Salva vidas colação de grau

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A cerimônia de formatura foi suntuosa. Eles estavam todos vestidos com o uniforme de gala dos bombeiros, dando um brilho todo especial ao grupo.

Era lindo vê-los uniformizados, iluminados pelo sol da praia, todos em ordem unida, aguardando o transcorrer da cerimônia.

Após um longo discurso do prefeito da cidade, foram entregues algumas premiações e um certificado que transformava a todos em bombeiros civis. Cantou-se o hino nacional e todos foram dispensados para a festa de logo mais a noite.

Karen estava acompanhada da tia e de outros familiares, quando um enorme buquê de flores apareceu diante dela.

Era o buquê de flores mais lindo que ela já tinha visto na vida, mas atrás dele, estava alguém cuja presença era a última coisa que Karen queria ver naquele momento: Daniel Vila Real.

Ele sorria, ingênuo, como se nada de errado tivesse acontecido. Karen ficou muito séria e perguntou contrariada.

— O que você faz aqui? Pensei que minha tia tinha sido bem clara quando disse que você não deveria aparecer até segunda ordem.

— Estou aqui com o consentimento dela!

— Daniel soltou um irresistível sorriso ingênuo, desarmado as defesas de Karen — Eu entendi tudo errado, não sabia que aquela noite tinha acabado tão mal pra você! Vamos conversar, por favor! Temos muitas coisas pra esclarecer!

Karen encarou Daniel, tentando avaliar sua sinceridade. Mas Daniel era muito carismático e convincente, tornando quase impossível saber se estava sendo sincero ou não. Ele colocou as mãos postas em súplica e sorriu com ingenuidade.

— Por favor, Karen! Acredito que cinco minutos seja suficiente pra esclarecer esse mal entendido.

Karen queria virar as costas e deixá-lo sozinho, mas sentia curiosidade de saber qual desculpa ele inventaria. Karen olhou para o relógio em seu pulso e o apressou.

— Está bem, cinco minutos a partir de agora! Vou te dar apenas uma chance de se explicar, e com poucas palavras, por favor.

— Está bem! — Daniel usava sua expressão mais convincente pra derrubar as barreiras de auto defesa de Karen — Em primeiro lugar, você precisa saber que eu não tenho nada a ver com o que te fizeram. Eu realmente só estava tentando ajudar... quando vi que você estava alterada, eu te levei, na intenção de te ajudar... mas não sei quem possa ter colocado alguma coisa na sua bebida... eu não sei de nada e estou tentando descobrir ainda o que aconteceu.

Karen sorriu debochada.

— Está bem, Daniel! Vou fingir que acredito em você.

— Juro por tudo o que é mais sagrado! — Daniel continuou se fazendo de vítima — Naquela noite eu só tinha mesmo a intenção de te levar para a enfermaria, e te ajudar a melhorar... mas quando você começou me agarrar daquele jeito, e tentar me seduzir... Não sou de ferro! E não me arrependo! Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Adorei cada segundo e não me arrependo de nada... só de ter te magoado. Pensei que estivesse fazendo aquilo de livre e espontânea vontade.

Karen já começava a vacilar.

— Quer dizer que aconteceu mesmo algo entre nós naquela noite?

— Sim Karen! — Daniel agora estava sendo convincente — E não sei se você realmente não se lembra de nada, mas foi mágico! Não paro de pensar em tudo. Se você realmente não se lembra de nada, quero ter a chance de te mostrar como tudo foi maravilhoso!

Daniel ajoelhou-se, e estendeu para ela um estojinho com um estonteante anel de brilhantes.

— Por favor, Karen! Quero reparar meu erro com você! Me dá a honra de ser minha noiva?

Caleidoscópio Histórias para pegar e não largar. Descubra agora