Epílogo: Presente supremo

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Gente, é gigante mas é de coração. Queria um fim apropriadamente gay (talvez tenha me empolgado um pouco).

Olhei para o relógio pela décima vez no mesmo minuto, bufei. Uma das coisas que eu menos gosto no Axel, talvez a única tirando a o jeito inseguro que ele se sente às vezes, era a impontualidade que ele tem!
Eu perguntei a semanas o que ele queria fazer no nosso aniversário de nove anos juntos e ele simplesmente disse que iria me levar a um lugar legal, e agora estou sentado em um parque esperando a mais de 15 minutos o Axel decidir aparecer.

Respirei fundo e contei mentalmente até 10.
1...2...3...4...5...6...7
-Cheguei.

Abri meus olhos e um Axel ofegante estava perto de mim. Um Axel ofegante e lindo...
Estamos juntos e tanto tempo e ele continua lindo como quando o conheci; talvez uma beleza um pouco mais adulta considerando a sua altura e a forma conservadora com que se veste, mas ainda assim é tão lindo que eu poderia facilmente pensar que imaginei ele.
-Decidiu aparecer?

Eu nem estava mais tão bravo porque entendi que ele estava se arrumando, mas ele não precisa saber disso.
-Desculpa. Eu estava... ocupado com uma coisa e acabei demorando para me arrumar e você sabe que eu tenho dificuldade para ficar apresentável, eu queria ficar lindo pra você no nosso aniversário...

Puxei ele pro meu lado.
-Eu deixo passar hoje, mas você precisa ter planejado algo especial pra gente. Algo mais especial do que eu fiz ano passado!

Cada ano um de nós escolhe o que fazer e ano passado eu fiz uma caça ao tesouro onde o Axel deveria seguir minhas pistas escritas em envelopes até que pudesse chegar ao tesouro que estava em uma sala com fotos e recordações nossas. Eu me perguntava se não era muito brega mas, apesar de negar, eu vi lágrimas nos olhos do Axel.
-Espero que seja.

Ele riu e pegou minha mão, me levando para longe do parque.

*****
-Agora... pode abrir os olhos.

Uma luz colorida invadiu os meus olhos e pude ver uma pista de dança enorme e vazia.
-Vamos dançar?!

Eu já havia me empolgado.
-Não só dançar! -Ele começou a correr e apontar- Aqui, aqui e aqui tem jogos que nós vamos disputar. A cada jogo que você ganhar de mim você ganha um presente! E se você ganhar mais jogos do que eu, você fica com o presente supremo.

Ele apontou para uma enorme caixa de presente em cima de alguns presentes menores e eu vibrei.
-Por onde começamos?!
-Por uma... competição de dança!

******
Eu e o Axel estamos deitados no chão frio, ofegando.
-Você... deveria ter feito... isso no começo. Agora eu já não tenho mais fôlego pra dançar desse jeito!

Ele riu e me abraçou.
-Erro meu, amor. Mas, como somos dois velhos com menos de trinta anos acho que foi um empate nessa competição.
- Pode ser; mas como você sabe como eu amo ganhar vai me dar esse ponto, não é meu Axel gostoso?!

Ele gargalhou.
-Hum... não tenho certeza...

Uma bochecha foi erguida em minha direção e eu pulei no Axel, dando vários beijos nele, que riu.
-Tudo bem, você ganhou esse ponto.

Comemorei e abracei ele novamente; logo suas mãos envolveram meu corpo, me puxando para mais perto e sua boca começou a se aproximar mais e mais da minha.
Só pelo olhar do Axel eu sabia que, diferente dos outros beijos divertidos que nós demos, esse beijo era sério e profundo. E assim foi, apesar de não ser rápido e desesperado, foi extremamente quente e apaixonado; me pego novamente surpreso por como o Axel é capaz de demonstrar o quanto me ama nos nossos beijos, mesmo nove anos depois, onde supostamente algo já deveria ter se apagado na nossa relação. Assim como fico surpreso com o quanto eu sou fraco quando o Axel me toca, mesmo depois de nove anos, onde supostamente eu deveria ter me acostumado com ele.

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