Clarke
-Louis para neuro, Edward para cardio, Sophia para trauma- ela continuou até todos os sargentos estarem com um médico, me preparei para sair e finalmente poder dar meu discurso assustador para os saregntos, mas antes que eu pudesse falar alguma coisa, uma coisa mais assustadora aconteceu- Dra. Oliver, uma palavrinha- sim, Lexa está me chamando.
Assenti com a cabeça e segui a morena para um lugar mais reservado.
-Oi Loirinha- ela falou, perdendo completamente sua postura severa.
-Não acredito- falei sem conter uma risadinha- você não tinha medo de sangue?
-Eu vou cuidar apenas da burocracia, os engenheiros de vocês terão que me entregar um relatório todo dia e vocês terão uma reunião por semana comigo, para fazermos o balanço semanal.
-Certo, aproveitando que você estará por aqui, o que acha de almoçar comigo hoje?- perguntei.
-É uma ótima ideia- ela falou animada- te vejo as 13?
-Sim- respondi, olhando para os lados, estávamos sozinhas- tenho que ir cuidar dos meus novos pintinhos- falei deixando um beijinho em sua testa.
Me dirigi até o alojamento dos internos, onde meus outros internos tinham levado o homem novo, que eu já não lembro o nome. Era hora de dar meu discurso assustador para todos os novos pintinhos.
-Bom dia. Eu sou a Dra. Oliver, chefe da neuro. Eu até diria que é um prazer conhece-los, mas não é. Certo, eu não sei como funciona no exercito e não precisam me contar pois eu não que saber, na verdade eu não podia ligar menos. Esses ao lado de vocês, que provavelmente estão se gabando por serem médicos, até ontem eram a classe mais baixa dessa hierarquia, mas hoje isso mudou. Com a chegada de vocês. Provavelmente a Comandante Kannenberg passou a vocês várias ordens e vocês devem segui-las como suas segundas ordens. Pois as primeiras ordens vem de qualquer médico ou enfermeira desse hospital, não preciso que vocês questionem. Eu preciso que vocês sigam estritamente cada palavra que digam a vocês, sabe por quê? Porque aqui lidamos com a morte, eu valorizo o trabalho de vocês e sei que se vocês erram também ocorrem mortes, a diferença é o tempo, antes de construírem alguma coisa vocês tem tempo de realizar vários cálculos testes e errar várias vezes até acertar. Acontece que por aqui, ter minutos para pensar é raridade, mas nós estamos acostumados com a pressão e gostamos da adrenalina que ela libera. Os médicos realmente odeiam perder pacientes, principalmente quando a culpa não é deles. Então, quando um médico te falar algo como: saia, chegue para lá, cale a boca, não encoste no paciente, não se mova, etc. Obedeça ou a morte do paciente no leito estará na sua conta. Sigam seus atendentes, almocem quando tiverem tempo, se hidratem. Se o seu atendente se mexe você se mexe, suas noites de sono não estarão a salvo. Seus atendentes te darão um paiger, não deixem a bateria acabar. Isso é tudo! Podem ir.
Causei o impacto que queria, todos na sala me olham com os olhos arregalados. Vejo um deles se aproximar de mim.
-Você é o Louis certo?- ele assentiu- você vai ser minha sombra. Não encosta, não fala, não toca em nada. Você não vai entender nada do que falamos, seu trabalho é observar o material que usamos apenas isso, certo?- ele assentiu novamente- você não está brincando de medicina. Pessoas morrem aqui. Aqui está seu paiger. Ah, o mais importante, quando eu estiver tratando de um paciente, não esbarre em mim, um empurrãozinho pode virar uma grande complicação, não há espaços para erros. Dr. Mackor- falei para o médico que chegou ao meu lado- vá para a emergência e me arranje um caso de neuro bem sangrento, eu quero cortar hoje.- ele assentiu e saiu.
-você é tão igual a Comandante- Louis resmungou
-Você acaba de quebrar a regra de ficar quieto- falei em tom de esporro, mas por dentro me divertia com a situação- espero que isso tenha sido um elogio ou você acabou de insultar suas duas chefes. Vamos. Mackor conseguiu um caso.
{...}
-Como está sendo seu dia no hospital?- perguntei me sentando ao lado de Lexa.
-Alguns "pintinhos"- ela falou, simbolizando aspas- vieram me falar de uma tal de Dra. Oliver que os colocou medo- ela falou dando a risada mais linda.
-O que ?- falei rindo- Você precisa ver o vídeo, eu mandei um dos residentes gravarem.
-Me mostra depois então e, por favor- ela falou rindo- não mata meus pintinhos.
-Isso te daria mais trabalho?
-E como!
-Nunca faria nada para atrapalhar minha morena- falei rindo.
-Certo minha loira- ela respondeu risonha.
-Parece que tenho que tirar uma bala do cérebro de alguém- falei olhando para o relógio, que apontava 13:45, horário que eu tinha conseguido uma OR livre para cuidar do caso que Mackor me arranjou.- Te vejo depois. Ah eu preciso falar com você. Nada importante- menti.
-Você nem comeu Clarke- ela rebateu preocupada.
-Faz parte, te vejo depois.- falei saindo dali.
A cirurgia foi excelente, tirando o fato que meu pintinho desmaiou assim que o cérebro apareceu, são 16:30, o que quer dizer que tenho meia hora para contar para Lexa que vou para a guerra, mas se ela ta aqui ela vai também não? Segui para a parte administrativa do hospital, onde tudo era sempre calmo, realmente um saco.
-Comandante Kann- parei de falar assim que percebi que estávamos sozinhas- Oi Lex.
-Loirinha, a quem devo a honra de sua visita?
-A você eu acho- falei meio nervosa- eu coloquei meu nome na lista.
-Que lista?
-Na lista dos médicos que se a-
-Comandante- Major Hunt apareceu
-Eu vou deixar vocês- falei saindo
Sai da sala, e segui para sala de Miranda, salva pelo gongo. Será que eu devo mesmo contar? Afinal ela não me contou que vai também?
-Chefe- falei entrando
-Se você reclamar do seu novo interno, deixe para amanhã- ela falou calma
-Eu me alistei para o exercito- soltei rápido.
-Você se alistou para o exercito- ela falou baixo, como quem tentava entender- você o que?- não respondi- geralmente as pessoas fogem da morte Clarke, você está indo de encontro da sua. Nunca te falaram que se você escutar a música assustadora você não deve segui-la.
-Miranda, eu preciso ir para o curso- falei saindo.
Dirigi por uns 40 minutos até chegar no tal forte, encontrei O na entrada do lugar e entramos juntas. Preston O'Malley também estava aqui, nos juntamos aos outros médicos e aguardamos.
-Certo, eu sou Major Anya- uma mulher loira se aproximou- Vou treina-los para não morrerem na guerra, ensinarei a fazerem para sobreviver. - espera ai, a vida não deveria ser mais do que apenas sobreviver? – Major Hunt virá para ajuda-los nas questões de medicina.
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Oioi guyss!!
1 dia para meu coração parar de bater!! No próximo cap vou mostrar como foi o primeiro treinamento de Clarke/Octavia e depois vou pular um pouquinho no tempo, ok?
Obrigada pelo carinho e pelos comentários no cap anterior<3J
xx//littleg
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apenas (sobre)vivendo
RomantikAcredito que a vida deveria ser mais do que apenas sobreviver, que se encontramos uma razão para sorrir, não deveríamos chorar. Acho que existe um propósito. Não acho que fomos enviados por Deus para seguirmos uma rotina. Não se, realmente...
