Karen volta ao litoral, para tentar desvendar seu passado, e para isso, vai contar com a ajuda do puro e singelo amigo Felipe, mas não imagina que está abrindo uma verdadeira caixa de pandora que irá abalar a sociedade litorânea!
Logo pela manha, madame Esmeralda acordou karen para ir com ela à missa. Karen acordou sentindo-se um lixo. Tinha a sensação de ser a pessoa mais idiota da face da terra.
Sabia que não amava Daniel. Chegou a sentir uma irresistível atração por ele, mas agora até isso tinha acabado. Não entendia ainda onde estava com a cabeça quando resolveu dar uma chance pra ele.
Karen tentou inventar uma desculpa para não ter que acompanhar a tia. Chegou mesmo a dizer que não estava se sentindo bem, mas a tia insistiu tanto que Karen concordou em ir a contragosto.
Na verdade, o problema não era a missa, era encarar Felipe, depois de quase ter se entregado a Daniel na noite anterior.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
A manhã estava pavorosamente quente, e Karen sentiu-se tonta ao entrar na igreja. As imagens dos vitrais olhavam acusadoras para ela, e Karen se sentiu impura.
Karen queria sentar-se nos últimos bancos, mas madame Esmeralda fazia questão de sentar-se na primeira fila. A missa seria presidida pelo padre Josué, e Felipe estava apenas como seu auxiliar.
Karen sentiu um baque surdo no coração quando ficaram frente a frente e baixou o olhar, ignorando-lhe o cumprimento.
Felipe ficou frustrado, mas pensou consigo mesmo que era melhor mesmo manter distancia, assim manteria os sentimentos sob controle.
Durante o sermão do padre Josué, Felipe não conseguia desviar os olhos de Karen, sentada a sua frente, com um véu negro sobre os cabelos, de olhos fechados, compenetrada em seus pensamentos.
Felipe percebeu que nunca presenciou na vida uma imagem mais gloriosa, e apesar de achar Karen o ser mais divino daquele local, ainda assim não conseguia parar de sentir-se atraído por ela.
Karen, por sua vez, estava num dilema. Desejava Felipe mais que qualquer coisa que já tenha desejado em sua vida... Olhando para ele, acreditava mesmo que o estava amando.
Mas sabia que não tinha o direito de deseja-lo, ainda mais depois do seu relacionamento conturbado com Daniel... mesmo que Felipe não lhe fosse proibido, ela era indigna dele.
Karen começou a sentir-se tonta. Esmeralda percebeu o mal estar da sobrinha.
— Sente-se bem? Querida!
— Não muito, tia... estou tonta e enjoada... deve ser porque não dormi bem à noite.
— Vá lá fora e refresque-se — Esmeralda disse de pronto — Se continuar aqui, vai acabar desmaiando e causando uma cena.
Karen, mais que depressa, obedeceu a tia, e levantou-se, correndo pelo corredor lateral da igreja, ganhando a rua como num passe de mágica.
O sol beijou-lhe as faces como um bálsamo. A opressão de sentir-se vigiada por todos aqueles vitrais, fez Karen desejar fugir dali. Ainda estava ofegante quando uma mão tocou seu ombro.