64. Aflição

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⚠️ alerta de possível gatilho ⚠️

Gustavo: Vou à polícia - falou de repente

Maraisa: Polícia?

O Henrique pegou no telemóvel do amigo, que caiu no sofá entre lágrimas. No ecrã estava uma imagem da Maiara, adormecida, em algum sítio, um carro.

Mensagem On

Esta criança vai ser minha, e ela vai ter o fim que merece!

Mensagem Off

Gustavo: Ela tem a Maiara e a nossa filha - arrancou o telemóvel da mão do amigo - a polícia tem de as encontrar. Ela vai fazer-lhes mal

Maraisa: Aquela filha da puta - falou com sangue nos olhos - se eu a apanho, mato-a ao soco - a Marília tentou abraçá-la - eu juro que a mato se ela as magoa

Marília: Temos de falar com a polícia - falou baixo enquanto tentava acalmar a namorada

Gustavo: Eu vou à polícia - saiu apressado e pegou nas chaves do carro

Maraisa: Eu vou com ele - saiu dos braços da Marília

A morena saiu atrás do Gustavo. Não se preocuparam com os restantes que estavam na casa, e seguiram os dois até à esquadra da polícia, mais perto.

Entraram os dois, a voar no carro do médico, e ele conduziu até à esquadra da polícia mais próxima.

Os dois estavam bastante nervosos. Assim que o médico estacionou o carro, os dois entraram na esquadra, e foram diretos ao balcão. Explicaram a situação e pediram-lhes que aguardassem uns minutos.

Delegado: Boa noite, senhores - falou à frente deles - sou o delegado Huff, podem acompanhar-me?

Entraram atrás do agente, em uma sala. Explicaram ao homem, o que já tinha acontecido no passado, entre a Laura e a Maiara. E o médico, mostrou a imagem que tinha recebido nessa noite.

D. Huff: Vamos iniciar as buscar, já - falou sério - vamos precisar da vossa cooperação, e para já, preciso de investigar a vida da raptora

Gustavo: Delegado, encontre-a, por favor

D. Huff: Doutor, pode ter a certeza que vamos fazer de tudo para encontrar a sua namorada, e trazê-la em segurança - falou sério - nós vamos rastrear o seu telemóvel, para o caso de receber mais alguma comunicação dela. Alguma coisa, ligue-me

Maraisa: Delegado, por favor, traga-a de volta

Depois de algum tempo, saíram os dois da esquadra.

Maraisa: Eu mato-a, eu juro que a mato - falou com lágrimas nos olhos

O médico sentou-se no banco do carro, encostou a cabeça e chorou.

Gustavo: A culpa é minha - falou baixo

Maraisa: A culpa é daquela louca, Gustavo - abraçou o amigo

Os dois choraram no abraço um do outro, confortados da melhor forma possível. O telemóvel do médico tocou e os dois olharam ansiosos.

Gustavo: É o Henrique - suspirou - estão todos lá em casa

A Maraisa limpou algumas lágrimas da cara, respirou fundo e olhou pela janela.

Gustavo: A minha única vontade, é correr a cidade à procura dela - falou com a voz cortada pelas lágrimas - bater a cada porta, entrar em cada casa, levantar cada pedra, até a encontrar - a amiga abraçou-o - eu não as posso perder, Mara, não posso

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