Capítulo 11

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Instantes mais tarde

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Instantes mais tarde.

Apreensão.

Era a única palavra capaz de definir o laboratório naquele momento.

Enquanto Patterson revisava mentalmente cada linha de código tentando descobrir onde havia errado, os demais tentavam montar o quebra—cabeça do desaparecimento de Lorna Prince.

Quase 48 horas haviam se passado desde a festa na mansão dos Lurney, e nenhuma pista concreta surgira.

As autoridades locais ainda não tinham sido acionadas. Evitar alarde era essencial — principalmente para manter Weitz longe da situação.

O caso permanecia interno.

Para Reade, aquilo podia ser mais um dos planos arriscados de Lorna.
Para Tasha, era perigo real.
A equipe estava dividida.

Horas depois, o laboratório virou um campo de debate.

— Gente, presta atenção! — Patterson gritou de repente. — Vocês estão há quase dois dias discutindo sem chegar a nenhuma conclusão.
Está impossível trabalhar assim!

O silêncio foi imediato.

— Desculpa, Patterson, mas não dá. — Tasha rebateu. — Eu acredito que ela pode estar precisando de ajuda e estamos aqui parados.

— Eu discordo. — Reade respondeu. — Se ela estiver infiltrada, interferir pode colocar tudo a perder.

— O que temos de concreto? — Kurt perguntou.

— Nada! — Patterson bufou. — O comunicador falhou e depois disso silêncio total.

— A gente precisa emitir o alerta. — Jane falou. — Outros envolvidos no caso desapareceram.
Isso não é coincidência.

— Reade, temos que emitir o alerta agora. — Tasha insistiu.

— Ainda não completou 48 horas. É protocolo.

— E se ela estiver morta? O protocolo vai se responsabilizar? — Tasha disparou.

Reade não respondeu.

Tasha saiu do laboratório visivelmente irritada.

Kurt quebrou o silêncio:

— Reade, por que você e a Tasha estão discutindo tanto?

— Ela acha que algo aconteceu com a Lorna.

— E você acha que ela está infiltrada?

— A Lorna tem um estilo agressivo. Se emitirmos alerta e ela estiver infiltrada, podemos comprometer a missão. Ela já foi da CIA.

— E se a Tasha estiver certa? — Jane insistiu.

Reade passou a mão no rosto.

— Eu vou falar com a Tasha.

A MORTE TEM COR Histórias para pegar e não largar. Descubra agora