(Versão Soha)
Uma doença assolou nossa vila na época em que nasci. Disseram que muitas pessoas morreram e que não conseguiam fazer quase nada. O pouco que fizeram foi isolar os doentes para que a doença não se espalhasse mais. Meus pais estavam entre os doentes.
Senhora Finarla me criou desde bebezinha. Ela nunca me escondeu sobre meus pais e também nunca me deixou chamá-la de mãe. Lembro que ela chorou quando a chamei de mamãe e eu devia ter uns 4 anos. Ela enxugou as lágrimas, me abraçou e me disse chorando que meus pais não estavam aqui.
Ela sempre me deixou livre para brincar com os meninos e meninas da vila, mas ficava muito brava quando ela mandava eu fazer alguma coisa e eu não queria. Desde que me conheço por gente brincava com o Dastar, a Lowel, a Manne, o Nida e o Thalli. Temos uma idade próxima e nos damos muito bem.
Dastar é um menino atrapalhado e medrosinho, mas ele sempre foi gentil com todo mundo. A Lowel e a Manne são irmãs e elas brigam muito entre si, haha. O Nida é um menino esperto que vem nos contar toda novidade que ele escuta por aí. Thalli é um menino quieto, mas acho que ele é muito inteligente e até está ajudando a senhora Finarla.
- Soha! Está pronta?
- Sim! Vamos!
Até aquele dia, Thalli não falava muito com a gente. Ele sempre aparecia, ficava no canto nos ouvindo e depois ia embora. Eu queria que ele brincasse mais com a gente.
Fiquei surpresa quando ele me chamou para ajudá-lo com o Dastar. Sim, claro! Dastar era nosso amigo e eu com certeza iria ajudar, mas minhas pernas não se mexiam até que ouvi Thalli me chamando.
Ele parecia outra pessoa. Parecia que até então ele estava fingindo ser alguém. Pra falar a verdade nem tinha percebido que ele tinha voltado a aquele tronco caído. Ele foi o primeiro a agir.
- Soha! Eu fiz isso pra gente brincar.
- O que é isso? É pra brincar de tacar na cara do outro?
- Não. Isso se chama pião. Deixe-me mostrar.
Depois de um tempo que ele passou a frequentar a minha casa, ele começou a inventar umas brincadeiras pra gente se divertir. Estava adorando essa proximidade.
Eu tentei jogar aquele jogo, "Dhamã?", mas sempre perdia e me enjoei. Fiquei então vendo os outros jogarem. A Manne ganhava de todo mundo, vê se pode?!
- Até amanhã, Soha!
- Até, Thalli!
O céu já estava laranja e Thalli me acenava de longe, sorrindo.
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A Jogada de Thalli
FantasyEsta é mais uma história de uma garota deste mundo. Ela reencarna no corpo de uma criança elfa negra, em outro mundo, com todo o conhecimento anterior após morrer em um acidente. A criança é um menino. A confusão sobre seu novo sexo, cultura totalme...
