Karen volta ao litoral, para tentar desvendar seu passado, e para isso, vai contar com a ajuda do puro e singelo amigo Felipe, mas não imagina que está abrindo uma verdadeira caixa de pandora que irá abalar a sociedade litorânea!
O Padre Josué sentia-se muito estranho no meio de todos aqueles jovens barulhentos. Quando falou em receber ajuda, não imaginou que Karen conseguiria tão rápido.
Ali estava toda a turma do primo Paulo, e também o pessoal dos salva-vidas, todos ansiosos para participar e ajudar. Todos se organizaram em equipes e dividiram as tarefas entre si.
O irmão Josué tinha pensado em algo bem simples... conseguir uma charrete, encher ela com os presentes, e ele, vestido de papai Noel, distribuíria os presentes pras crianças... mas Karen resolveu transformar tudo numa grande produção da Broadway.
Conseguiu convencer os bombeiros a emprestar um carro de bombeiro, que eles enfeitaram pra parecer um grande trenó. O jóquei clube emprestou dois cavalos treinados, que ganharam acessórios para parecerem duas grandes renas, e foram posto em marcha diante do caminhão.
Todos os jovens que se voluntariaram pra trabalhar na entrega, receberam fantasias de duende, encomendadas por Karen, com direito até a orelhinhas pontudas.
***
No grande dia, o padre Josué se vestiu de papai Noel, e Karen, muito orgulhosa, estava ao seu lado como mamãe Noel.
Karen alugou uma fantasia de anjo para o primo Paulo, que vestiu a muito contragosto, mas acabou sendo a sensação da festa.
Havia centenas de crianças à espera de um brinquedo... por sorte Karen bolou um sistema de senhas pra não presentear pessoas repetidas, enquanto outras ficavam sem.
Carlos estava encarregado das fotos do evento, e tanto o padre Josué, quanto Karen estavam tendo bastante trabalho, tirando foto com as crianças... mas quem estava chamando a atenção mesmo era Paulo.
As crianças mexiam em suas asas, tocavam seus cabelos, e saiam de lá crentes que ele era um anjo de verdade.
Depois da entrega dos brinquedos, e de cestas básicas para as famílias carentes, um grande banquete foi oferecido. A guarda costeira ajudou a patrocinar.
A festa durou até tarde, e todos já estavam exaustos, mas a alegria era tão grande que todo o esforço valeu a pena.
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Carlos começou a guardar seu equipamento fotográfico, e Silvana estava bem interessada no assunto, e se ofereceu pra ajudar.
No momento da festa, não tinha lugar para estacionar, já que toda a praça em volta da igreja estava fechada para o evento. Perto dali existia as ruínas de uma antiga fábrica, e durante o dia, pareceu uma boa ideia aos amigos deixar o carro por ali... mas agora, tarde da noite, e no escuro, o cenário era um tanto sinistro.
Dar a volta no quarteirão era a opção mais segura, mas era uma longa caminhada, então Carlos e Silvana resolveram guardar o medo no bolso e atravessar pelo meio das ruínas mesmo.
Carlos não imaginou o quanto aquelas velhas ruínas poderiam ser assustadoras à noite. Enquanto atravessavam os escombros, ele se arrepiou com o quão sinistro era tudo aquilo, enquanto Silvana estava animada, só imaginando que aquele era um lugar bem divertido pra dar uns amassos em alguém.