A MORTE TEM COR - Narra um assassinato de uma agente federal do governo americano -
Nas Kamal, onde todas as provas incriminam seus ex colegas de trabalho do FBI, que terão que contar com a ajuda da vice diretora da NSA Lorna Prince e de uma figura...
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MOMENTOS MAIS TARDE
— Então Tasha, me explica mais uma vez como você saiu e deixou a Lorna dentro da casa para brincar de caça—fantasmas? — A voz de Reade estava controlada demais. O que significava que ele estava furioso. — Vocês foram buscar provas, não entrar em combate.
— Reade, eu já te expliquei. — Tasha respirou fundo, tentando manter a calma. — Ela pediu para que eu saísse. O plano era simples: alguém precisava sair com a agenda. Eu não sabia que ela iria investigar sozinha o que estava lá dentro.
— E a explosão?
— Não foi pequena. Eu ouvi. Voltei correndo. Quando cheguei ela já estava desacordada. — A mandíbula de Tasha travou. — Eu não imaginava que fosse algo tão grande.
Reade passou a mão pelo rosto.
— Eu vou vê—la. Você ajuda a Patterson com a agenda.
Tasha apenas assentiu, mas não gostou do tom. Não gostou da forma como ele correu para o hospital como se ela tivesse sido irresponsável.
A volta para Nova York foi turbulenta.
Assim que desembarcaram, Lorna sofreu outra convulsão. A quarta desde a explosão. Foi levada direto para o hospital.
Antes que a porta abrisse, Lorna estava sozinha no quarto branco demais para os próprios pensamentos.
O monitor cardíaco marcava um ritmo estável, mas a mente dela não acompanhava aquela regularidade.
Ela fechou os olhos.
Quântico não lhe saía da cabeça.
A última vez que tinha permitido que aquela palavra ocupasse espaço dentro dela havia sido anos atrás.
A porta se abriu com cuidado. Reade entrou com passos contidos.
— Está melhor?
— Um pouco zonza. — A voz dela saiu baixa, mas firme. — Concussão e estresse não são uma boa combinação.
Ele se aproximou da cama.
— Você podia ter morrido.
Ela o observou por alguns segundos, medindo o peso daquela frase.
— Antes que você continue... — interrompeu, com calma — tem algo que eu deveria ter dito há muitos anos.
Reade franziu o cenho.
— O quê?
Ela inspirou fundo. Como se estivesse escolhendo exatamente o que deixar no passado.
— Não é sobre o caso. Em Quântico... eu engravidei.
O silêncio foi imediato. Denso. Ele ficou imóvel.
— Eu... o quê?
— Eu descobri poucas semanas depois que você voltou para Nova York. — A voz dela não tremia. — Você não sabia. Eu nunca te contei, mas acho que você precisa saber.