Steve e Natasha

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- Eu já disse que estou bem! – Protestou Natasha, enquanto Bruce removia os estilhaços de bomba de seu flanco. O médico queria sedá-la completamente, enquanto a Viúva Negra consentira apenas em anestesia local, e agora estava imóvel na maca cirúrgica, deitada de lado e olhando zangada para Clint e Steve, os quais agiam como se ela estivesse prestes a morrer. – Steve, nem pense em me olhar com essa cara. E Clint, pare de se culpar. Eu fiz uma escolha ao não me proteger da explosão: era isso ou perder o que tínhamos ido buscar. E não, não tinha como você pular na minha frente, pelo que fico grata: minha roupa tem uma blindagem maior que a sua. Então os dois podem, por favor, parar de agir como se eu fosse ficar inválida?

- Natasha... Você desmaiou. – Argumentou Barton, cuidando de ficar longe do alcance de um eventual chute.

- É, Clint, acontece quando se bate a cabeça. Mas foram cinco segundos! Fala sério, eu já te nocauteei por mais tempo do que isso, treinando. Você já me deixou apagada por quarenta e dois segundos! Isso foi só um acidente. Alguns pontos, e amanhã estamos de volta a campo. – Ela contorceu o rosto e xingou em russo quando Banner começou a puxar uma lasca de metal profundamente enterrada entre suas costelas. – Ok... Depois de amanhã.

- Sem querer te deixar desanimada, Nat, mas isso vai te deixar de licença por uns quatro dias, no mínimo. E isso contando com sua regeneração rápida. – Interveio Bruce, cauterizando de imediato os vasos que começaram a sangrar quando removeu o fragmento. Natasha xingou de novo, e Clint brincou:

- Ow, que boca suja! Temos um cavalheiro na sala, Romanoff!

- Vá se danar, Barton. – Resmungou o Capitão, chegando um passo mais perto da maca. – Deixe Bruce te dar uma anestesia geral.

- Não é uma boa ideia. – A espiã suspirou, trincando os dentes, e isso fez Rogers instintivamente segurar sua mão livre, a qual ela fechou com força em torno dos dedos do homem, por reflexo. – Da última vez que me sedaram, acordar-me não foi uma situação segura. A quantidade necessária para me apagar é muito alta, então despertar de todo demora alguns minutos, durante os quais posso ser... Agressiva.

- Eufemismo. – Constatou Clint – você nocauteou o médico e dois enfermeiros, além de quebrar o meu nariz quando te segurei. Em cinco minutos, e sem ficar em pé.

- Exato. Não é uma boa ideia. E me conter com restrições ia fazer eu reabrir todos os pontos, lutando.

- Você, Natasha Romanoff, é um caso perdido. – Disse Steve, sorrindo terno para ela. E alguma coisa na espiã dizia a ela para se afastar, para tomar cuidado, mas naquele momento estava feliz por tê-lo ali. A mão dele segurando a sua quando a apertava parecia muito reconfortante, e preocupada em manter sua dignidade durante o procedimento, não pensava nas implicações de se deixar tão vulnerável na frente de Steve. Mesmo porque, pedir para que saísse seria, além de inútil, estranho, uma vez que Barton e Banner continuavam ali. Em última instância, eram colegas e amigos. Mesmo que parecesse muito errado se sentir tão reconfortada simplesmente por ele estar ali.

A sala ficou em silêncio, ouvindo-se ocasionalmente um ou outro gemido da espiã, até que Bruce houvesse removido todos os fragmentos de seu braço, costelas, quadril e pernas, e suturado os ferimentos.

- 150 pontos, Natasha. – Disse Banner, em tom de censura. – Você é praticamente uma colcha de retalhos, do lado esquerdo. E qual é sua paixão por sentir dor?

- Eu poderia jogar basquete. – Brincou a moça, sentando-se e fechando a camisola cirúrgica. – Se já entrar em quadra com 150 pontos, nem o Cap e o Clint juntos viram o jogo. – E ante a pergunta do médico, deu de ombros. – Fetiche? – Nada como mirar em um e fazer dois corarem! Rogers e Banner ficaram de um tom vermelho intenso, obrigando-a a rir. – Ai! Seus tontos, não posso rir! Dói!

A Aranha na TeiaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora