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Capítulo 6

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   MOMENTOS MAIS TARDE

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   MOMENTOS MAIS TARDE

— Então Tasha, me explica mais uma vez como você saiu e deixou a Lorna dentro da casa para brincar de caça—fantasmas? — A voz de Reade estava controlada demais.
O que significava que ele estava furioso. — Vocês foram buscar provas, não entrar em combate.

— Reade, eu já te expliquei. — Tasha respirou fundo, tentando manter a calma. — Ela pediu para que eu saísse. O plano era simples: alguém precisava sair com a agenda. Eu não sabia que ela iria investigar sozinha o que estava lá dentro.

— E a explosão?

— Não foi pequena. Eu ouvi. Voltei correndo. Quando cheguei ela já estava desacordada. — A mandíbula de Tasha travou. — Eu não imaginava que fosse algo tão grande.

Reade passou a mão pelo rosto.

— Eu vou vê—la. Você ajuda a Patterson com a agenda.

Tasha apenas assentiu, mas não gostou do tom. Não gostou da forma como ele correu para o hospital como se ela tivesse sido irresponsável.

A volta para Nova York foi turbulenta.

Assim que desembarcaram, Lorna sofreu outra convulsão. A quarta desde a explosão. Foi levada direto para o hospital.

Antes que a porta abrisse, Lorna estava sozinha no quarto branco demais para os próprios pensamentos.

O monitor cardíaco marcava um ritmo estável, mas a mente dela não acompanhava aquela regularidade.

Ela fechou os olhos.

Quântico não lhe saía da cabeça.

A última vez que tinha permitido que aquela palavra ocupasse espaço dentro dela havia sido anos atrás.

A porta se abriu com cuidado.
Reade entrou com passos contidos.

— Está melhor?

— Um pouco zonza. — A voz dela saiu baixa, mas firme. — Concussão e estresse não são uma boa combinação.

Ele se aproximou da cama.

— Você podia ter morrido.

Ela o observou por alguns segundos, medindo o peso daquela frase.

— Antes que você continue... — interrompeu, com calma — tem algo que eu deveria ter dito há muitos anos.

Reade franziu o cenho.

— O quê?

Ela inspirou fundo.
Como se estivesse escolhendo exatamente o que deixar no passado.

— Não é sobre o caso.
Em Quântico... eu engravidei.

O silêncio foi imediato. Denso.
Ele ficou imóvel.

— Eu... o quê?

— Eu descobri poucas semanas depois que você voltou para Nova York. — A voz dela não tremia. — Você não sabia.
Eu nunca te contei, mas acho que você precisa saber.

A MORTE TEM COR Histórias para pegar e não largar. Descubra agora