A MORTE TEM COR - Narra um assassinato de uma agente federal do governo americano -
Nas Kamal, onde todas as provas incriminam seus ex colegas de trabalho do FBI, que terão que contar com a ajuda da vice diretora da NSA Lorna Prince e de uma figura...
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Um crime sempre começa com um detalhe. Às vezes, um corpo. Às vezes, um desaparecimento. E, às vezes, com um nome que ninguém quer pronunciar.
Era sábado pela manhã, o céu estava nublado, tingindo Washington de um cinza pesado, e o time do FBI acreditava que poderia dormir até mais tarde, mas aquele dia lhes reservava grandes novidades, talvez não tão boas. O grupo estava na sala de reuniões, iluminada pela luz fria azul que deixava o ambiente ainda mais impessoal, enquanto aguardavam as informações sobre o caso que os fariam trabalhar por todo o final de semana.
— Vocês fazem ideia do porquê estamos aqui na nossa folga? Eu tinha programado outras coisas para fazer. — Reclamou Tasha enquanto tomava mais um pouco do seu café.
— Como, por exemplo, cozinhar para um certo diretor assistente que está chegando de viagem? — Alfinetou Rich já sabendo qual seria a reação da morena.
— Ah me poupe Rich! Não estou de bom humor para as suas brincadeiras. — Ela respondeu irritada.
— E quando você está de bom humor? Aposto que quando ele chegar seu humor muda, se é que isso é possível. — Rich conseguiu arrancar sorrisos de alguns e pôde se divertir com a virada de olhos de Tasha, era um trunfo para ele tirá—la do sério.
— A nossa reunião é com o Weitz? É agora que seu humor vai desaparecer. — Brincou Jane da cara de impaciência da Tasha. A tatuada estava sentada ao lado dela e precisou se controlar para não rir ao ver a expressão de descontentamento da parceira.
Kurt e Patterson também estavam na sala discutindo sobre o último caso quando o diretor do FBI e aspirante a procurador Matthew Weitz entrou na sala de conferências para enfim quebrar o suspense daquela manhã.
— Olha só, se não são os meus agentes preferidos do FBI! — Disse Weitz de forma sarcástica. — Espero que todos estejam bem, espera, está faltando alguém aqui?
— Sim, o Reade que ainda não chegou de viagem. Agora vai direto ao assunto Weitz que nós o atualizaremos mais tarde, você já nos fez esperar tempo demais. — Disse Kurt irritado pelai demora das informações.
Todos estavam ansiosos para saber o real motivo de estarem ali tão cedo em pleno sábado, na noite anterior todos tinham se despedido com a promessa de só se encontrarem na segunda—feira.
Weitz após muita enrolação e papo fiado decidiu iniciar a tão esperada reunião e pôr fim aquele suspense que rondava o prédio do FBI.
— Creio que vocês devem se lembrar da Nas Kamal, não é?
O nome dela pairou na sala como algo que ninguém queria tocar.
De repente, a manhã pareceu menos cinza — e mais sombria.
— Sim Weitz nós sabemos quem é a Nas porque nós já trabalhamos com ela, e sabemos que ela agora trabalha com Keaton na CIA. Então, por favor, qual o assunto tão importante que não poderia esperar para a segunda—feira? — Patterson já não aguentava mais tantas voltas para entrar de vez no assunto.
— Vejo que todos vocês não estão por dentro das novidades que rondam a agência, então é meu dever como diretor informá-los. — Iniciaria ali mais um conto sem previsão de terminar.
— Weitz vai demorar muito com o discurso? Nós não temos o dia todo. — Tasha foi a porta voz de todos os que estavam ali presentes, ninguém mais aguentava o Weitz e nem a sua enrolação.
— A agente Kamal estava de volta a NSA como diretora já a alguns meses. — Todos o olharam com espanto. — Porém os colegas estão dando falta da agente na instituição. Ela está desaparecida há algumas semanas.
Ninguém comentou. Ninguém espirou também.
— Ela pode ter voltado para a CIA e está trabalhando infiltrada como já fez algumas vezes. — Concluiu Jane sendo apoiada pelos demais.
— Não! — Ele respondeu. — Já entramos em contato com Jack Keaton e não há nenhum indício que ela estivesse infiltrada.
— Sabe que as pessoas da CIA são ótimas em esconder informações, por que acha o Keaton falaria se ela estivesse infiltrada? — Essa alfinetada de Patterson fez com os olhares fossem direcionados para Tasha devido ao que aconteceu no passado, ligeiramente todos voltaram a atenção para o diretor a deixando desconfortável. — Não é nada pessoal. — Afirmou a loira olhando para Tasha que apenas ignorou o comentário.
— Porque a situação é mais séria dessa vez, alguém vai explicar melhor para vocês, ela deve chegar a qualquer momento. — Disse ele olhando para a porta e para o celular quando o elevador se abriu. — Muito bem, ela chegou!
Todos olham em direção à porta também, a mulher surgiu na sala em que eles estavam, Ela tinha um olhar forte, quase cortante. Os olhos escuros contrastavam com a frieza azul da sala — como se aquela cor não a afetasse. Como se estivesse acostumada a ambientes mais escuros do que aquele. Alta, morena e com traços asiáticos, a maquiagem forte nos olhos chamava toda atenção para eles.
— Gente, essa é a agente Lorna Prince, vice-diretora da NSA. — Weitz tratou de fazer as apresentações formais. — Essa é a equipe que eu te falei, Prince.
A mulher os olhou com preocupação, se eles estavam com ar de preocupados, ela estava três vezes mais, deixando todos com mais dúvidas ainda.
Quem era aquela mulher que ninguém nunca ouvira falar? O que ela queria com eles? E o que teria acontecido com a Nas? Porque, pela primeira vez, o nome Nas Kamal não soava como o de uma aliada. Soava como um aviso.