O punhal

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Alguns dias depois...

E num entardecer ensolarado, debaixo de uma enorme arvore estavam sentados um jovem casal apaixonado trocando beijos, sorrisos e juras de amor.

Ofun com seu sorriso travesso conversava com Eurielle que estava sentada em seu colo: "Eu não sei se é certo você ficar me roubando beijos!"

Eurielle sorria, ultimamente os sorrisos estavam muito comuns no rosto dela: "Ah... então é isso que pensa dos meus beijos? Não os roubarei mais!"

O: "Bem... se parar de roubar será punida e eu terei que roubá-los com juros!"

E: "E se eu continuar roubando?"

O: "Será punida da mesma forma, mais ai terá que me roubar o triplo!" – e a beijou.

E: "Suas contas não me parecem justas ou certas!"

O: "Bonita e inteligente demais, Eurielle! Você é perigosa!"

E: "Tem medo de mim, gadje?"

Ofun respondeu sério: "Muito!" – levou a mão dela até seu peito – "meu coração é seu, minha cigana! Mas confesso que tenho medo do seu punhal! Eu não quero perde-la, Eurielle!" – a abraçou e ela nada respondeu.

Notas Finais


* O punhal – Carta 41 - não pertence as tradicionais cartas do baralho cigano e sim ao baralho da Cigana Andara.
Essa é uma carta que mostra a profundidade em todos os sentidos. Nada é superficial quando ligado a ela. Ela sempre mostra que temos que ir no fundo da questão, saber tudo, olhar tudo, analisar tudo. Não trate nada ligado a ela sem muita atenção.
Fala das grandes transformações que passamos na vida que contem os dois lados, o positivo e o negativo.

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