a radiologia e examinando os resultados- o que você vê?
-A coluna vertebral está partida.
-Por que não podemos realizar uma cirurgia para alinha-la?- perguntei, sabendo que a criança estava paraplégica.
-Os fragmentos de ossos estão esfarelados, a cirurgia não funcionaria.
-Bom trabalho, dê a noticia aos pais do menino.
-A senhora não pode fazer isso?
-Posso, mas não quero. Vá- internos precisam aprender a lidar com a parte mais delicada do trabalho.
Bipei Octavia e segui para a sala de reuniões, cheguei lá e ela não havia chegado ainda, então finalmente pude me sentar e deixar meus pensamentos se voltarem para minha garota, ou quase isso.
-Pensando na garota que você estava agarrando na encosta do hospital- a voz risonha de Blake me tirou de meus pensamentos
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Oioi littler's
Finalmente um bj clexa p aquecer nossos corações rsrs!!!
Ficou menor mas me digam o que acharam do cap.
Mais tarde tem mais, obrigada pelo carinho de sempre
xx//littleg
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apenas (sobre)vivendo
RomanceAcredito que a vida deveria ser mais do que apenas sobreviver, que se encontramos uma razão para sorrir, não deveríamos chorar. Acho que existe um propósito. Não acho que fomos enviados por Deus para seguirmos uma rotina. Não se, realmente...
