Cap 48- May you...

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~flashback on
-Eu não quero que você vá- finalmente falei, senti um peso enorme sair de mim- não Clarke, fica comigo. Não vá para guerra- implorei com os olhos marejados.
-Eu vou voltar- a loira prometeu.
-Mas- contestei
-Lex, eu vou voltar- ela falou, a encarei e ela bufou- escolha o poema mais lindo que já ouviu, recite-o para mim, pois amo sua voz, ela me trás paz. Me dê um beijo eterno, sele nosso amor pela última vez e me deixe ir, ao seu lado, eu irei em paz, amor.
-Para que isso Clarke?- perguntei assustada.
-Se eu estiver morrendo- ela falou.
-Para amor, crus credo- falei espantada- eu posso beijar você agora- falei subindo em cima dela, sentindo nossos corpos afundarem no sofá.
~Flashback off
Narrador
você consegue sentir? Sentir que aqui jaz. Jaz o que? O poder, a alma e o bem dizer. Jaz a antiga canção, do bate bate coração, pois esse já parou de bater. A morte se aproxima, você consegue sentir? Seu corpo  cansado, aqui se desfaz,você consegui sentir? O frio que a morte lhe trás, quando o som que rodeava sua mente se desfaz? Quando o único som ouvido, e do andar da morte no ar, que estás a se aproximar. Sua visão te deixa na mão, e sem forças, seu corpo deixa-lhe que feche os olhos. Consegue sentir? Sentir seu cérebro clamar para dor parar, mesmo que isso signifique fenecer. Você consegue sentir, o exato momento onde a pulsação da criação começa a bater ao contrário? Se você não consegue sentir, sorria e de a mão a quem você ama, não deixe o medo estragar as oportunidades que a vida lhe dá, não deixe o tempo escorrer em suas mãos, não espere até amanhã, o amanhã pode não chegar. Pois o dia em que conseguir sentir, irá se arrepender do tempo que se foi, dos dias mais sombrios, onde os olhos apenas abriam e fechavam sem luz, sem enxergar, e por fim vai clamar, para ver o nascer do sol mais uma vez, então lhe pergunto, meu bem, você consegue sentir?
Lexa
Com toda delicadeza do mundo deitei-me ao lado de Clarke, temia mais que tudo feri-la, aconcheguei-me ao seu lado e dormi, pela primeira vez um bom sono.
Um gemido alto e agoniado me acordou no meio da noite, dei um salto da maca e olhei para Clarke, mais branca do habitual estava suando, trêmula. Seria um pesadelo, ou algo além?
-Clarke- cutuquei a mulher, tentando com minhas forças segurar as lágrimas- Clarke?
-Lexa- ela me olhou, agoniada. - está doendo, Lexa- ela chorava de dor, tremia ao meu lado.
-Clarke- berrei agoniada com sua dor- vou chamar Octavia, espera.
-Não vai Lexa- ela segurou minha mão- não vai, fica.- ela implorou- eu sinto muito por isso Lexa- os monitores começaram a apitar, apertei um botão azul na parede que tinha escrito 911
-Estou aqui Clarke- falei, aconchegando-a- estou aqui- falei passando a mão em seus cabelos sedosos, não fui forte o suficiente para não chorar.
"Que em paz você possa deixar essa terra
  E com amor possa encontrar a próxima
  Siga  em segurança em suas viagens, até nossa última jornada em terra-firme,
   Onde nos encontraremos novamente" - terminei o poema chorando, em prantos, não sabendo se ela realmente estava partindo, mas resolvi que cumpriria seu pedido, selei um beijo eterno em seus lábios, separando-o apenas quando ouvi as portas abrirem- eu amo você.
-Eu estarei com você para sempre- ela falou antes de seus olhos se fecharem e o monitor passar a apitar um som reto e seguir em linha reta.
-Se afasta senhora- uma enfermeira falou, senti minhas mãos tremerem e meu corpo ficar fraco, me encostei na parede, não conseguindo controlar o choro, tentava chamar por seu nome mas minha voz não saia.
-Intubem ela- escutei a voz conhecida chegar na sala- preciso de um anestesista para induzi-lá no coma. Quero uma tomografia com contraste da região do abdômen, rápido pessoas é a Dra. Oliver nessa cama.
Octavia entrou na sala como uma heroína, acredito que ela sabia exatamente qual era o problema, mas não sabia como resolvê-lo, então segurava as pontas com uma cara sentada, para que ninguém surtasse.
-Lexa- ela chamou- vou falar com as outras, explicar o que está acontecendo em quanto espero o resultado, você vem?
-Eu não vou deixá-lá- falei segurando sua mão, ela já estava estável, mas o tubo voltou para sua garganta.
-Quando a mãe dela voltar-O gaguejou.
-Eu saio- falei firme- quando a mãe dela chegar eu saio, mas ela não vai ficar sozinha.
-Você que sabe- O falou em quanto saia da sala.
Ela estava morta. E agora ela morta, mas viva por aparelhos? Ou viva com ajuda?
-Não morra de novo, amor- sussurrei em seu ouvido, puxei a cadeira para mais perto, segurei sua mão e deixei minha cabeça em sua coxa, chorei até dormir.
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Oioi gente!!!!
Desculpem a demora!!!! Deu agonia escrever esse capítulo, espero que gostem!!!
obg pelo carinho de sempre, não deixem de fav/ comentar
xx\\littleg
*cap escrito pelo celular, desculpem qqr erro e por não ter ficado tão grande

apenas (sobre)vivendoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora