(trinta) Fernandes

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Aurora

- Você está  linda!

- Da licença querido eu sou linda. - Brinco com ele recebendo uma gargalhada em troca.

- Não posso discordar.- Ele me abraça e beija no canto da boca, não sei se foi intencional ou erro de cálculo mas Junior age  naturalmente.

Descemos as escadas entrando no carro  que está do outro lado da rua. Ele procura algo nos bolsos e depois no chão.

- Oque foi ?

- Acho que deixei meu celular no meu quarto.

- Sua casa é muito longe? A gente vai lá buscar. - Ele me encara como se eu tivesse resolvido o problema da fome mundial.

Após viramos algumas ruas ele estaciona enfrente a um casa gigante, da rua da pra ver a janela do segundo andar.

- Pode ir eu espero.- passo a mão sobre a calça retirando alguns pelos de gato.

- Não senhora, não vou te deixar no carro, você vem comigo.

Passamos por uma porta de madeira, o chão do porcelanato está tão limpo que tenho dó de pisar, ele me guia até a sala.

Júnior esbarra na mesa de centro fazendo barrulho.

- Fernandes ? - A que voz vem do cômodo ao lado me faz paralisar.

- Oi ?

- Você disse que seu nome era Albuquerque.- Minha voz sai em um sussurro.

- Fernandes Albuquerque, veio do meu pai.

- Você já volt... - Adam aparece na porta com um pano de prato jogado no ombro, assim que me vê ele paralisa.

- Eu esqueci o celular. Pai essa é a Aurora.

- Prazer Adam. - Estende a mão como se não me conhecesse, minhas pernas bambeiam demoro tempo demais pra raciocinar, não sei se bato a cabeça dele na parede ou o beijo.

- Prazer. - Entro no seu jogo apertando sua mão que já está estendida por alguns minutos.

- Está tudo bem amor ? - Carol passa a mão em sua nuca. - Há oi, Carol - segura minha mão com firmeza - você é muito bonita! - Diz sorrindo com aprovação em direção ao filho . 

- Obrigada. - respondo friamente, minha garganta está seca tenho vontade de gritar.

Adam mantém o contato visual sem desviar por um segundo se quer.

- Eu já volto. - Júnior sobe as escadas correndo. Algo apita Fazendo que Carol nos abandone. Sozinhos.

- Oque você está fazendo aqui. - Adam sussurra enrugando a testa.

- Oque ? - Meus olhos lacrimejam. Desvio o olhar para baixo. Não quero que ele vejo o quanto me abalou

- Aurora. Olha pra mim.- Ignoro seu pedido. -Aurora , você sabia que ele era meu filho ?- Segura meu rosto com força me fazendo encara-lo novamente.

- Vai pro inferno!

- Achei ! Estava na minha cama -A voz de Júnior chega antes dele, Adam da dois passos para trás se afastando.- Ta tudo bem com você? Seu rosto está vermelho.

- Eu tô com o pouco de calor, so isso. - Ele me encara desconfiado, eu o ofereço a mão ele segura entrelaçando os dedos nos meus, seus olhos brilham.

- Tchau Fernandes.  - Ele grita, praticamente me puxando. Antes de sairmos Carol aparece na porta.

- Volte mais vezes pra jantar conosco.

- Claro ! - Dou um sorriso falso, minha raiva me domina não consigo raciocinar direito.

- Está tudo bem mesmo ?- Junior pergunta assim que voltamos pro carro. - Meu pai é ignorante as vezes se ele tiver dito algo que te magoou pode me dizer.

- Eu tô bem eu juro. - Tento parecer o mais confiante possivel, mesmo a ponto de desmoronar.

Desejos  proibidosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora