Adam
- Vocês estão saindo ? - Eles paralisam com minha voz.
- Vamos almoçar fora. - Fernandes diz.
- Onde?
- Em um lugar ai.
- Que seria ? - Ele olha para o celular.
- Vamos almoçar com seu irmão que teve de fazer um almoço pra compensar a merda que você fez no último encontro. - Carol desce as escadas como se fizesse parte de um filme.
- Na casa dele ?
- Não, você acha que ele é idiota.
- Onde vai ser ?
- Por que eu te diria?! Pra você voar em um dos convidados ?!
- Você não sabe oque ele fez.
- Disse que sua namoradinha é bonita e ela surtou ?! - Gesticula com as mãos.
- Carol, onde vai ser.
- O que ele fez ? - Fernandes volta pra conversa novamente. Não respondo, não consigo falar sobre isso, sinto-me culpado por não ter aparecido. - Pai, o que ele fez?
- Nada. - Não vou expola desta forma.- Eu só tenho que encontrá-lo, você entende?!
- Júnior não ! Vamos, anda. - Carol o puxa pelo braço. - E você fica.
Então decidi fazer oque era o certo.
Segui seu carro mantendo certa distância. Precisava encontrar aquele filho da puta.
Ela estaciona e segue até um portão que está aberto, decido por um esperar um pouco.
Os pensamentos que se formam fazem meu estômago se revirar, não consigo parar de imaginar Aurora tentando sair de seus braços, seu choro, o desespero.
Quero mata-lo.
Tenho que fazer isso. Por ela, por nós.
A cada passo que dou meu sangue corre mais rápido, como um impulso. Não consigo parar de pensar em como aconteceu, e eu não vi.
Como não percebi ? Como não escutei?
Bom agora eu escuto. Cada grito, cada lágrima está tudo na minha mente toda vez que fecho os olhos.
O barrulho alto das conversas me incomoda, procuro seu rosto entre os outros -- Porque tantas pessoa?- empurro todas que resmugam aborrecidas, não me importo. Caminho pelo jardim meus sapatos se afundam na grama recém regada.
Sua voz soa limpa, como se todos se calassem e só houvesse ele ali, minha cabeça pulsa um nó se forma na garganta,as pessoas se transformam em borroes mas meu objetivo é claro.
Acerto seu maxilar o fazendo cambaleiar, o cheiro de cerveja possui o ambiente a luz do sol reflete na garrafa que se despedaçou. Uma mulher grita algo é corre. Ele devolve o golpe rapidamente.
o gosto de sangue não é agradável.
Alguém agarra meu braço me puxando pra trás.
- Deixa ele. - Kennedy diz gargalhando. - SOLTA ELE . - passa a mão no nariz machando a bochecha de vermelho.
Filho da puta.
Seguro em sua cintura o jogando no chão, o som da sua cabeça batendo contra o concreto ecoa. Ele sorri freneticamente.
- Você está com ciúmes porque ela disse que sou melhor que você ?!
Desgraçado.
O acerto novamente com toda força que tenho mas desta vez eu não paro. Não enquanto ele estiver respirando.
Seu sangue pinta o chão que o absorve com certa facilidade. Seus olhos estão tão inchados que não conseguem se abrir.
Depois de um certo tempo ele parou de tentar reagir, não sei se ainda está acordado mas sei que ainda respira. Não é a hora de parar. Não ainda ...
- Pai chega, pelo amor de deus. Chega.- Tenta envão tirar de cima dele.
Ele para. Não consigo notar nenhum movimento se quer, me aproximor de seu rosto para conferir sua respiração mas sou arrancado dali por algumas pessoas. Elas gritam me xingando mas não me interesso continuo concentrado no corpo estirado ao chão.
Então ele respira fundo e tosse se engasgado no próprio sangue.
Desgraça.
Tento avançar novamente e sou puxado com mais força, várias pessoas se aproximam para tentar ajudá-lo.
- Pai olha pra mim, olha pra mim. - Júnior está parado na minha frente, suas mãos tocam meu rosto. - Vamos embora. Chega, vocês conseguiu.
- Eu tenho que matar ele. - Minha respiração se descontrola o cheiro do suor me incomoda.
- Não, você não tem. Respira, olha só pra você. - Tudo vem a tona me sinto derrotado, lembro-me de ter prometido a Aurora que não iria fazer nada, que iria esquecer.
Mas como eu poderia ?
Como poderia ?
- Pai ?! Vem vamos sair daqui. - Apenas o sigo pelo caminho até o carro.
Me sento no banco do passageiro, a adrenalina se esvai aos poucos me fazendo sentir dor, só então que tomo consciência do sangue em minhas mãos que tambem esta presente por toda minha blusa.
Sinto nojo do sangue dele, retiro a camisa rapidamente, tento limpar os braços mas acabo espalhando mais.
- Fica calmo vou te levar pra casa... Porque você fez isso? - Olha para minhas mãos sujas.
- Eu precisava.
- O que ele fez...Com ela ?
- Eu só precisei.
*******
Eai pessoinhas?!
Gostaria de informar que já estamos nas retas finais. 🙇♀️🙆♀️🤗
Agradeço por estarem acompanhando até aqui ♥️😊.
Bjim.
De : mim
Para : vocês
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Desejos proibidos
Chick-Lit(+18) Sem revisão / livro 1 Princesa , se eu pudesse iria te marcar pra sempre , assim você nunca se esqueceria de mim nem se quisesse .
