~flashback on
-Eu não quero que você vá- finalmente falei, senti um peso enorme sair de mim- não Clarke, fica comigo. Não vá para guerra- implorei com os olhos marejados.
-Eu vou voltar- a loira prometeu.
-Mas- contestei
-Lex, eu vou voltar- ela falou, a encarei e ela bufou- escolha o poema mais lindo que já ouviu, recite-o para mim, pois amo sua voz, ela me trás paz. Me dê um beijo eterno, sele nosso amor pela última vez e me deixe ir, ao seu lado, eu irei em paz, amor.
-Para que isso Clarke?- perguntei assustada.
-Se eu estiver morrendo- ela falou.
-Para amor, crus credo- falei espantada- eu posso beijar você agora- falei subindo em cima dela, sentindo nossos corpos afundarem no sofá.
~Flashback off
Narrador
você consegue sentir? Sentir que aqui jaz. Jaz o que? O poder, a alma e o bem dizer. Jaz a antiga canção, do bate bate coração, pois esse já parou de bater. A morte se aproxima, você consegue sentir? Seu corpo cansado, aqui se desfaz,você consegui sentir? O frio que a morte lhe trás, quando o som que rodeava sua mente se desfaz? Quando o único som ouvido, e do andar da morte no ar, que estás a se aproximar. Sua visão te deixa na mão, e sem forças, seu corpo deixa-lhe que feche os olhos. Consegue sentir? Sentir seu cérebro clamar para dor parar, mesmo que isso signifique fenecer. Você consegue sentir, o exato momento onde a pulsação da criação começa a bater ao contrário? Se você não consegue sentir, sorria e de a mão a quem você ama, não deixe o medo estragar as oportunidades que a vida lhe dá, não deixe o tempo escorrer em suas mãos, não espere até amanhã, o amanhã pode não chegar. Pois o dia em que conseguir sentir, irá se arrepender do tempo que se foi, dos dias mais sombrios, onde os olhos apenas abriam e fechavam sem luz, sem enxergar, e por fim vai clamar, para ver o nascer do sol mais uma vez, então lhe pergunto, meu bem, você consegue sentir?
Lexa
Com toda delicadeza do mundo deitei-me ao lado de Clarke, temia mais que tudo feri-la, aconcheguei-me ao seu lado e dormi, pela primeira vez um bom sono.
Um gemido alto e agoniado me acordou no meio da noite, dei um salto da maca e olhei para Clarke, mais branca do habitual estava suando, trêmula. Seria um pesadelo, ou algo além?
-Clarke- cutuquei a mulher, tentando com minhas forças segurar as lágrimas- Clarke?
-Lexa- ela me olhou, agoniada. - está doendo, Lexa- ela chorava de dor, tremia ao meu lado.
-Clarke- berrei agoniada com sua dor- vou chamar Octavia, espera.
-Não vai Lexa- ela segurou minha mão- não vai, fica.- ela implorou- eu sinto muito por isso Lexa- os monitores começaram a apitar, apertei um botão azul na parede que tinha escrito 911
-Estou aqui Clarke- falei, aconchegando-a- estou aqui- falei passando a mão em seus cabelos sedosos, não fui forte o suficiente para não chorar.
"Que em paz você possa deixar essa terra
E com amor possa encontrar a próxima
Siga em segurança em suas viagens, até nossa última jornada em terra-firme,
Onde nos encontraremos novamente" - terminei o poema chorando, em prantos, não sabendo se ela realmente estava partindo, mas resolvi que cumpriria seu pedido, selei um beijo eterno em seus lábios, separando-o apenas quando ouvi as portas abrirem- eu amo você.
-Eu estarei com você para sempre- ela falou antes de seus olhos se fecharem e o monitor passar a apitar um som reto e seguir em linha reta.
-Se afasta senhora- uma enfermeira falou, senti minhas mãos tremerem e meu corpo ficar fraco, me encostei na parede, não conseguindo controlar o choro, tentava chamar por seu nome mas minha voz não saia.
-Intubem ela- escutei a voz conhecida chegar na sala- preciso de um anestesista para induzi-lá no coma. Quero uma tomografia com contraste da região do abdômen, rápido pessoas é a Dra. Oliver nessa cama.
Octavia entrou na sala como uma heroína, acredito que ela sabia exatamente qual era o problema, mas não sabia como resolvê-lo, então segurava as pontas com uma cara sentada, para que ninguém surtasse.
-Lexa- ela chamou- vou falar com as outras, explicar o que está acontecendo em quanto espero o resultado, você vem?
-Eu não vou deixá-lá- falei segurando sua mão, ela já estava estável, mas o tubo voltou para sua garganta.
-Quando a mãe dela voltar-O gaguejou.
-Eu saio- falei firme- quando a mãe dela chegar eu saio, mas ela não vai ficar sozinha.
-Você que sabe- O falou em quanto saia da sala.
Ela estava morta. E agora ela morta, mas viva por aparelhos? Ou viva com ajuda?
-Não morra de novo, amor- sussurrei em seu ouvido, puxei a cadeira para mais perto, segurei sua mão e deixei minha cabeça em sua coxa, chorei até dormir.
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Oioi gente!!!!
Desculpem a demora!!!! Deu agonia escrever esse capítulo, espero que gostem!!!
obg pelo carinho de sempre, não deixem de fav/ comentar
xx\\littleg
*cap escrito pelo celular, desculpem qqr erro e por não ter ficado tão grande
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apenas (sobre)vivendo
RomanceAcredito que a vida deveria ser mais do que apenas sobreviver, que se encontramos uma razão para sorrir, não deveríamos chorar. Acho que existe um propósito. Não acho que fomos enviados por Deus para seguirmos uma rotina. Não se, realmente...
