Aurora
- Parabéns ! - Bea berra euforica assim que entro na lanchonete.
- Calma ae, é seu aniversário? Porque não me disse ? - Matheu pergunta cruzando os braços.
- Não é importante...- Dou de ombros
- É claro que é! E é por isso que nos duas vamos curtir a noite toda, e o senhor está convidado.
- Adoraria mais tenho prova hoje, prometo que a gente comemora amanhã. - segura meu queixo com leveza.
- Quando a gente sair daqui vamos comprar roupas....- Beatrice me puxa pelo braço fazendo planos que eu realmente não estou afim.
O dia rasteja lenta e dolorosamente, principalmente depois do trabalho. Bea pula de loja em loja me enfiando no provador com 500 peças de roupas, opto por um conjunto vermelho simples , já ela, compra no mínimo o suficiente para encher quatro sacolas.
Quando saio do elevador vejo Matheu trancando a porta.
- Ei... deixa aberta - corro pelo corredor. Ele sorri e abrindo a porta novamente.
- Divertasse hoje, mas não muito se é que me entende... se precisar de mim é só ligar que eu dou um jeito de ir te buscar. - Da um beijo em minha cabeça.
- Obrigada! - insinuo um sorriso.
Entro no apartamento, faço uma lista mental de tarefas:
• banho.
•roupa.
•cabelo.
•maquiagem.
• ração da Rodolfo.
•comer algo.
Assim que o interfone eu me apresso enfiando dois biscoitos na boca, encho o potinho de ração, pego a bolsa. Tranco a porta e desço com os saltos na mão.
Bea se gaba de sua beleza. insuportável.
Vamos pra uma balada que ela tem costume de frequentar. O lugar é desconfortável me sinto em uma gaiola.
- Amiga, esse é o Tyler.- Diz me apresentando um cara depois de ter sumido por vinte minutos. - Eu vou para o apartamento dele, ok ?!
Merda.
- Beleza... toma cuidado. - Ela concorda e some entre as pessoas puxando o garoto atrás dela.
- Quero uma Coca. - Grito pro barman que tem dificuldade de escutar por conta da música alta.
- Com whisky ou vodca?
- Pura. - Olho pra ele como se fosse um ET. Ele ri me entregando uma lata eu copo limpo -- Eu acho -- viro todo liquido no recipiente.
- Eu quero o mesmo que ela. - Me viro para identificar quem é e me deparo com o sorriso mais branco que já vi.- Está dirigindo ? - O garoto pergunta se sentando ao meu lado.
- Não porquê ?
- Não é normal uma pessoa bebendo algo sem álcool em uma balada. - Dou de ombros. - Você não parece está gostando daqui.
- Estou super, iupi... Estou comemorando. - Digo desanimada.
- Um brinde então.- Ele levanta o copo em minha direção.- O que estamos comemorando ? - Pergunta chegando mais perto para que eu possa escutar melhor.
- Meu aniversário.
- Você está sozinha comemorando ?
- É. E você , oque faz aqui sozinho ?
- Bem eu vim encontrar alguém, mas ela não veio. - Faz um beicinho que da vontade de morder.- Posso comemorar com você?
- Sinto muito mais eu não estou suportando ficar aqui gritando.
- Eu conheço um lugar aqui perto... bora ?! - O encaro desconfiada. - O que foi ?
- Quem me garante que você não vai me matar e me desovar na mata?
- Bom ... aqui não tem nenhuma mata. - coloca a mão no queixo pensativo.
Pego minha bolsa e levanto, o acompanhado para fora da balada, ele me passa segurança de certa forma parece ser alguém legal, sei que posso está muito enganada.
Vamos descobrir.
- Apropósito, Júnior. - Estende a mão. - Júnior Albuquerque.
- Aurora. - Aperto a sua mão com firmeza.- Só Aurora.
Caminhamos por algumas ruas até chegamos em um restaurante vintage, bem aconchegante . Ele realmente acertou na escolha do lugar.
- Eai, você mora com seus pais?- Pergunta quebrando o silêncio.
- Não. Eu divido apartamento com um amigo.
- Mas vocês se dão bem?
- Eu e meu amigo?
- Não. seus pais. - Diz me fazendo derreter novamente com o sorriso.
- Ata. Eles meio que me abandoram, o único contato que temos é financeiro... Eu ajudo com as despesas do meu meio irmão.
- Entendi.
- E você? Se encaixa fisicamente em perfil de "filinho de papai".
- Basicamente isso, mas minha família é normal sabe ?! Tem discussões e tal.
- Preciso ir no banheiro . - Digo cortando totalmente o assunto.
- No fim do corredor a direita .- Aponta o caminho com o dedo.
Quando volto ele está em pé enfrente a mesa com um sorriso de orelha a orelha.
- O que você fez ? - estreito os olhos, se afasta mostrando o bolo encima do móvel. Me emociono, ninguém nunca me deu um bolo... O abraço com força.
- Obrigada.- Suas mãos precionam minhas costas.
- Vai faz um pedido. - Diz animado. Eu assopro as seis velinhas.
- Porque seis ?
- Eu não sei sua idade daí pensei que seis era um número legal...
- Ok, então.
O assunto fluiu como se fossemos as pessoas mais íntimas do mundo, voltamos para rua da balada onde seus carro estava estacionado.
- O que me levou a pensar em porque roupas de bebê tem bolso ?! - Fecho a porta do carro completando todo o meu raciocínio lógico.
- Realmente.- Ele passa a mão nos cabelos e me encara sem graça. - Aurora você acredita em amor em primeira vista?
- Acredito que paixão só faz você se fuder. - Olho pra baixo encarando o pano vermelho que cobre minhas pernas.
- O que aconteceu? Quem partiu seu coração?- Cutuca minha cintura, me fazendo sentir gastura.
- Eu saí de um " relacionamento" a pouco tempo.
- Como assim " relacionamento" ?
- É complicado... direita- aponto mostrando o caminho de casa.
- Eu estou com tempo...
- Então. - respiro fundo. - Eu estava com um cara ...
Conto tudo pra ele como se fosse um psicólogo, quando estaciona na portaria do apartamento eu já estou com a maquiagem toda fodida por conta da lágrimas. Me sinto mais leve por ter desabafado com alguém.
- Não fica assim por um babaca. - Acaricia meu rosto.- Você é incrível... quero te ver denovo.
- Júnior, eu não sei se quero...
- É só um encontro , não um pedido de casamento.- Ele sorri me confortando. - Fica tranquila. Vamos fazer assim.-- Pega uma caneta jogada sobre o painel do carro, e anota o número em minha mão. - Você me liga quando quiser, a escolha é sua.
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Eai oque estão achando da história??
🤔🤔🤔
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Desejos proibidos
ChickLit(+18) Sem revisão / livro 1 Princesa , se eu pudesse iria te marcar pra sempre , assim você nunca se esqueceria de mim nem se quisesse .
