(trinta e oito) É verdade ?

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Adam

- Que merda você acha que está fazendo? - Digo com os dentes cerrados.

- Cansei de brincar de fingir. Tá nervoso porquê !?ia esconder pra sempre da sua família que tinha uma adolescente sentando no seu colo?

Filha da puta

FILHA DA PUTA.

Todos na mesa estão me olhando, posso sentir os julgamentos pesando em mim. A puxo pelo braço desviando das outras das outras pessoas no salão.

- Você está me machucando. - Tenta retirar meus dedos que estão pregados em seu braço. Diminuo a velocidade quando a vejo tropeçar no próprio pé. Entro no primeiro banheiro que encontro trancando a porta.

- QUE PORRA AURORA. TINHA QUE SER NO ANIVERSÁRIO DELE ?! VOCÊ TEVE OUTRAS OPORTUNIDADES.- Se escora na parede, parece que ela acabou de ter noção do tamanho da merda que fez.

- Eu tô cansada disso.- Diz baixinho abaixando a cabeça. Levanto seu rosto com as mãos. - Eu não queria magoar ele, mas isso também é culpa sua porq... - Dou um selinho interrompendo sua defesa.

Assim que me afasto sinto sua mão acertando meu rosto com força. Meu corpo reage de forma contraria do que ela esperava, a agarro pela cintura mergulhando novamente em seus lábios, desta vez ela não se afasta. Suas mãos me puxam, como se ela necessitasse disso tanto quanto eu.

Impulsionou seu corpo a colocando na bancada da pia, ela entrelaça as pernas em minha cintura impedindo que eu saia. Minhas mãos deslizam em sua coxa ate chegarem em seu vestido mas ela me impede.

- O que foi ? - Pergunto ofegante.

- Me deixa sozinha por favor. - Diz com os olhos cheios d'água.

- Eu fiz algo ?Não quis te magoar.

-Quero ficar sozinha.

- Eu não quero te deixar sozinha. Deixa eu conversar com você, quero explicar.

- Eu disse que quero ficar sozinha.

- Aurora . - Procuro por seus olhos, mas ela desvia.

- SAI AGORA.- Aponta para porta.

- Ok.

- Pai é verdade ? - Fernandes pergunta quando volto para pegar as chaves que deixei na mesa. - Pai ? - Sua voz treme. Todos esperam minha resposta, mas eu não falo nada. -Onde ela tá? O que fez com ela ?

- Matei e coloquei no freezer.

- Que porra pai . Onde ela tá? - Suas lágrimas escorrem, eu aponto com a cabeça para Aurora que segue em direção a saída do restaurante.

- Não tinha alguém mais nova não ?! - Carol diz com sarcasmo olhando para as longas unhas vermelhas.

- Cala boca.

- A vadia tá tentando entrar pra família mesmo hem ?! - Bato na mesa com força. Agora o restaurante inteiro está nos olhando.

- Que merda de moral você tem
?! Acredite ou não mais a vadia da história não é ela.

*****

Aurora

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Aurora

- Aurora. - Júnior praticamente corre em minha direção, eu finjo não escutar e vou para rua. - Aurora espera. Isso é verdade?

- É.- Digo sem paciência, so quero ficar sozinha.

- Você sabia que eu era filho dele ?

- O que ? Quem chegou em mim foi você!

- Porque não me disse antes ?

- Sinceramente?! Por que não era obrigação minha. Quem tinha que te contar era seu pai não eu. - Ele fica claramente decepcionado com minha resposta.

Júnior passa a mão nos cabelos se afasta de mim por alguns minutos.

- Eu não ligo. - Sua voz soa desesperada.- Não ligo.- Discordo com a cabeça. - Já acabou né, o que acontecia com vocês ! -Coloca as mãos com delicadeza em meu rosto.
- Eu não me importo.

- Não .

- Ei, escuta eu não ligo, eu não vou me afastar de você.

- Júnior não vai dar.

- Eu gosto de você de verdade Aurora.

- Não.

- Por que não? não vai mudar nada a gente vai sair daí...

- Eu amo ele. - Ele recebe as palavras como se fossem socos. - Eu amo ele mais do que qualquer pessoa que já conheci, isso não vai mudar tão cedo. Não quero que você fique perto de mim, isso só vai te fazer sofrer.

- Ele é o seu ex ?!

- O que ?

- O cara que te abandonou! Foi ele?

- Foi.

- Eu quero te ver feliz. -Fala depois de alguns minutos como se preocurasse as palavras certas, me dá um beijo na testa e entra novamente no estabelecimento.

Dou sinal para o primeiro táxi que passa. Chego em casa depois de vinte minutos, entro no apartamento deixando a porta escorada pra não fazer bagulho. As luzes estão todas apagadas não sei se Matheu não esta ou está  dormindo.  Faço o mínimo de barulho possível recomeço a fazer minhas malas.

- Você deixou a porta aberta. - Diz arrogante.

- Eu vou sair.

- Então conseguiu um emprego novo ?

- Sim.- minto

- Você está cometendo um erro em sair daqui, eu cuido de você. Você não vai achar outra pessoa que te trata como eu .

- A minha intenção é justamente essa. - coloco uma das mochilas nas costas e levo outra na mão.  Ele me segue argumento sobre o quão ele é incrível.

O tempo esfriou, meu corpo arrepia assim que passo pelas portas principais. 

- Aurora. - Segura minha mochila me desiquilibrando.

- Me deixa em paz inferno.

- Estou te dando a última chance, não vai adinatar quando voltar implorando pra que eu te aceite de volta. E eu sei que vai voltar. Por que você não é ninguém, nem a merda de uma garçonete você consegue ser, acha mesmo que vai conseguir sobreviver sozinha ?!

- Olha, eu não sei se você lembra da última vez que nós vimos, eu disse que se você falasse assim com ela novamente  eu iria estourar sua cabeça no balcão, mas como aqui não tem um,  vamos ter que improvisar. 

Desejos  proibidosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora