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Capítulo 4

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      Mesmo com a relutância de alguns, o grupo decidiu ir a um restaurante próximo para comer e tentar aliviar a tensão com alguns drinks

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Mesmo com a relutância de alguns, o grupo decidiu ir a um restaurante próximo para comer e tentar aliviar a tensão com alguns drinks.

Lorna não conhecia nada da cidade, mas, após insistência de Jane e Kurt, acabou aceitando.

Afinal, a alternativa era voltar para um quarto de hotel vazio — e silencioso demais.

Os pedidos chegaram, mas o clima ainda era pesado. As últimas notícias não deixavam espaço para conversas leves.

Lorna observava mais do que participava.

Kurt e Reade se levantaram para buscar mais cervejas, deixando os outros à mesa.

Foi quando Rich resolveu falar:

— Lorna... onde exatamente você e o Reade se conheceram?

O "exatamente" veio carregado de intenção.

Lorna o encarou por um segundo... e então desviou o olhar diretamente para Tasha.

— Exatamente? — repetiu, com um sorriso sutil. — Você podia ter perguntado direto, Zapata. Não precisava mandar intermediários.

Por um instante, o olhar de Tasha permaneceu preso ao dela...
desconfortável demais para ser apenas irritação.

— Como é? — Tasha rebateu, imediatamente na defensiva. — Eu não estou nem aí pra isso. Por que eu me importaria?

Mentira. E todos ali sabiam.

Lorna apenas assentiu, como se aceitasse — mas não recuasse.

— Nos conhecemos num pub. Um dia antes de começarem as aulas em Quantico.

Ela apoiou o cotovelo na mesa, casual.

— Ele estava sozinho, num canto. Parecia deslocado... então eu fui falar com ele.

Um leve sorriso surgiu.

— Eu disse algo como: "temos um lobo solitário por aqui?"

Alguns riram baixo.

— Ele foi educado. Me chamou pra sentar.

Conversamos... nada sobre trabalho. Só... o básico.

Ela deu de ombros.

— No fim da noite, achei que nunca mais ia vê—lo.

Mas no dia seguinte... lá estava ele de novo, no nosso primeiro dia de trabalho.

— Destino, né? — Rich comentou, animado.

— Coincidência — corrigiu Reade, simples, ao voltar para a mesa.

Tasha percebeu. Aquilo não era só uma história — era uma história compartilhada. E isso bastava.

— E depois? — insistiu Rich.

A MORTE TEM COR Histórias para pegar e não largar. Descubra agora