A MORTE TEM COR - Narra um assassinato de uma agente federal do governo americano -
Nas Kamal, onde todas as provas incriminam seus ex colegas de trabalho do FBI, que terão que contar com a ajuda da vice diretora da NSA Lorna Prince e de uma figura...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Nova York nunca foi o tipo de cidade que Lorna Prince escolheria. Barulhenta. Apressada. Impessoal. Ainda assim, era ali que tudo começava — ou terminava.
Após deixar as malas no hotel, seguiu direto para o FBI. Sua temporada naquela cidade estava apenas começando. E ela já sabia que não seria tranquila.
— Matthew, será que você pode nos dar licença por favor? — Foi a primeira coisa que a mulher misteriosa falou antes de cumprimentar os que estavam ali.
O silêncio que ficou não era de respeito. Era de estranhamento.
— Pensei que você tinha dito que teríamos uma reunião. — Ele protestou estranhando o pedido de Prince.
— Sim, eu e a equipe teremos uma reunião, você já sabe o suficiente sobre o assunto, agora por favor nos deixe a sós, precisamos nos concentrar para iniciarmos o caso. — Com muita relutância ele saiu da sala sob os olhares atentos do time, que até então não fazia ideia do que estava acontecendo.
— Por favor, me desculpem pelo comportamento dele, é uma verdadeira raposa — paciente, calculista... esperando a hora certa para atacar. A forma como ela falou não parecia metáfora. Parecia reconhecimento. Predadores como Weitz esperavam. Outros... caçavam.
— Eu sou Lorna Prince, a propósito, sou agente federal do governo e atualmente trabalho para a Agência de Segurança Nacional na base de Londres.
— E você já nos mostrou para o que veio, colocando ele pra escanteio de cara. — Disse Rich de forma mais animada do que o permitido, sendo logo repreendido por Patterson.
— Rich cala a boca! — Resmungou entre os dentes o gênio da computação.
— Qual é? Nem boas—vindas vocês deram à novata.
Todos balançaram a cabeça em negação ao que Rich tinha falado. Ele era um incrível consultor, o seu problema era que falava demais e na hora errada.
— Lorna prazer, sou o agente Kurt Weller sou responsável pela equipe em campo. Ao que devemos a sua visita? — Disse ele se apresentando e apertando a mão dela de forma delicada e formal.
— Prazer agente Weller, eu ouvi muito sobre você, ou melhor sobre cada um de vocês. Presumo pela expressão de vocês que o Weitz não tenha falado absolutamente nada do que aconteceu. Estou certa? — Questionou Lorna já sabendo da resposta.
— Você tem razão, estamos há quase uma hora aqui e até agora não sabemos de nada do que está acontecendo. — Protestou Tasha que já estava cansada de tanto falatório, até o momento ninguém entendia o motivo daquela reunião matutina.
— Então pessoal, vamos começar logo com isso. — A mulher respirou fundo logo após chamando a atenção deles. — A agente Nas Kamal está desaparecida há mais de duas semanas, sem rastros e não temos nenhuma informação.
— Vocês não têm ideia de onde ela pode estar? — Perguntou Jane.
— Não! — Ela falou em tom triste. — O meu último contato com ela foi há quase um mês, antes que eu partisse para uma convenção de líderes no Reino Unido, depois que eu viajei meus contatos com a agência eram apenas por e—mails. Até que, quatro dias atrás me pediram pra vir urgente para NY. — Ela concluiu.
— O que aconteceu? — Kurt questionou.
— Começaram a sentir falta da Nas na organização, já estava completando quase duas semanas quando decidiram ir até o apartamento dela, — ela fez uma pausa para tentar se recompor — eu preciso de um computador seguro para mostrar as fotos. — Falou ela tirando um pen drive da bolsa.
A chefe do laboratório concordou e todos se dirigiram ao laboratório. As imagens surgiram na tela. Móveis quebrados. Vidros estilhaçados. Manchas escuras espalhadas pelo chão. Não era apenas sangue. Era violência.
— Acharam o corpo? — Kurt perguntou em tom preocupado, quebrando o longo silêncio que se instaurou entre eles após aquelas imagens perturbadoras.
— Não! Mas uma amostra parcial de sangue já foi analisada pelo laboratório, e pertencia a Nas Kamal. — Afirmou ela.
O vermelho nas imagens contrastava brutalmente com as paredes claras do apartamento. A morte, pensou Lorna, sempre deixava uma cor para trás.
— A perícia ainda está tentando localizar se tem mais impressões digitais no local, até agora só as dela foram encontradas. — Finalizou.
— Mas sem corpo, sem crime. Ela pode estar viva e escondida em algum lugar. — Disse Tasha diretamente.
— Você viu a quantidade de sangue no local, agente? — Ela olhou diretamente para Tasha.
Não havia dúvida em seus olhos.
— Tem certeza de que alguém que perdeu todo esse sangue sobreviveria sem ajuda médica? — Questionou a recém chegada.
— A Lorna tem razão, não tem como alguém ter sobrevivido com todo esse rastro de sangue no apartamento. — Concluiu Patterson em apoio a vice—diretora.
— Lorna eu entendo a preocupação, a Nas já trabalhou conosco e nós sentimos muito por isso ter acontecido, mas qual o real motivo de reunir todos nós aqui? Creio que não é só para reunir informações dos casos que ela já trabalhou. — Jane questionou, nem ela e nem ninguém entendia ainda o motivo daquilo tudo.
— A Jane chegou no ponto certo, você falou e nos mostrou as imagens, mas o que toda equipe tem a ver com o caso? — Questionou Tasha. — Sinceramente, eu não vejo motivo para uma força tarefa, a NSA conseguiria resolver isso sozinha.
— Sim, conseguiríamos. Mas não somos nós que temos alvos nas costas. São vocês. — Disparou Lorna fazendo todos ficarem com os olhos arregalados.
— O QUE? — Todos falaram ao mesmo tempo.
Pela primeira vez naquela manhã, ninguém tentou fazer uma piada.
— Isso mesmo! — Ela afirmou novamente. — Todos vocês estão sendo investigados pelo sumiço e possível morte da Nas. Eu sou responsável por investigar o time, e torço muito para encontrar o verdadeiro culpado e que vocês consigam limpar os seus nomes.
Todos estavam apreensivos com essa notícia, eles tinham que provar o álibi da noite do desaparecimento e ainda trabalharem juntos para descobrir quem estava por trás disso tudo. Mesmo que tenham que fazer coisas com as quais eles não concordem.
Agora não era apenas sobre encontrar Nas. Era sobre sobreviver. Porque, se um deles estivesse mentindo... A morte já estava na sala. Só faltava escolher a próxima cor.