Karen volta ao litoral, para tentar desvendar seu passado, e para isso, vai contar com a ajuda do puro e singelo amigo Felipe, mas não imagina que está abrindo uma verdadeira caixa de pandora que irá abalar a sociedade litorânea!
Quando Karen voltou pra cabana, Felipe não estava. Karen ficou preocupada, mas ainda estava zangada demais pra demonstrar e ir atrás dele.
Acendeu a lareira e deitou-se novamente. Seu corpo estava muito dolorido ainda, por causa do acidente da noite anterior, e provavelmente estava com um pouco de febre.
Arrependeu-se por ter sido cabeça-dura e não ter repousado.
Os trovões aumentaram a intensidade, e Karen cobriu a cabeça pra resistir a vontade de sair correndo atrás de Felipe. Afinal, era ele quem deveria ter ido atrás dela...
Ela estava doente e tinha que repousar. Felipe era adulto, e sabia se virar.
Uma chuva com pingos pesados começou a cair e Karen pensou que não era possível que Felipe ainda não tivesse voltado. Talvez ele ainda estivesse lá fora procurando por ela.
Karen agora se sentia destruída pelo remorso. Com certeza Felipe tinha saído atrás dela, e alguma coisa aconteceu.
Por que não tinha procurado por ele quando chegou? Era um perigo absurdo ficar em campo aberto numa tempestade como aquela. Se acontecesse algo com Felipe, Karen nunca ia se perdoar.
Um grande soluço sacudiu o corpo de Karen, e ela levantou-se, e saiu desvairada na tempestade.
Karen gritou por Felipe, mas sua voz se perdeu no barulho das águas. A chuva caía torrencialmente, com raios assustadores, ainda assim Karen continuou procurando por Felipe, sufocada pelos próprios soluços de remorso. De repente um vulto correu em sua direção.
Felipe agarrou Karen em seus braços como se ela fosse uma tábua de salvação, agradecendo infinitamente a Deus por ela estar bem.
— Oh Karen, graças a Deus você está aqui! Não imagina o quanto fiquei preocupado com você! Nunca mais me faça passar por um susto desses!! Nunca mais saia de perto de mim!!!
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Os dois se abraçaram com ardor, agradecidos aos céus por não ter acontecido nada ruim, mas passada a comoção, Karen empurrou Felipe e começou a dar socos no peito dele enquanto chorava convulsivamente.
— Que droga Felipe! Você não merece minha preocupação! Você não liga pra mim, está sempre me rejeitando! Que droga... droga... mil vezes droga!!!
Karen sentia um misto de alívio e raiva por dentro, então Felipe a tomou nos braços, e a abraçou daquela forma tão mágica que lhe dava tanta segurança.
— Eu que deveria estar zangado com você! Te procurei a tarde inteira! Oh Karen, você não imagina como fiquei desesperado... se alguma coisa acontecesse com você...
Felipe tomou-a nos braços e a beijou louca e desesperadamente.
Tudo parecia um sonho e Karen perdeu totalmente a noção de realidade. Os lábios de Felipe moviam-se sobre os seus de um jeito tão sublime que retirou dela todas as forças.