Culpados (parte 1)

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Em Delaware

Em uma manhã bonita e ensolarada, os líderes da Legião estão em sua sede, uma igreja distante de tudo, para discutir o assunto dos adolescentes sobrenaturais.

No visor da sala de reuniões aparece imagens da Times Square destruída na batalha dos sobrenaturais contra o ser das trevas. As imagens são de pessoas correndo desesperadas e algumas ensanguentadas, prédios em chamas e outros totalmente destruídos, carros capotados e tanques de guerra atirando contra as trevas, um homem alto com poder inexplicável. Outras imagens nos mostram, uma com Matt e Jennifer enfrentando os cães das trevas, outras com a mãe de Selena presa na teia negra, e até umas com Nina libertando a fênix sobre Maltazar.
-Isso, meus senhores! -Diz Kile ligando as luzes da sala e travando o vídeo das fotos com minha imagem iluminando as trevas. -É a consequência de deixarmos crianças com poderes ilimitados soltas por aí fazendo o que bem entendem. Isso é a causa de não cumprirmos nossa lei.
Edgar engole a seco.
-Nosso dever sempre foi defender o mundo humano do sobrenatural e desde o início deste ano não fazemos isso! -Kile bate as mãos na mesa. -Antes desses garotos destruírem um dos pontos mais conhecidos de Nova York ninguém sabia que o sobrenatural existia porque nós escondemos isto, mas agora que perdoamos esses atos catastróficos o mundo está cercado de pessoas que não podem ser superadas. Está na hora de revidarmos, alguém se opõem a isso? -Kile pergunta olhando diretamente para Edgar. Ele baixa a cabeça.
Todos do conselho permanecem calados.
-Então os chamaremos.

Em Nova Jersey

Finalmente acordo sem me preocupar com entes queridos perdidos, seres das que querem nos matar e relacionamentos pendentes.
Me arrumo e desço para o café da manhã. Na mesa encontro meus pais lado a lado e Sally, a mãe de Selena. Agora que estamos morando aqui depois da minha casa ir pelos ares é meio estranho, mas por outro lado é bem legal dividir o quarto com uma amiga. Sento ao lado dela e pergunto por Selena.
-Ela acordou cedo e foi para a casa de um amigo. -Ela responde. -Matt? -Pergunto.
-Acho que é Allan. -Ela diz.

No apartamento de Allan

Selena está sentada na cama do quarto dele. Allan revira umas paneladas no chão.
-Você tem que ver isto! -Ele diz eufórico.
-Allan...
-Olha! -Ele mostra uma das fotos do ser das trevas destruindo a Times Square. -Ele que atacou vocês, não foi? -Allan se abaixa e volta a procura.
Selena está repreendida sobre o assunto, não quer que ele saiba que ela é uma vampira.
-Allan, pare com isso. -Ela se ajoelha em frente à ele e segura suas mãos. -Isso já passou, já faz um mês.
-Você sabe o que é isso? O sobrenatural existe e você quer que eu esqueça?! -Ele diz. -De jeito nenhum.
-Desista disso, não vai levar a nada. Essa obsessão só vai te destruir. -Selena diz caminhando até a porta. -Tchau, tenho que ajudar uma amiga.
-Ei, espera. -Ela a abraça e beija sua bochecha. -Tchau.

Na casa de Matt

Jennifer sai de cima de Matt e deita ao seu lado na cama.
-Nossa! Que gostoso. -Diz Matt recuperando o fôlego, Jennifer ri. -Eu não sentia uma sensação como esta desde quando ressuscitei.
-É, parece que o seu rostinho lindo não é a única coisa que me atrai em você. -Ela o beija e deita em seu peito.
-E então, qual é o nosso estado civil? -Matt pergunta.
-Está me pedindo em casamento, senhor Daimon? -Jennifer pergunta.
Matt ri.
-Só queria saber mesmo.
-Bem, isso pode ser apenas uma transa, tá?
-Por mim tudo bem. -Matt beija sua testa.
-Como Nina está?
-Bem, de certo modo. -Diz Matt. -Ela se sente culpada por não ter estado presente todo esse tempo.
-E você? -Ela pergunta.
-Era a hora dele. Meu avô não iria querer nos ver sofrendo com a morte dele, e eu já sofri demais. -Diz Matt tristonho. -Bem, vou tomar banho.
-Vou contigo. -Jennifer sorri.

No meu quarto, na casa de Selena

-Oi, voltei. -Diz Selena encontrando eu e Louis sentados na cama, sérios. -Louis, que surpresa você aqui.
-E quanto a mim? -Luke diz aparecendo.
-Luke?! -Muita coisa passa pela cabeça de Selena, mas a única coisa que sai de sua boca é: -Por quê voltou?
-Bem, gostaria que fosse por bons motivos. -Diz Luke e não são? -Pergunto. -Quero dizer, salvamos muitas pessoas.
-Eu voltei porque estão sendo convocados por Kile, eu voltei porque são culpados, todos nós somos.

Continua

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