(nove) Mais uma vez

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Adam

Estaciono na porta de casa, não tenho certeza de que quero entrar, consigo ver a silhueta da Carol pela janela perambulando de um lado para o outro. Sinto meu celular vibrar no bolso.

Aura
< Você pode trazer uma pílula pra eu?

                                                 Pílula de q ?< 

>Não quero ficar gravidinha 🤰🙇‍♀️

Não consigo deixar de rir depois de ler isso, nem me lembro qual foi a última vez que passei por algo assim.

                                          Ata ,não precisa<
                                                   Sou ligado <

>camisinha ???

                                                              Dst! <

<🤔😌 faz sentido, mas faria mais se a gente tivesse usado de novo.

                          Empolguei... desculpas  <

- Adam - Carol bate no vidro do carro me assusto com o barulho . - já tem mais de 20 minutos que você está parado aqui na porta.

- Estou resolvendo umas coisas- Digo saindo do carro.

O céu está limpo e escuro a lua está em um tom amarelado o vento frio acerta em cheio os cabelos de Carol que voam descontrolados, me fazendo lembrar do dia em que casamos: choveu o dia todo. Talvez fosse um sinal divino que eu ignorei. Ela estava radiante era a mulher mais linda que tinha visto, eu faria qualquer coisa por ela naquela época.

- Onde vamos amanhã?- pergunto fechando a porta de entrada .

- Não sei exatamente, a Geovanna sugeriu um restaurante que fica próximo ao centro...

- Vamos lá?

- Talvez, também podemos ir naquele restaurante que você gosta, mas ai tenho que confirmar com o resto das pessoas, a Juliana vai vir de longe então temos que arrumar um lugar certo...

Paro de prestar atenção em suas palavra, suas mãos se movimentam no ar enquanto despeja milhões de informações desnecessárias.

Ela está falando a 20 minutos sem parar e até agora não sei a onde vamos, apenas concordo com a cabeça.

- É... então vou descansar.- falo me virando para as escadas.

- Adam eu quero conversar com você.

Mais ?

- Sobre oque?

- Nós.

- Carol não tem nada para conversar sobre nós.

- É claro que tem, você sabe que isso ainda pode dar certo. - se aproxima entrelaçando os braços em meu pescoço.

- Isso oque?

- Nosso casamento.- Diz num tom baixo e doce. - Eu ainda te amo.

Mentira!

Eu sei que não é verdade mas eu quis tanto que fosse, eu tentei de todas as formas. Seu corpo se aproxima ainda mais se colando ao meu, ela fica na ponta dos pês me dando um selinho demorado.

Não consigo...rapidamente me afasto e passo as mãos sobre meu rosto- que porra eu estou fazendo?!- subo as escadas ignorando os chamados de Carol.

- Ei, posso dormir aqui? - pergunto abrindo a porta.

- Claro pai,tá tudo bem ?

- Não, mas vai ficar.- Não consigo acreditar nas minhas próprias palavras.

Deito em um sofá feito de madeira branca e almofadas em um tom de cinza, que sinceramente é mais confortável do que aparenta.

- Vocês brigaram ? - aponta com a cabeça direção a porta, apenas aceno em sinal de positivo - Eu entendo, ela é bem mandona, tudo sempre do jeito dela.

Tento dormir, rolo de um lado para o outro meu corpo soa. Aurora não sai da minha mente, estou tentando imaginar alguma forma de terminar com ela que não a magoe, não sei se consigo, não por ela mas por mim. Não vejo mais meus dias sem aquele sorriso perfeito.

só de lembrar de sua boca meu corpo se arrepia tenho que me segurar para não ir atrás dela. Eu a foderia até ela implorar para que eu parasse penso em quão sua boceta é apertada seu gemido se torna nítido em minha cabeça como se ela estivesse do meu lado.

Como eu queria que estivesse...

Desejos  proibidosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora