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Capitulo 8

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Eles passaram o dia mergulhados na agenda de Nas

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Eles passaram o dia mergulhados na agenda de Nas.

Anotações desconexas. Apelidos. Datas riscadas. Símbolos repetidos.
Era um quebra—cabeça com peças faltando — e tempo escorrendo.

— Onde fica o Red Night, Lorna? — perguntou Rich, girando a cadeira.

— Nebraska. — Ela não hesitou. — Um pub afastado. Frequentado por empresários, investidores... e gente que prefere não deixar rastros.

Muitas reuniões "confidenciais" acontecem lá. E algumas delas nunca deveriam ter acontecido.

— Confidenciais tipo... ilegais? — Jane arqueou a sobrancelha.

— Frequentemente. — Lorna confirmou.

Kurt cruzou os braços.

— Nas tinha negócios lá?

— A última vez que estive no Red Night foi durante o caso George Lurney. — Ela apoiou as mãos na mesa.

— Vocês devem lembrar.

Reade levantou o olhar imediatamente.

— LurneyLitte Industries? Fraude federal? — Ele franziu a testa. — Você não era amiga da filha dele?

— Spencer Lurney. — Lorna confirmou. — Estudamos juntas.

Tasha piscou, surpresa.

— A mesma da festa em Washington? Aquela que virou escândalo nacional?

— A própria.

Jane olhou de um para o outro.

— Alguém pode contextualizar?

Patterson girou o monitor na direção deles.

— George Lurney foi acusado de fraude contra o Tesouro. A investigação foi liderada por Nas. A prisão levou a empresa à falência.
A filha, Spencer, sumiu da mídia por anos.

Recentemente reapareceu alegando que o pai foi vítima de armação.

— Ela sempre foi tida como a sucessora do pai. — Lorna acrescentou. — A favorita. Isso deve ter destruído tudo pra ela.

Reade inclinou a cabeça.

— Acha que ela teria motivo?

— A Spencer? — Lorna soltou um riso incrédulo. — Ela não machucaria ninguém. Não desse jeito.

Patterson não respondeu de imediato. Apenas tocou o teclado.

— Quando foi a última vez que você a viu?

— Na festa.

— Tem certeza?

O laboratório ficou mais silencioso.

— Por que essa pergunta, Patterson? — Lorna estreitou os olhos.

— Porque Spencer estava na Irlanda. — A loira girou outra tela. — E há registro de uma visita sua à Inglaterra três meses atrás.

O ar ficou pesado.

— Você fez um voo de sete horas para visitar uma amiga que não via há anos?

Lorna permaneceu em silêncio por um segundo longo demais. Longo o suficiente para levantar suspeita.

Reade percebeu.

— Lorna?

Ela respirou fundo.

— A mãe dela me ligou. Spencer surtou depois da prisão do pai. Estava numa clínica de reabilitação. Eu fui tentar vê—la. Ela recusou.

— E por que isso não foi mencionado? — Reade perguntou, a voz agora firme.

— Porque não tem relevância para o caso.

— Não cabe a você decidir isso. Ainda mais estando no centro da investigação.

Ela o encarou.

— Não estou ocultando nada.

— Se você estiver filtrando informação, isso compromete a investigação.

— Não confunda privacidade com obstrução.
O tom subiu.

Tasha interveio suavemente:

— Gente...

Mas ela já sabia que ninguém ali ia recuar.
Mas Reade já estava no limite.

— Você fez uma viagem internacional enquanto investigava o caso do pai dela. Isso é conflito direto.

— Eu não estava na força—tarefa de vocês. — Lorna rebateu. — E não devo satisfação pessoal a você.

O laboratório congelou.

Patterson observava tudo em silêncio. Não era raiva o que via em Lorna. Era defesa.

Reade respirou fundo, mas não recuou.

— Minha sala. Agora.

Lorna sustentou o olhar por um segundo a mais do que o necessário.

Depois saiu.

O som do salto ecoou pelo corredor.

Silêncio.

Jane quebrou:

— Alguém mais sente que perdeu metade da conversa?

Rich girou na cadeira.

— Isso definitivamente não é só sobre a Spencer.

Tasha ficou olhando para a porta fechada.

— Não... não é.

Patterson voltou os olhos para o monitor.
Mas não estava mais olhando para Spencer.

Estava olhando para Lorna, como se estivesse tentando decifrá—la.

E algo naquela viagem não fechava. E, pela primeira vez, a possibilidade mais perigosa não era Spencer Lurney.

Era Lorna.

A MORTE TEM COR Histórias para pegar e não largar. Descubra agora