Situações complicadas

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Eu e Louis chegamos à escola.
-Selena! -Subo as escadas correndo.
Encontro ela no colo de Allan, ele a carrega até nós.
-O que aconteceu? -Pergunto.
-Fomos atacados por uma louca de cabelos brancos.
Eu e Louis nos olhamos lembrando da banshee que nos atacou.
-Quem era ela? -Allan pergunta.
-Ah... -Começo.
-Não sabemos. -Diz Louis mentindo. Allan desconfia.
-Deixe que eu a levo até o carro. -Louis pega Selena no colo e a leva para o carro dele.
-Allan, esqueça o que viu aqui, tá? -Digo.
-Esquecer? Nunca. Minha amiga foi atacada e eu vi tudo, esses sobrenaturais são monstros mesmo. -Ele diz para me afetar.
-Eu... -Penso em responder. -... tenho que ir. -Mas desisto.

Já estamos no carro voltando para casa.
-Allan esconde algo. -Digo a Louis.
-O que? -Ele pergunta.
-Ele esconde algo, consigo ver. Acho que ele sabe sobre nós.
-Acha?
-Tenho minhas suspeitas. -Digo.
Selena acorda no banco de trás.
-Ai, que dor de cabeça. -Ela senta.
-Você está bem? -Pergunto me virando pra ela.
-Na medida do possível, sim. -Ela diz e, de repente, fica séria. -Meu Deus.
-O que foi? -Louis pergunta.
-Selena...? -Digo.
-Malena. Ela voltou. -Ela diz.
-Que? Como? -Pergunto.
-Eu não sei, mas foi ela que nos atacou. Meu Deus! Onde está o Allan? Ele se machucou?
-Calma, ele está bem. -Eu a tranquilizo.
-Graças a Deus. -Ela deita a cabeça para trás e põe as mãos no rosto.
-Também fomos atacados por uma banshee, assim como o Matt, Jennifer está no hospital com ele.
-Espera aí, está dizendo que isso é a revolta das vagabundas?! -Diz Selena.
-Estou dizendo que agora Malena tem amigas e estão vindo atrás de nós.
-Chegamos. -Diz Louis estacionando o carro próximo a casa de Selena.
Saímos do carro e entramos na casa.
-Minha mãe vai enlouquecer ao ver estas janelas. -Diz Selena. -Meu Deus! -Ela se assusta vendo o corpo de banshee que atacou a mim e ao Louis.
-Ela não pode ficar aqui. -Diz Selena.
-Não se preocupe. Eu a levarei para longe. -Diz Louis.
-Faça isso logo. Eu vou sair. -Ela diz.
-Aonde vai? Você acabou de ser atacada. -Digo.
-Malena viu Allan comigo, e se ela decidir voltar? E também tenho que dar uma posição pra ele.
-Vai contar sobre nós? -Pergunto.
-Não, mas vou arranjar um jeito convincente de dizer porquê uma louca morta tentou me matar. -Ela diz saindo.

No hospital

Matt está deitado na cama com fios fincados em suas veias, e está se mantendo estável graças a um respirador. As feridas foram limpas e suturadas, apenas a perna de Matt que teve complicações, pois houve hemorragia interna.
Jennifer está ao seu lado sentada em um banco.
-Matt, acorda. -Ela diz segurando a mão dele. -Preciso de você. -Uma lágrima escorre de seu olho.

O médico entra na sala. Ele é alto e deve estar na faixa dos cinquenta anos, seu cabelo loiro com fios grisalhos cai sobre as orelhas. Ele usa o jaleco do hospital.
-Olá. -Ele diz. -Já está escurecendo, vai mesmo ficar aqui?
-Eu posso? -Jennifer pergunta.
-Receio que não. Ainda tenho que fazer alguns exames para ver se está tudo se recuperando bem.
-Tudo bem, eu vou então, apenas traga-o de volta. -Diz Jennifer pegando sua bolsa e saindo.
-Ah, Jennifer. -O médico chama.
-Diga.
-É provável que ele viva, mas devido a hemorragia interna a probabilidade da perna ter que ser amputada é grande. -Ele diz sério.
-Que?! -Jennifer fica trêmula, aterrorizada.
-E ainda temos os ouvidos. Devido a onda sonora intensa pode ser que ele... perca a audição.
Jennifer chora abismada.
-Sinto muito, mas lembre-se: ele teve sorte em sobreviver ao acidente. -Diz o senhor.
-Sorte? Talvez fosse melhor deixá-lo morrer. -Jennifer vai embora chorando.

Louis volta pra casa em seu carro quando atende o telefone.
-Alô.
-Louis, aonde você está? -Laurel, a namorada de Louis, pergunta.
-Laurel, hoje foi um dia puxado, mas não se preocupe, estou indo pra casa. -Ele diz.
-Você não apareceu hoje na escola, mas minha amiga te viu carregando uma ruiva para o seu carro...
-Laurel, como eu disse...
-E aquela vadia estava lá! -Ela grita se referindo a mim.
-Laurel, menos. Você sabe que somos amigos, ou éramos. -Ele diz.
-Querido, você sabe como te amo, só não quero te perder. Tchau, me liga quando chegar.

Selena chega ao apartamento de Allan.
-Entra. -Ele diz.
-Oi, como você está? -Selena pergunta. -Você me ajudou contra a Malena.
-A sobrenatural? Aquela garota te destruiu, sorte sua que eu estava lá. -Allan vai a cozinha. -Quer uma bebida?
-Não, obrigada. -Selena senta na cama dele.
O apartamento é pequeno, apenas com a cozinha e o quarto em um só cômodo.
Ele está de cueca e regata, o que é bem constrangedor para ela.
Allan senta ao lado dela.
-Posso te fazer uma pergunta? -Ele diz.
-O que?
-Lembra-se de quando estava estudando os sobrenaturais? -Ele começa. -Então, eu descobri que a Gabi era uma fada, lembra dela? E que o Matt tem orelhas pontudas.
-Isso é loucura. -Diz Selena rindo tentando esconder a verdade.
-Diga-me, Selena: você é uma vampira? -Allan se aproxima dela.
-O que? Não, lógico que não! Que coisa estranha você me perguntar isso. -Diz Selena.
-Bom, porque não costumo me envolver com vampiras. -Ele diz a beijando.
Selena arregala os olhos surpresa, mas é o que ela sempre quis, principalmente agora que Allan mudou.
Allan a deita na cama e tira sua saia. Selena respira ofegante se acostumando com a sensação. Ele beija seu joelho e sobe beijando sua coxa. Selena, então, o afasta e se levanta tirando a camisa, ele faz o mesmo ficando apenas de cueca.
Ambos se encaram, Allan solta um leve sorriso malicioso.
Selena avança o batendo contra a parede e empurrando para baixo a cueca dele enquanto ele abre seu sutiã e beija seu pescoço. Allan ergue Selena e a joga na cama subindo em cima da mesma beijando todo o seu corpo...

Selena acorda de manhã sorridente graças a noite anterior, ela se levanta cobrindo seu corpo com o cobertor da cama.
-Allan? -Ela chama, mas se despreocupa escutando o som do chuveiro.
Selena caminha até o espelho sobre a cômoda e ri feliz até ver o celular de Allan ligado com uma mensagem enviada para o amigo dizendo: Consegui! Ela é muito gostosa, bem do jeito que me lembro. Aposta quitada, sua vez.

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