A MORTE TEM COR - Narra um assassinato de uma agente federal do governo americano -
Nas Kamal, onde todas as provas incriminam seus ex colegas de trabalho do FBI, que terão que contar com a ajuda da vice diretora da NSA Lorna Prince e de uma figura...
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O dia seguiu com o plano em andamento para a festa beneficente na mansão dos Lurney. Alguns estavam apreensivos. Outros, claramente nervosos.
Nenhum deles sabia exatamente quais surpresas os aguardavam naquela casa onde passado e presente pareciam insistir em se misturar.
— Está nervosa? — Tasha segurou a mão dela por um segundo. — Você está gelada.
— Está tudo bem. — Lorna respirou fundo. — A última vez que estive aqui foi no dia da prisão do George Lurney. Não são boas lembranças.
Ela se recompôs. Não era o momento de sentir nada.
— Vai ficar tudo bem, Lorna. Estamos juntos nessa. — Tasha disse com firmeza.
— Confio em vocês. — Lorna respondeu, olhando pela janela. — Só tenho medo de estarmos errados. E se não for ela? E se a Spencer não tiver nada a ver com isso?
— Se não for, vamos descobrir quem é. — Reade interveio. — E se ela estiver sendo usada, a gente ajuda. Mas não vamos sair daqui sem respostas.
Pouco depois da chegada, o restante do time já estava espalhado pela propriedade.
Comunicadores posicionados, entradas mapeadas, possíveis rotas de fuga observadas.
— Reade, já estamos posicionados. — A voz de Patterson soou discreta. — Jane e Kurt no andar superior. Rich no jardim. Eu vou entrar na casa e encontro vocês no salão principal. Os comunicadores estão atrás do segundo arranjo de flores à direita da entrada.
Eles se identificaram com os seguranças, pegaram as pulseiras e entraram. Patterson fez contato visual discreto. Tudo em andamento.
O salão começava a encher. Tons dourado e champanhe dominavam a decoração. Jornalistas se agrupavam perto da escadaria principal.
— Spencer chegou. — Avisou Patterson. — Está no salão cumprimentando os convidados.
Lorna respirou fundo e atravessou o espaço.
— Spencer!
A mulher se virou e abriu um sorriso genuíno.
— Alli! Meu Deus... — Elas se abraçaram. — Que saudade. Você está linda.
— Você não mudou nada. — Lorna respondeu com leveza.
— E continua de preto. Sempre disse que essa era sua cor.
— Preto sempre foi minha escolha mais segura.
Spencer então notou Reade e seus olhos brilharam com reconhecimento.