Capitulos 63 Juntos em fim

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Laís estava parada, na lareira da sala principal, de camisola, olhando o fogo

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Laís estava parada, na lareira da sala principal, de camisola, olhando o fogo. À noite e a chuva se rebelavam lá fora. Laís nunca gostou de tempestades, e esse parecia persegui-la. A convite de Frederico todos haviam ido no jantar de apresentação da sua futura esposa, sim toda a família havia feito as malas pra ir ao Brasil. Laís e Christopher não foram porque Isadora estava doente, chorava a todo momento, eles achavam que eram porque os dentes estavam a nascer. Assim, a mansão era só deles.

-Uma flor pelos seus pensamentos.-Christopher disse, aparecendo atrás dela e alisando seus ombros.

-Eu soube que Fred escolheria Sabine no primeiro dia, no hospital.-Disse, caminhando na sala.-Fazem um bonito casal.-Comentou, alisando os braços, e se aproximando do piano.-Mas não quis ir, podíamos ter levado Isadora assim mesmo, mas não quero ver meus pais.-Comentou, passando os dedos pelas teclas do enorme piano da sala.

Eu nunca falei, mas na sala principal da mansão havia um piano preto e lustrado, enorme. Ninguém nunca o tocava, mas ele permanecia conservado, como um novo. Laís tocou uma melodia tranquila, tamborilando os dedos pelas teclas, e em seguida sorriu, se afastando.

-Não gostei de Frederico a inicio. Mas depois, com a convivência no hospital, ele é uma boa pessoa.-Disse, se aproximando.-E tenho que te contar um segredo.

-Que segredo?-Perguntou encostando-se ao piano, na parte contrária as teclas, e se abraçando, pra se proteger do frio.

-Seu pai veio, por anos e anos. Queria levar você. Desistir de tudo, tirar você de mim. Meu pai por fim o ameaçou dizendo que se nos deixasse em paz, você que sofreria.-Ele mesmo se reprovou com o olhar, e Laís chorou, enquanto o marido lhe abraçava pela cintura.-Não foi gentil da nossa parte, eu sinto muito.

-Porque você não contou? Porque mentiu pra mim?-Comentou, aceitando o abraço dele e segurando-lhe carinhosamente os braços.

-Me perdoa. Eu devia ter feito alguma coisa, mas eu era jovem e imaturo.

-Eu não quero falar sobre isso. Um dia eu vou procurar meus pais.

-Tem uma carta deles pra você, eles deixaram com Diego quando tiveram da ultima vez, você deveria ter falado com eles.-Você estava entre a vida e a morte, eu não tinha cabeça pra nada.-Laís deixou que as lágrimas rolassem. A chuva que caia do lado de fora fazia ela se lembrar da infância. Todas as vezes que dormia entre e o pai e a mãe e o pai, principalmente ele, lhe acarinhava os cabelos até que dormisse. Os passeios que fazia com ele, o dia em que aprendeu a andar de bicicleta ou quando machucava o joelho e a mãe com todo o carinho do mundo cuidava de seus machucados.

-Laís, se você quiser pegamos o primeiro voo pro Brasil. É o mínimo que posso fazer por você.-Christopher segurou o rosto dela entre as mãos. O rosto úmido da loira lhe passava uma fragilidade intensa. Os olhos tinham aquele brilho, tristeza talvez. Ela já não sabia se sentia raiva pelo fato dos pais não terem lutado por ela, ou se ficava feliz por saber que ao menos eles pensavam nela.-Fala comigo, por favor.

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