A MORTE TEM COR - Narra um assassinato de uma agente federal do governo americano -
Nas Kamal, onde todas as provas incriminam seus ex colegas de trabalho do FBI, que terão que contar com a ajuda da vice diretora da NSA Lorna Prince e de uma figura...
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Enquanto Lorna permanecia em observação, o time se dividia entre buscar novas pistas do último ataque e acompanhar, à distância, a lenta recuperação da parceira.
— Tasha? — A voz de Reade soava tensa do outro lado da linha. — Como ela está? Estou no laboratório com o restante do time. Está no viva—voz.
— Nada bem. — A morena respondeu sem rodeios. — Ela teve uma lesão cerebral. Está em uma cirurgia delicada.
O silêncio que se seguiu foi pesado.
— Muito grave? — Patterson perguntou.
— Sim. É grave. — Tasha respirou fundo. — E aí? Alguma novidade?
— O homem que a levou para o hospital disse que a encontrou desacordada no acostamento. — Reade explicou. — Ela já estava bastante machucada. A Patterson calculou o tempo da rodovia até o hospital e bate com o depoimento dele.
— Meu Deus... — Tasha fechou os olhos por um instante. — Eu não consigo imaginar o que ela passou. E a Spencer?
— Encontramos um celular na casa. — Patterson respondeu. — O Rich está tentando extrair alguma coisa. A casa estava revirada. Havia sangue em alguns pontos... não era da Lorna. Provavelmente da Spencer. Mas nenhum sinal dela. Te mandei as fotos.
— Droga! — Tasha murmurou. — Precisamos encontrar a Spencer. Se ela estiver viva, é nossa única testemunha.
— Você acha que aconteceu algo com ela? — Jane perguntou.
— Como pessoa, eu espero que não. — A voz de Tasha falhou por um segundo. — Como agente... eu já vi esse roteiro antes.
Reade respirou fundo.
— Tasha, você quer vir para casa? Comer alguma coisa? Posso ficar com ela.
— Pode vir mais tarde? — pediu, mais calma. — Quero falar com a médica sobre os riscos do pós—operatório. Depois você fica. Mas, por favor... se for para discutir, melhor ficar por aí. Ela precisa de silêncio.
— Eu entendi. — Reade respondeu.
Três horas depois, Lorna continuava sedada. Estável, mas frágil. A médica havia explicado que a avaliação real só aconteceria quando ela acordasse.
Tasha aguardava no corredor, diante de uma máquina de alimentos, quando Reade chegou.
— Oi.
— Ei, Tash... estamos bem?
Ela soltou um pequeno riso sem humor.
— Já faz um tempo que eu não sei o que isso significa. Mas estamos... funcionando.
— Alguma novidade da cirurgia?
— Risco de perda de memória. — Ela foi direta. — Precisam avaliá—la acordada.