(vinte e oito) parabéns pra mim !

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Aurora

- Parabéns ! - Bea berra euforica assim que entro na lanchonete.

- Calma ae, é seu aniversário? Porque não me disse ? - Matheu pergunta cruzando os braços.

- Não é importante...- Dou de ombros

- É claro que é! E é por isso que nos duas vamos curtir a noite toda, e o senhor está convidado.

- Adoraria mais tenho prova hoje, prometo que a gente comemora amanhã. - segura meu queixo com leveza.

- Quando a gente sair daqui vamos comprar roupas....- Beatrice me puxa pelo braço fazendo planos que eu realmente não estou afim.

O dia rasteja lenta e dolorosamente, principalmente depois do trabalho. Bea pula de loja em loja me enfiando no provador com 500 peças de roupas, opto por um conjunto vermelho simples , já ela, compra no mínimo o suficiente para encher quatro sacolas.

Quando saio do elevador vejo Matheu trancando a porta.

- Ei... deixa aberta - corro pelo corredor.  Ele sorri e abrindo a porta novamente.

- Divertasse hoje, mas não muito se é que me entende... se precisar de mim é só ligar que eu dou um jeito de ir te buscar. - Da um beijo em minha cabeça.

- Obrigada! - insinuo um sorriso.

Entro no apartamento, faço uma lista mental de tarefas:

• banho.
•roupa.
•cabelo.
•maquiagem.
• ração da Rodolfo.
•comer algo.

Assim que o interfone  eu me apresso enfiando dois biscoitos na boca, encho o potinho de ração, pego a bolsa. Tranco a porta e desço com os saltos na mão.

Bea se gaba de sua beleza. insuportável.

Vamos pra uma balada que ela tem costume de frequentar. O lugar é desconfortável me sinto em uma gaiola.

- Amiga, esse é o Tyler.- Diz me apresentando um cara depois de ter sumido por vinte minutos. - Eu vou para o apartamento dele, ok ?!

Merda.

- Beleza... toma cuidado. - Ela concorda e some entre as pessoas puxando o garoto atrás dela.

- Quero uma Coca. - Grito pro barman que tem dificuldade de escutar por conta da música alta.

- Com whisky ou vodca?

- Pura. - Olho pra ele como se fosse um ET. Ele ri me entregando uma lata eu copo limpo -- Eu acho -- viro todo liquido no recipiente.

- Eu quero o mesmo que ela. - Me viro para identificar quem é e me deparo com o sorriso mais branco que já vi.- Está dirigindo ? - O garoto pergunta se sentando ao meu lado.

- Não porquê ?

- Não é normal uma pessoa bebendo algo sem álcool em uma balada. - Dou de ombros. - Você não parece está gostando daqui.

- Estou super, iupi... Estou comemorando. - Digo desanimada.

- Um brinde então.- Ele levanta o copo em minha direção.- O que estamos comemorando ? - Pergunta chegando mais perto para que eu possa escutar melhor.

- Meu aniversário.

- Você está sozinha comemorando ?

- É. E você , oque faz aqui sozinho ?

- Bem eu vim encontrar alguém, mas ela não veio. - Faz um beicinho que da vontade de morder.- Posso comemorar com você?

- Sinto muito mais eu não estou suportando ficar aqui gritando.

- Eu conheço um lugar aqui perto... bora ?! - O encaro desconfiada. - O que foi ?

- Quem me garante que você não vai me matar e me desovar  na mata?

- Bom ... aqui não tem nenhuma mata. - coloca  a mão no queixo pensativo.

Pego minha bolsa e levanto, o acompanhado para fora da balada, ele me passa segurança de certa forma parece ser alguém legal, sei que posso está muito enganada.

Vamos descobrir.

- Apropósito, Júnior. - Estende a mão. - Júnior Albuquerque.

- Aurora. - Aperto a sua mão com firmeza.- Só Aurora.

Caminhamos por algumas ruas até chegamos em um restaurante vintage, bem aconchegante . Ele realmente acertou na escolha do lugar.

- Eai,  você mora com seus pais?- Pergunta quebrando o silêncio.

- Não. Eu divido apartamento com um amigo.

- Mas vocês se dão bem?

- Eu e meu amigo?

- Não. seus pais. - Diz me fazendo derreter novamente com o sorriso.

- Ata. Eles meio que me abandoram, o único contato que temos é financeiro... Eu ajudo com as despesas do meu meio irmão.

- Entendi.

- E você? Se encaixa fisicamente em perfil de "filinho de papai".

- Basicamente isso, mas minha família é normal sabe ?! Tem discussões e tal.

- Preciso ir no banheiro . - Digo cortando totalmente o assunto.

- No fim do corredor a direita .- Aponta o caminho com o dedo.

Quando volto ele está em pé enfrente a mesa com um sorriso de orelha a orelha.

- O que você fez ? - estreito os olhos, se afasta mostrando o bolo encima do móvel. Me emociono, ninguém nunca me deu um bolo... O abraço com força.

- Obrigada.- Suas mãos precionam minhas costas.

- Vai faz um pedido. - Diz animado. Eu assopro as seis velinhas.

- Porque seis ?

- Eu não sei sua idade daí pensei que seis era um número legal...

- Ok, então.

O assunto fluiu como se fossemos as pessoas mais íntimas do mundo, voltamos para rua da balada onde seus carro estava estacionado.

- O que me levou a pensar em porque  roupas de bebê tem bolso ?! - Fecho a porta do carro completando todo o meu raciocínio lógico.

- Realmente.- Ele passa a mão nos cabelos e me encara sem graça. - Aurora você acredita em amor em primeira vista?

- Acredito que paixão só faz você se fuder. - Olho pra baixo encarando o pano vermelho que cobre minhas pernas.

- O que aconteceu? Quem partiu seu coração?- Cutuca minha cintura, me fazendo sentir gastura.

- Eu saí de um " relacionamento" a pouco tempo.

- Como assim " relacionamento" ?

- É complicado... direita- aponto mostrando o caminho de casa.

- Eu estou com tempo...

- Então. - respiro fundo. - Eu estava com um cara ...

Conto tudo pra ele como se fosse um psicólogo, quando estaciona na portaria do apartamento eu já estou com a maquiagem toda fodida por conta da lágrimas. Me sinto mais leve por ter desabafado com alguém.

- Não fica assim por um babaca. - Acaricia  meu rosto.- Você é incrível... quero te ver denovo.

- Júnior, eu não sei se quero...

- É só um encontro , não um pedido de casamento.- Ele sorri me confortando. - Fica tranquila. Vamos fazer assim.-- Pega uma caneta jogada sobre o painel do carro, e anota o número em minha mão. - Você me liga quando quiser, a escolha é sua. 

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Eai  oque estão achando da história??
🤔🤔🤔

Desejos  proibidosOnde histórias criam vida. Descubra agora