A MORTE TEM COR - Narra um assassinato de uma agente federal do governo americano -
Nas Kamal, onde todas as provas incriminam seus ex colegas de trabalho do FBI, que terão que contar com a ajuda da vice diretora da NSA Lorna Prince e de uma figura...
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O clima no escritório do FBI de Nova York estava tão fechado quanto o céu do lado de fora.
Depois da discussão no laboratório, o silêncio tinha pesou.
No meio do laboratório, ninguém ousava ser o primeiro a comentar.
— Alguém pode me explicar o que acabou de acontecer? — Rich quebrou o silêncio. — Eles começaram uma guerra fria do nada.
— Não começa, Rich. — Tasha respondeu seca. — Eu não sei o que está acontecendo.
Mas ela queria saber.
— Seja o que for, — Rich continuou em voz baixa — isso não foi só sobre investigação.
Patterson levantou os olhos do monitor.
— Vamos continuar. Se tem algo pessoal aí no meio, não é problema nosso. O nosso problema é a agenda.
Na sala do vice—diretor assistente, a porta se fechou com mais força do que o necessário.
— Qual é o seu problema comigo? — Lorna perguntou imediatamente, a voz controlada, mas firme. — Você está me tratando como suspeita desde que isso começou.
— Eu estou tratando você como qualquer outra pessoa envolvida em um caso sensível. — Reade respondeu, igualmente contido. — Você visitou alguém diretamente impactada pelo último caso da Nas. Essa pessoa jurou vingança. Dias depois, Nas desaparece.
Ele a encarou.
— Eu deveria ignorar isso?
— Você está ignorando o contexto. — Lorna rebateu. — Spencer perdeu o pai. Ele se matou. Ela teve um surto psicótico.
— Ela perdeu dinheiro e poder.
— Não. — Lorna deu um passo à frente. — Ela perdeu estrutura.
O silêncio pesou.
— E você decidiu que isso a torna incapaz de fazer qualquer coisa? — Reade perguntou.
— Eu decidi que sofrimento não é prova de culpa.
Ele respirou fundo. Tentando manter o foco.
Mas não conseguiu.
— Você fala sobre decisões difíceis como se sempre estivesse certa... — a voz dele vacilou por um segundo quase imperceptível. — Você mesma tomou uma que eu nunca tive chance de discutir.
O ar pareceu desaparecer do ambiente.
— Não misture isso aqui. — Lorna ficou imóvel.
— Eu não estou misturando.
— Está sim. — Ela o encarou. — Você não está irritado com o caso. Está irritado porque perdeu controle sobre algo que envolvia você.