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Capítulo 3

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  A sala estava silenciosa, exceto pelo som de teclados e o leve folhear de papéis

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A sala estava silenciosa, exceto pelo som de teclados e o leve folhear de papéis. O ar carregado trazia um peso quase palpável — cada respiração parecia mais densa que a anterior. A chegada de Lorna despertava olhares desconfiados; ninguém ali sabia se podia confiar nela.

Kurt foi o primeiro a reagir.

— Impossível! — gritou, batendo a mão na mesa. — Ninguém aqui seria capaz de fazer algo contra a Nas!

Tivemos desavenças, mas sempre profissionais.

Ninguém faria isso com ela. Temos um nome a zelar.

Lorna ergueu o queixo, sustentando o olhar dele.

Um leve sorriso tocava seus lábios, mas seus olhos permaneciam firmes.

O olhar de Lorna passou por cada um deles com rapidez demais.

Não era curiosidade.

Era avaliação.

— Eu sei, Weller. É por isso que estou aqui. Antes que Weitz exponha o caso, quero respostas — assim como vocês.
Não me vejam como inimiga. Meu trabalho é encontrar quem fez isso.

Kurt respirou fundo, sentindo a tensão no próprio corpo ceder um pouco. Aos poucos, a equipe começou a se recompor, embora o clima ainda pairasse no ar, como fumaça invisível.

Lorna aproveitou:

— Vamos começar do início. Patterson, você pode me atualizar sobre os casos mais críticos em que a Nas trabalhou?

Patterson assentiu, deslizando o tablet com firmeza.

Os arquivos se abriram, revelando detalhes minuciosos. Enquanto alguns digitavam rapidamente, outros revisavam anotações antigas, mergulhando no passado. O laboratório parecia pulsar em silêncio.

A porta se abriu de repente. O som seco interrompeu o foco de todos.

Reade entrou, ainda com a mala de viagem, visivelmente cansado do voo atrasado. Olhou ao redor, confuso.

— Ei, pessoal, desculpem a demora! Meu voo atrasou bastante. O que está rolando aqui em pleno final de semana?

— Ed? — Lorna chamou, voltando—se para a porta.

Patterson arqueou uma sobrancelha, surpresa.

Reade parou ao reconhecê—la. A surpresa veio primeiro, seguida por um sorriso leve, automático — o tipo que surge diante de alguém familiar após muito tempo.

— Lori? Não acredito que é você.

Ele se aproximou e a cumprimentou com um abraço breve. Mas familiar demais para ser apenas profissional.

Lorna retribuiu na mesma medida. Seu olhar percorreu rapidamente o laboratório antes de voltar para ele.

— O caso da Nas. Você não recebeu o e—mail do Weitz avisando que eu viria?

A MORTE TEM COR Histórias para pegar e não largar. Descubra agora