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Capítulo 5

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       O avião já estava a meia hora de distância de Montreal, uma estava de frente para a outra, permaneciam em absoluto silêncio olhando pela janela desde a hora que o avião saiu de NY

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       O avião já estava a meia hora de distância de Montreal, uma estava de frente para a outra, permaneciam em absoluto silêncio olhando pela janela desde a hora que o avião saiu de NY.
Tasha não se sentiu confortável com toda aquela história de amizade entre Lorna e Reade, afinal ela o amava e a ideia de que outra mulher o conhecia aparentemente tão bem quanto ela a deixava irritada.

Na verdade, ela não tinha gostado nada dessa aproximação dos dois, mas preferiu não falar nada.
Ela odiava o papel de namorada ciumenta. Odiava ainda mais perceber que não tinha controle sobre aquilo. Ciúme era vulnerabilidade — e vulnerabilidade nunca tinha sido o seu forte.

A agente Prince examinava minuciosamente cada expressão de desconforto da companheira, seus olhares pelo canto do olho, sua inquietação com as pernas, afinal ela era treinada para isso.
Após consultar alguns dados do voo ela decidiu quebrar todo aquele silêncio, sabia muito bem que a morena à sua frente não iria ceder.

Lorna já tinha decidido: silêncio demais também era uma forma de resistência.

— Zapata, me desculpe pelo clima que eu causei.

— Qual especificamente? — Tasha perguntou arqueando uma das sobrancelhas.

— Eu posso estar enganada, mas, era você a mulher que fez o Reade ir para quântico, não foi? — Tasha a encarou por alguns segundos e voltou o seu olhar para a janela. — Se eu soubesse que era você desde o início eu jamais teria feito aquela pergunta no bar, não tinha como adivinhar que vocês trabalhavam juntos e...
eu não fiquei com o Reade, tenho certeza de que você pensou nisso.

— Você tem muitas certezas, não é? Então por que a equipe? Por que acham que matamos a Nas ou que estaríamos ajudando alguém, porque estão nos tratando como suspeitos? — Questionou Tasha.

— Eu sinceramente não sei, e é por isso que estamos indo para Montreal, eu tenho certeza de que vamos descobrir coisas que podem nos ajudar a inocentar vocês.
Realmente espero que me desculpe, não queria causar aquele clima. — Disse Lorna sinceramente.

— Por que saiu da CIA? — Tasha decidiu matar a sua curiosidade.

— Nossa! Você é bem direta. — Lorna respirou fundo e olhou pela janela do avião. — Não estava mais conseguindo fazer aquilo, ficou pesado demais para mim, em alguns momentos eu precisei fazer coisas que ainda aparecem nos meus pesadelos. Você sabe do que eu estou falando, não é?

— Não, eu não sei! — Sim, Tasha entendia bem o que Lorna queria dizer. — Você fala por muitos códigos, sabe tudo sobre todos nós e não sabemos de nada sobre você. — Respondeu Tasha um pouco desconfortável, mas uma parte dela já tinha se sensibilizado com a história, pois, ela também viveu isso.

— Sabe... quando você trabalhou na CIA, também fez coisas das quais se arrepende até hoje.
Isso te quebrou. Acabou com uma parte de você. E deve ter sido isso que te fez sair. Não foi?
Tasha apenas acenou positivamente com a cabeça.

A MORTE TEM COR Histórias para pegar e não largar. Descubra agora