Árvore branca

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Vou dormir pensando em que a garota disse, aquele aviso que todos morreremos e que o caos acontecerá se eu não deter Jason.

Me levanto de manhã, me arrumo passando base para esconder as olheiras , pois não dormi preocupada com o que ela disse. Vou pra escola.

Lá me encontro com os outros. Vejo a garota me encarando como se estivesse me avisando que o tempo está acabando.

Na sala

A professora ordena que nos separemos em duplas para trabalho.
Matt senta com Damian e Selena com Luke.
-Luna, vamos. -Louis me chama para sentar ao lado dele.
-Vou sentar com ela. -Digo me sentando ao lado da garota.
-Não devia estar aqui. -Ela diz. -Devia estar indo atrás do loiro com a adaga.
-Esse garoto é o Jason, ele está morto. -Digo.
-Impossível. -Ela se vira pra mim.
-Ele estava dentro da minha casa quando ela explodiu, não há possibilidade dele ter sobrevivido.
-Não sei como, mas ele está vivo e está trilhando rumo ao fim.
-Onde? Pra onde ele está indo? -Pergunto.
-Você já viu uma árvore branca?
De repente, todas minhas memórias ruins e pesadelos voltam de uma só vez.
-Sim. -Digo tremendo.
-Ele está indo pra lá.
A professora nos manda ficar em silêncio, mas nem percebo com todo o nervosismo que sinto.
-Jennifer. -Ela diz.
-O que? -Pergunto.
-Meu nome é Jennifer. -Ela sorri.

Depois de sairmos da escola Matt vai com Jennifer para a casa dele. Louis se aproxima de mim e pergunta porquê me sentei com Jennifer.
-Ela me avisou que Jason vai até a árvore branca e vai causar o caos. -Digo.
Ele ri.
-É sério isso? -Pergunto frustrada.
-O Jason está morto, ele não vai voltar. -Ele diz.
-Jennifer nem o conhecia, por que ela inventaria isso? Temos que ir até a árvore, é melhor, por precaução. -Digo.
-Então tá. -Ele beija minha testa e me lembro de como éramos próximos.

Na casa do Matt

Matt abre a corrente que segura a porta de sua casa desde Louis ter quebrado a fechadura.
A porta se abre e a poeira levanta com o vento.
-Estou vendo que você cuida muito bem da limpeza. -Diz Jennifer.
Matt ri.
-Os computadores ainda funcionam. -Ele diz.
-"Computadores"?! No plural?
-Sim, no escritório. -Diz Matt. -Por aqui.
-Legal.

No Maine

-Você está pronta. -Diz o diretor do orfanato para Nina. -Você não. -Ele olha com desprezo para a amiga dela.
A amiga engole a seco.
-O que devo fazer? -Nina pergunta.
-Espere minhas ordens.

Na casa do Matt

Depois de terminarem o trabalho descansam.
-Ufa! Terminamos. -Diz Jennifer.
-finalmente. -Diz Matt se aproximando de Jennifer.
-Você tinha alguém próximo a você? -Jennifer pergunta.
-O que? Por que está perguntando isso? -Matt suspeita de Jennifer por saber o que ele passou.
-Ah... Nada. -Jennifer percebe que se entregou.
-Respondendo sua pergunta, eu tenho meu avô.
-E os seus...?
-Morreram! -Matt a interrompe. -Todos eles.
Jennifer baixa a cabeça.
-Eu... Eu sinto muito. -Ela diz.
-Tudo bem. Agora está explicado o por quê de ter uma casa enorme, é por que eu tinha uma família. Vou visitar meu avô amanhã, gostaria de vir comigo? -Matt pergunta.
Jennifer faz que sim com a cabeça.
-E garotas? Um rostinho bonito como o seu deve ter muitas pretendentes.
Matt ri.
-O meu coração só pertencia a uma. -Ele diz.
-O que aconteceu?
-É complicado. E você? -Matt pergunta.
-É complicado. -Diz Jennifer.
-Qual é? Já falei muito de mim, fale um pouco de... -Jennifer o interrompe com um beijo, pois não pode contar que é uma adolescente sobrenatural.

No deserto

Louis para o carro perto da árvore, está tudo escuro e deserto.
-Vamos ficar aqui até quando? -Ele pergunta.
-Paciência. -Digo.
-Acredita mesmo nela?
-Acredito.
-Por que?
-Porque algo me diz que ela é uma de nós.
Louis fica surpreso.
-E o que você acha que ela é?
-Não sei ainda, mas vou descobrir. Olha! -Digo de repente.
Um garoto se aproxima da árvore. Não tem como identificar se é o Jason.
-Por favor, não seja você. -Sussurro.
-Droga. -Louis sai do carro raivoso.
-Louis, espera. -Grito.
Louis corre e pula derrubando o garoto. Saio do carro e corro até eles.
-Jason?! -Paraliso espantada.
Os dois brigam rolando na areia.

Vejo a adaga de Jason sendo absorvida pela árvore. Corro me jogando em cima dela.
-Me solte. -Jason grita e seus olhos se tornam completamente negros.
Um dos galhos da árvore segura minha cintura me lançando longe. A adaga crava na árvore.
-Não! -Grito.
-Sim. -Jason também.
Ficamos em silêncio.
De repente, os galhos cravam no chão como da primeira vez. Jason e Louis desviam.
-Saiam! -Grito me levantando e criando uma barreira em volta da árvore, mas as trevas voltaram com tudo e o campo de força é detonado. Sou arremessada para trás e desmaio com a pancada.
-Luna! -Louis corre até mim.
-Levante-se! -Grita Jason.
A árvore se torna negra e então surge o demônio.

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