Adam
- Já disse que não vou atender as ligações dela. - Falo pela quinta vez que Bianca entra no meu escritório.
- Não é sua mulher desta vez senhor. A senhorita Alves está esperando.
- Pode deixar ela subir.
A semana foi bem corrida sinto como se ela tivesse me atropelado, mal tive tempo de ver Aurora consegui encontra-la apenas em alguns horários de almoço.
Minha cabeça doi. Carol fez um " show" ontem a noite na frente da família alegando que eu não a trato bem, não estou presente em sua vida , passo várias noites fora e que não a amo mais .
O que é óbvio. Mas sei que ela gosta de chamar atenção com vitimismo.
- Oi Adam, espero não está atrapalhando...
- Você não me atrapalha. - Ela se senta em uma das poltronas, sua expressão é triste .- Geovanna, está tudo bem? - Vou para o outro lado da mesa ficando de frente para ela.
- Na verdade nao ... queria saber oque aconteceu na viajem que vocês fizeram. - Minha garganta seca. - O Henrique tá diferente comigo, ele mal me olha. Eu não sei oque eu fiz! Ele voltou diferente.- As lágrimas começam a escorrer em seu rosto, me agacho ficando na mesma altura que a dela. Limpo suas lágrimas com o polegar.
- A culpa não é sua. As pessoas mudam, talvez seja o trabalho, tá bem estressante essa semana. - Minto já sabendo o real motivo da mudança de comportamento. Ela nega com a cabeça colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha.
- Não é o trabalho, Sou eu, é algo comigo, nos estávamos bem entende ?! ...Ele quer o divórcio.- Seus olhos se encharcam novamente.
- Talvez isso não seja ruim. - Minha consciência pesa, sinto que a culpa de tudo é minha.
- Você sabe de algo ? - Ela pergunta desconfiada.
- Sei que você é linda, forte, inteligente... E merece alguém que enxergue e valorize o quão espécial você é. - um sorriso singelo aparece entre as lágrimas.
- Eu não tenho nada sem ele.- Seu rosto cora.
- Você tem a mim, te ajudo em qualquer coisa que precisar é só me avisar.
- Tudo bem, eu não vou mais pegar seu tempo.- Diz se levantando, eu à acompanho até a porta.
- Adam, obrigada por tudo. - Me abraça por alguns segundos.
Assim que me solta seus olhos encontram os meus, consigo sentir sua respiração acertando meu rosto. Ela fica na ponta dos pés apoiando as mãos em meu peito. Seus lábios molhados tocam os meus delicadamente.
Seguro sua cintura retribuindo o beijo que ganha um certo ritmo.
- Geovanna, isso não é certo. - Digo apoiando minha testa a dela.
- Desculpa. - Ela se afasta envergonhada. - Eu não sei oque deu em mim... meu Deus, Adam eu não...
- Está tudo bem. - Sorrio na intenção de acalma-lá. Ela me encara por um momento.
- A gente pode fingir que isso não aconteceu?
- Isso oque ? - Pergunto frazindo a testa. Ela sorri deixando suas covinhas amostra.
- Tchau Adam, a gente se vê depois.- Diz se virando.
****
Chego em casa às 00:37, abro uma cerveja, subo as escadas caminho pelo corredor arrastando os pés.
- Pai ? - A porta se abre atrás de mim.
- Oi ?
- Vem cá.
- Você tá de roupa? Se não eu não vou.- Digo entrando em seu quarto.
- Você brigou com a minha mãe denovo?
- Não me lembro.
- Ela estava chorando hoje.
Novidade.
- Então filho.- Me sento ao seu lado .- Eu e sua mãe não estamos dando certo... você entende ?!
- Pai eu tenho 19 anos, não 5. - Diz sério.
- Eu não amo mais ela.- Sinto um alívio ao dizer em voz alta, como se eu tivesse retirado uma tonelada das minhas costas.
- Porque vocês estão juntos então? - Pergunta depois de alguns minutos de silêncio.
- Costume. - Não quero colocar a responsabilidade nele.
- Mas vocês vão se divorciar?
- Não sei.
- É por isso que você voltou a beber ?
- Não... tem muita coisa acontecendo, mas isso é problema meu, você não tem que se preocupar. Eu vou resolver tudo.- Me levanto e bagunço seu cabelo com a mão.
- Pai... Eu te amo. - grita assim que fecho a porta.
- Também te amo filho.
Entro em meu quarto, Carol está dormindo. Usa uma blusa minha. Fecho as janelas, arrumo o cobertor em seu corpo e retiro o cabelo que está sobre o seu rosto.
Sua bochecha amassada pelo travesseiro me faz sorrir. Não sei como mudamos tanto, onde foi que nos perdemos. Caminho em direção a porta novamente.
- Amor ?! - Ela diz esfregando os olhos - Vem pra cama.
- Não.
- Por favor... Eu juro que não fazer nada, tô com saudades de você. - Ela se senta.- Eu juro!
Retiro os sapatos e a roupa, ficando apenas de cueca, a encaro desconfiado pela última vez. Ela faz um sinal em X sobre o peito em seguida beija os dedos.
Me deito ao seu lado -- Minhas costas agradessem -- Ela se ajeita animada em meu peito.
- Amo o seu cheiro...
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Desejos proibidos
ChickLit(+18) Sem revisão / livro 1 Princesa , se eu pudesse iria te marcar pra sempre , assim você nunca se esqueceria de mim nem se quisesse .
