Octavia
O batimento dela caiu, ela entrou em parada, acredito que foi sua reação pela dor que sentia -explicei para as mulheres. Miranda acalmava Abby e Callie estava com os olhos marejados.
-E Lexa? - Callie perguntou
-não quis vir — respondi olhando para Abby - preferiu não deixar Clarke sozinha, mas concordou em sair quando Abby chegasse- respondi e peguei meu bipe apitava -Clarke voltou na tomografia, está com Lexa, faz uns 15 minutos. Ela está na UTI, leito nove.
-eu te levo — Miranda se prontificou
-não — Abby respondeu — vamos a lanchonete primeiro, Lexa deve estar com fome, passou a noite inteira com minha filha.
-certo -Callie falou- vou com vocês
- vou buscar os resultados — responde — encontro-as no quarto dela
fui até a sala de exames e e encontrei exatamente o que esperava, O tempo estava acabando, esperar pela o UNOS deixou de ser uma uma opção, os tubos infeccionaram.
Voltei com a notícia para o quarto da loira, com a notícia ruim e como possível solução para o caso. Encontrei as médicas e a mãe de Clark no corredor, Abby carregava sanduíche uma mão e um café com leite em outra.
-Eu falo quando estivermos lá dentro- falei antes que elas perguntassem- assim Lexa escuta também.
As três me olharam, ignorei e continuei andando, quando chegamos à porta do quarto, me deparei com a cena mais fofa do mundo, Lexa segurava a mão de Clarke e dormia com sua cabeça em seu colo, o que provavelmente a deixaria com uma puta dor de costas.
-Eu vou acorda-la- falei assim que entramos- ela escuta o que as notícias da porta e depois sai- falei, sabendo exatamente como Abby queria que fosse.
-Não- Abby protestou- deixe-a dormir- a mãe falou colocando o lanche que trouxera sobre uma mesinha e indo cobrir Lexa com um dos cobertores para visitantes. Sentou-se na outra cadeira, que ficava do outro lado da cama.
-As notícias não são boas- comecei- a parada cardíaca não foi uma reação a dor, o tubo que colocamos em seu pulmão infeccionou, como era uma solução temporária e existia grande chance disso acontecer, por que o uso de tubos e aconselhado para o meio externo apenas, eu tracei um plano, que precisa ser realizado em Seattle, no PSH, devido às tecnologias que temos lá- as outras mulheres apenas escutavam- antes de irmos para o Iraque, eu estava realizando uma pesquisa que visava curar problemas como de Clarke, já que lesões no pulmão não são fáceis de lidar mesmo em hospitais com alta tecnologia. O procedimento consiste em, realizar uma biópsia para retirar parte do tecido vivo do pulmão e a partir dele imprimir na impressora 3D um enxerto com células do corpo do próprio paciente para que diminua o risco de rejeição. Porém esse procedimento é arriscado e nunca foi feito. Eu já tenho o artigo escrito mas não foi publicado e nem autorizado, teríamos que alegar situação de emergência da mesma forma que fizemos com primeiro procedimento para ver se o FDA autoriza. Para tentar conter a infecção entrarei com doses altas de antibióticos fortes para evitar o risco de uma superbactéria. Esse hospital é um dos melhores da região porém não tem tecnologia suficiente para realizar tamanho cirurgia- conclui- acredito que a melhor chance dela seria retornarmos para Seattle mesmo que significa enfrentar um voo de 20 horas, apesar de ser de ser uma situação grave acredito que se voltarmos a tempo poderei salva-la sem sequelas.
-vou ligar para aviação que cobre o hospital e pedir o jatinho mais rápido possível,adaptado para o carregamento de um paciente, acredito que conseguiremos sair ainda hoje -Miranda falou- de qualquer forma deixei tudo arrumado para partirmos assim que possível.
Todos os olhares na sala viraram para Lexa,que dormia tranquilamente sobre sobre o corpo de sua amada.
-Eu converso com ela- Abby falou.
-Vamos deixá-las a sós- Callie falou saindo da sala, segui Miranda e Callie para fora.
-Octavia- Miranda me chamou- você tem feito excelente trabalho, acho que deve publicar os dois artigos assim que a situação resolvida, os procedimentos que criou devem ser estudados para serem aprimorados e acredito que você tem total capacidade de aprimora-los e publicados também acredito que receberá a vários prêmios por eles. Vou ligar para aviação — falou ela saindo me deixando com sorriso bobo na cara, me encostei no balcão que havia e fiquei observando como Abby lidaria com Lexa.
Por mais que Hebe não apoio relacionamento da filha, reconhecer o que leva uma boa garota que faz bem para sua filha e principalmente faz feliz,então resolveu dar uma chance a garota. Continuei olhando para o quarto, pensando se eu precisar interferir ou não, na verdade ele me surpreendeu no momento que abraçou a garota que chorava, depois levantou se entregou sanduíche e um café com leite que agora estava, fiquei olhando para como a mãe de Clarke interagia com Lexa, meus pensamento voaram, pensava em toda a situação, estava decidida a salvar Clarke. Custe o que custar, afinal ela não é apenas uma paciente, é a minha melhor amiga, minha irmã, minha parceira, minha pessoa.
Continua estática naquele balcão apenas observando o carinho que Abby estava dando a Lexa e como a menina parecia feliz em recebê-lo.
-Alô?-falei atendendo a ligação de Miranda
-Blake, tem um avião que parte em 2 horas, prepare suas coisas e avise a equipe.
E foi nesse momento que precisei interferir naquela troca de carinho que estava acontecendo lá dentro, um carinho tipo mãe e filha.
-Lexa, Abby- entrei na sala chamando-as - vamos pegar um avião em 2 horas, peguem as coisas de vocês, vão ao hotel, tomem um banho, e relaxem nos encontrem Miranda no aeroporto e eu encontrar vocês lá depois, pois vou na Ambulancia com Clarke.
Abby se levantou e saiu, mas Lexa permaneceu parada.
-Lexa? - chamei-a
-Eu não trouxe coisas, sai do trabalho e fui direto ao aeroporto, então vou ficar aqui.
-Hotel Maddison Central- falei, lhe entregando um chave- tome um banho e pegue um roupa emprestada, Callie trouxe algumas roupas para mim, pegue uma para você e deixe a chave na entrada, por favor, sério, você está fedendo.
-O,- ela me chamou, ainda olhando para Clarke, eu temia a perguntáveis viria- ela vai ficar bem?
-Eu farei o possível, Lexa.
-Eu não quero sair daqui- ela lamentou- se eu sair e ela morrer-
-Ela não vai, prometo- Falei, me arrependendo pela promessa
-Ela também prometeu que voltaria- Lexa virou seus olhos marejados para mim
-Ela voltou- rebati.
Lexa deu-se por vencida, deixou um beijo em Clarke, murmurou umas palavras e saiu do lugar.
Me aproximei de Clarke, eu saindo falta dela, merda Clarke, o que você fez?
-Não se atreva a morrer- falei- eu prometi para sua namoradinha que você vai viver, falei e apliquei os remédios, um para ela permanecer sedada e outro era um dos antibióticos.
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gente, juro que tentei alongar o cap, mas estou realmente sem tempo!!!!! Cap meio fraquinho, mas acho que deu p confortar o coração de vc um pouco, né? Clarke está viva!!!!!! Isso não vai mudar, desculpem-me por assusta-las.
Obg pelo carinho de smp, não deixem de interagir, pf...
OBG PELOS 2K SEUS LINDOS E SUAS LINDAS
xx//littleg
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apenas (sobre)vivendo
RomanceAcredito que a vida deveria ser mais do que apenas sobreviver, que se encontramos uma razão para sorrir, não deveríamos chorar. Acho que existe um propósito. Não acho que fomos enviados por Deus para seguirmos uma rotina. Não se, realmente...
