Proteção

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A Viúva Negra fitou sua filha adormecida no sofá – fora difícil fazê-la dormir, mas enfim acontecera – com certo alívio; após a entrevista, haviam providenciado refeição para ambas, mas Romanoff se recusara a ser movida para um alojamento: não apenas o espaço era pequeno e angustiante, perfeito para causar gatilhos de pânico em Lucy, mas ficar na sala garantiria que todos continuassem muito cientes de sua presença. De fato, a cada poucas horas alguém viera lhe falar, tomar novos depoimentos – se achavam que a tática de a interrogar várias vezes a faria errar, pelo cansaço, estavam muito enganados. Ela fora treinada para resistir a isso mesmo sob tortura. – ou apenas informa-la sobre o andamento das coisas. Phil ainda não viera por estar ocupado, fazendo as mídias noticiarem as versões desejadas pela SHIELD, mas não tardaria a vir. Não podia tardar, pois manter a mulher ali por muito mais tempo seria impossível.

Quando ouviu passos no corredor, novamente, Natasha respirou fundo e apertou as mãos em punho, contendo a raiva: se fosse mais uma entrevista que fosse, iria até o escritório de Coulson, agarrá-lo pelo pescoço! Colocou-se protetoramente entre a figura adormecida da filha e a porta, mas quando esta se abriu, não pode conter uma exclamação:

- Clint! Steve! – A ruiva se adiantou e envolveu o amigo num abraço, seguindo para o companheiro, que lhe deu um beijo na fronte. – O que estão fazendo aqui?!

- Viemos atrás de você, é claro. Ligou seu rastreador, imaginamos que estaria com problemas. – Respondeu Clint, enquanto Steve fechava a porta, antes de se voltar para ela:

- O que aconteceu? – O soldado tocou o ombro de Natasha, que até o momento ela não percebera ter machucado num tiro de raspão.

- A HIDRA veio atrás de Lucy. – Explicou Natasha. – Doze atiradores, três carros de perseguição e um carro-aríete. Não eram profissionais, mas Lucy matou um deles, tentando me proteger. Ela... Implodiu o cérebro do atirador que mirou em mim. – Os dois homens franziram as sobrancelhas, parte em preocupação, parte em surpresa, mas Steve apenas perguntou:

- E como ela está?

- A salvo. Cansada, assustada e ansiosa para ir para casa, mas a salvo. – Romanoff, esfregou o rosto e se apoiou na parede, aceitando o braço que Clint passou por seus ombros enquanto Steve ia para junto de Lucy, ajoelhando-se e beijando sua testa.

- Papa? – A criança o chamou ainda sonolenta, e ser chamado de pai pela garotinha que roubara seu coração colocou um enorme sorriso no rosto de Rogers, que a abraçou:

- Oi, filha. Tio Clint e eu viemos para dar uma ajuda a vocês. Como você está?

- Imaginando quanto autocontrole mama tem, para não ter atirado em ninguém, até agora. – A menina brincou, enquanto se sentava enrolada no cobertor. – É o que ela quer fazer desde que a gente chegou.

- E já ficaram tempo demais, por aqui. – Completou Clint, o que lhe rendeu um leve anuir da Black Widow.

- Estou esperando para estripar o Coulson pessoalmente... E como vocês dois entraram... – Ela parou a pergunta antes de concluir. – Estão me deixando realmente orgulhosa, garotos. Alguém sabe que estão aqui?

- Talvez duas ou três pessoas, trancadas nos armários dos vestiários e temporariamente nocauteadas. – O arqueiro comentou com tom divertido. – Tubulação de ar serve para isso. Embora o Steve tenha ficado preso, e eu lamentei não ter uma câmera. – O ar de diversão sumiu, contudo, em sua fala seguinte. – Vamos.

- Ainda não. Esperei até agora porque a SHIELD cresceu os olhos sobre Lucy, e quero garantir que não haverá mais um grupo de malucos atrás de minha filha, quando sairmos.

A Aranha na TeiaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora