69. Plano em prática

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Depois da ideia que teve, ele ficou ansioso.

Gustavo: O doutor João está cá? - a enfermeira confirmou - pode chamá-lo?

A enfermeira saiu do quarto, e minutos depois, o Gustavo ouviu batidas na porta.

João: Pediste para me chamarem?

Gustavo: Sim - suspirou - eu quero perguntar uma coisa - o outro ficou na expectativa - há alguma hipótese de a nossa filha ficar aqui, em vez de no berçário? Eu sei que não é o mais comum mas, hoje eu trouxe a bebé aqui uns minutos e o coração dela reagiu, quando a Júlia estava aqui. Eu sei que pode parecer estupido, mas será que ter a filha aqui, não a pode ajudar?

João: Como sabes, é um grande mistério, o que nos traz os pacientes de volta - respirou fundo - eu acho que não há qualquer problema, mas vou falar com o colega do berçário e saber se há essa hipótese

Depois de verificar os dados da Maiara, que estavam registados nas máquinas, o médico saiu. O Gustavo ficou novamente sozinho com a namorada adormecida. Ouviu depois batidas na porta.

João: Gustavo, por nós não há nenhum problema em a bebé ficar aqui - sorriu - tendo em conta a situação, nós vamos permitir que a bebé fique convosco

Gustavo: Obrigado - sorriu - mesmo

João: Já sabes que estamos cá para ajudar - sorriu - um dos auxiliares vai trazer a bebé daqui a pouco, está bem?

Gustavo: Obrigado - sorriu e sentiu-se emocionado

Depois de o médico sair, ele sentou-se na cama.

Gustavo: Amor, a nossa filha vem para o pé de nós - fez um carinho na cara dela - agora só falta tu acordares, princesa, e vamos ficar os três juntos - suspirou - eu sei que me ouves Mai, eu sei que no fundo, tu me estás a ouvir. Amor, mesmo que pareça um sonho, eu garanto que não é, eu estou aqui, e a nossa filha está a caminho - deu um beijo na testa dela - e vamos ficar aqui os dois, até que tu acordes, até que abras esses olhos lindos, para eu te poder dizer o quanto te amo, e para conheceres a nossa filha - sorriu e limpou algumas lágrimas - ela é ainda mais linda do que nós tínhamos imaginado, amor, e queres saber? Eu tinha razão, as bochechas dela são iguais às tuas - brincou por meio das lágrimas - as bochechas mais fofas do mundo, existem a dobrar agora

Ouviu batidas leves na porta.

Enfermeira: Pai, podemos? - falou com um sorriso

A enfermeira vinha a empurrar o pequeno berço onde estava a Júlia, a dormir.

Gustavo: Claro - limpou as lágrimas - como é que ela está?

Enfermeira: Está bem - sorriu - tendo em conta tudo o que passou, está ótima mesmo - olhou para a menina que dormia no berço - tem aqui uma guerreira

Gustavo: Sai à mãe - deu um sorriso e olhou de canto para a Maiara

Enfermeira: Não duvido - deu um sorriso de canto - Tem aqui todas as coisas dela que tinha deixado no berçário - sorriu - nós vamos passando, para ver como ela está, e se precisar de alguma ajuda, basta chamar

Gustavo: Obrigado, enfermeira - sorriu

Depois da enfermeira sair, ele colocou o berço ao lado da cama da namorada, perto da poltrona onde ele ia ficar.

Gustavo: Agora, estamos os três juntos, princesas - olhou para as duas - e é assim que vamos lutar para estar sempre

As horas seguintes, foi com o Gustavo a tomar conta da bebé, velando sempre o sono profundo da namorada. À noite, ele descansava um pouco, entre as mamadeiras da Júlia.

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