Capitulo 38 Que você Viva

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- Como assim, ele terminou com você?-Alejandro perguntou, incrédulo e irritado, enquanto avançava pelo saguão do hotel.

-Terminou. Com todas as letras. Ia voltar pra mulher.-Amanda afirmou.

-Ela fugiu antes que ele voltasse. -Amanda ergueu uma sobrancelha, surpresa.-Ele está destruindo Moscou por ela. E você, porque não voltou antes?

-Por Deus, Alejandro. Eu estava em Londres.-Revirou os olhos.

-E agora, o que vai fazer?

-Serviço de quarto pro quarto da srta. Cannavaro, um café da manhã básico.-Um atendente disse a outro, que levou o pedido pra cozinha. Mas foi o suficiente. Os ouvidos de Amanda eram aguçados. Laís estava ali.

A noite caiu, calma e serena. O dia seguinte amanheceu igual. Laís estava entrando em depressão. Isadora já não sorria. Christopher estava vegetando.

-O que você vai fazer?-Alejandro perguntou, andando com ela no corredor. Ele já se informara sobre o andar e o numero do quarto de Laís.

-Resolver nosso problema. -Amanda respondeu, levando uma caixa consigo.-A morte matou o amor dele por mim, então matará por ela também.-Disse, tranqüila e sorridente, enquanto parava na porta do quarto.

Laís tinha acabado de dar banho em Isadora. A menina estava com um vestidinho de renda branca, perfumadinha. Agora Laís penteava os cabelos louros e finos da filha. Foi quando bateram na porta.

-Quem é?-Perguntou estranhando.

-Serviço de quarto.-Alejandro disse, sorrindo. Laís não conhecia sua voz.

-Estranho, eu não pedi o almoço ainda.-Murmurou pra si mesma.-Já vou!

Laís colocou Isadora em seu berço. Enquanto isso, Alejandro saiu do corredor. A loura abriu a porta tranquilamente. Sua tranquilidade fugiu ao ver dois olhos verdes, dissimulados, olhando-a.

-Olá, Laís.-Amanda disse, sorrindo de canto.

-O que você quer?-Perguntou, sem paciência. A ruína de seu casamento estava ali, parada na sua frente.

-Posso entrar?-Perguntou sínica.

-Hum...-Laís fingiu-se de pensativa.-Por suposto que não.-Sorriu, e ia fechar a porta.

Laís foi fechar a porta, mas Amanda pôs o pé antes. A loura se desequilibrou no gesso, e o tempo que lhe foi gasto pra se equilibrar, foi suficiente pra outra entrar.

-O que você quer?-Laís repetiu, agora raivosa.

-Vim conversar.-Sorriu, pondo a caixa de papelão que trazia em cima de uma cadeira.

-Não tenho nada pra falar com você. Saia daqui.-Continuou com a porta aberta.

-Vamos, você não está sendo educada.-Repreendeu, como uma mãe que repreende o filho.


-Finalmente acordou.-Amanda comentou.-Já estava criando esperanças de que você já tivesse morrido, me pouparia trabalho.

-Isadora.-Disse engasgada, havia um pano a amordaçando. Ela olhou pro lado, e a menina a olhava do berço, apreensiva. Laís suspirou de alivio. Sua cabeça doía absurdamente.-Como você me achou?-Perguntou, por fim.

-Alejandro está instalado aqui. Esse hotel é famoso por ser ótimo pra guardar quem não deve ser visto.-Explicou.-Engraçado. Você caiu do mesmo jeito que o Christopher caiu. -Comentou. Laís percebeu que a tampa da caixa estava aberta, e que Amanda tinha um pedaço de madeira na mão, e estava atiçando algo dentro da caixa.

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