ADAM
A semana está fria, hoje em especial superou minhas expectativas.
Me livro dos sapatos ao entrar em casa, passo pela sala principal até chegar a escasda seguindo até o quarto.
Quero apenas um banho quente, ligo o chuveiro e sinto cada gota acertando meu rosto.
- Senti sua falta... - afirma numa voz manhosa enquanto deposita um beijo em minha nuca.- Você só fica trabalhando ou no bar.
- Carol estou exausto, nós já chegamos a um acordo sobre isso.- interrompo o caminho que suas mãos percorriam descendo por minha barriga.- Nosso casamento acabou.
- Adam nós estamos vivendo na mesma casa e nossos filhos não sabem que estamos separados.
- Mas eu sei que estamos separados.- abandono a águas quente que me fazia relaxar e enrolo uma toalha na cintura- A decisão foi sua de não contar pra eles.--Ela praticamente corre atrás de mim pelo quarto.
- Você vai sair de novo, Adam você acabou de chegar...- ignoro colocando a primeira roupa que consigo alcançar - Porra Adam, sério?! Aonde você vai.
- Não precisa se preocupar , eu sou bem crescidinho sei me cuidar.
****
- Quero uma vodka com soda por gentileza.- Me direciono ao barman que afirma com a cabeça e se vira para preparar meu pedido, me sento em um banco sem encosto em frente ao balcão, as luzes trocam de cores em uma sequência rápida de tempo, o som alto onde batidas aleatorias ecoam por todo salão.
Já se passam das 23 hrs, logo as dançarinas irão começar o show. Já decorei a curva do corpo de cada uma delas , até mesmo algumas coreogra- fias . Se tornou praticamente sagrada minha presença aqui.
O barman desliza o copo pela bancada até que chegue em minha mão.
- Sr. Café? - uma voz doce me retira dos meus pensamentos, me viro em sua direção tentando reconhecer de quem seja.
- Garçonete?! - Deixo um breve sorriso escapar.
- Aurora .- Estende a mão em minha direção, me apresento formalmente, ainda não entendi a do "Café " .
- O que o Sr. Faz num lugar como este ? - Questiona num ar brincalhão com as mãos na cintura.
Porra, como ela é linda, sem comentar seu corpo . Realmente o uniforme destrói as pessoas .
- Sabe que também estou me perguntando isto. Por favor me chame de Adam.
-Sim Sr... Bem, estou trabalho aqui alguns dias da semana.- Diz se sentando ao lugar vago ao meu lado.
-Nunca te vi aqui, e quando estou aqui não fico ao celular.- Arqueio as sobrancelhas dando um tom sarcástico a frase.- E sinceramente frequento aqui mais do que gostaria.
- Hãm...É... Eu trabalho no andar de cima. Hoje estou substituindo uma colega que não pode vir.
-Determinada você hem , trabalha em horário integral, quer ficar milionária?! - Ela solta uma gargalhada que chama atenção das pessoas ao redor.
- Na verdade quem trabalha aqui tem direito a um quarto no prédio ao lado , e digamos que a lanchonete não tem uma salário tão generoso assim.
- Entendi... E mesmo assim você recusa minhas gorjetas. - Digo num tom seco virando o restante do liquido do copo.
- Eu trabalho em dois lugares justamente pra isso. - Um silêncio incômodo se forma, mas logo é quebrado - Alguém já disse que você é arrogante?
- Acho que eu nunca conheci alguém que tenha afirmado o contrário. - A encaro, mas é diferente, ela não se intimida.
Tenho vontade de morder seus lábios vermelhos.
- Bem... hora do show- Levanta em um pulo e se direciona ao palco.
▪︎▪︎▪︎
PUTA QUE PARIU.
Que show, tive até medo de lavantar e escorregar na minha baba.
Ela desce do palco e vem desfilando em minha direção com sorriso de orelha a orelha, não resisto e devolvo com meu melhor sorriso que some assim que um homem a puxa pelo braço e a prensa em uma pilastra , sinto meu sangue ferver pela forma que ele a devora com os olhos. Não sei se eles se conhecem e também não me importo vou em sua direção assim que ele começa a gritar algo que não consigo decifrar.
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Desejos proibidos
ChickLit(+18) Sem revisão / livro 1 Princesa , se eu pudesse iria te marcar pra sempre , assim você nunca se esqueceria de mim nem se quisesse .
