68. Ideia

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O Gustavo, parou onde estava e esperou pelo colega. Nesse tempo, o coração dele disparou.

Gustavo: Ela está bem? - perguntou preocupado

João: Os dados vitais dela estão estáveis, fracos, mas estáveis - sorriu de canto - vamos transferi-la para um quarto

Gustavo: Eu posso ficar com ela?

João: Podes - tocou no ombro do outro - era isso que te queria dizer

Gustavo: Obrigado - sorriu de canto - o quadro clínico dela?

João: Está igual - suspirou - vão ter de ter paciência

O médico, acompanhou o Gustavo até ao quarto onde a Maiara ia ficar. Pediu-lhe que aguardasse um pouco, que ela não demoraria a chegar. Ele, guardou a sua mochila, e uma pequena mala com coisas para a Júlia, em um dos armários. Trocou mensagens com os pais, e a Maraisa. Ouviu depois batidas na porta. O médico, entrou com alguns auxiliares e traziam a Maiara na cama.

A ruiva, continuava adormecida. Tinha alguns fios em volta dela. Tinha marcas nos pulsos e no pescoço. Os olhos do Gustavo rasaram de água quando viram a forma como ela estava. Deu-lhe um beijo na cabeça.

Gustavo: Olá, meu amor - falou baixo - estamos juntos outra vez. Eu não imagino a guerra que estás a ter aí dentro, e do que tens de recuperar, mas eu estou contigo - falou no ouvido dela - já conheci a nossa filha, é linda, como tu - sorriu de canto - quero tanto que fiquemos os três juntos

Ele sentou-se em uma poltrona, ao lado da cama da ruiva. Acabou por ser vencido pelo cansaço e adormeceu com a cabeça na cama da namorada, ao lado da mão dela. Ele não dormia nada há imensas noites, então, o corpo cedeu.

Despertou com movimento no quarto e assustou-se.

Enfermeira: Desculpe, não o queria assustar - falou sem jeito

A mulher estava a entrar no quarto.

Gustavo: Não há problema. Bom dia - sorriu de canto - como está tudo?

Enfermeira: Tudo igual, doutor - sorriu com compaixão - vim fazer a higiene da paciente

Gustavo: Tudo bem, obrigado - sorriu de canto e suspirou

Ele foi à casa de banho, tomou um duche frio para acordar e, depois da higiene, saiu para o quarto. Comeu algo que a mãe lhe tinha deixado na mochila, e ficou ao lado da Maiara.

Gustavo: Amor, eu quero tanto que acordes - suspirou de mão dada com ela - eu preciso de ti, a nossa filha precisa de ti - respirou fundo - acorda, amor, volta para mim

Ele perdeu-se completamente no tempo. O médico que estava a seguir a situação da ruiva esteve ali. Quando tudo estivesse mais estável, eles iam ponderar transferir a Maiara para o hospital onde o Gustavo trabalhava, mas enquanto ela não estivesse melhor, ia mesmo ter de ficar ali.

Depois de almoço, ele ouviu batidas na porta.

Maraisa: Podemos?

Gustavo: Claro - sorriu e limpou algumas lágrimas

Os dois, trocaram um longo abraço, observado pela Marília, e pelos pais dele.

Jussara: Como está tudo?

Gustavo: Está tudo dentro do normal, e do mesmo, infelizmente - suspirou - continua estável, mas sem qualquer reação

Maraisa: A minha menina - fez um carinho na cabeça da amiga

Gustavo: Ficam com ela? Quero ir ver a Júlia

Jussara: Claro, nós ficamos com a Maiara - sorriu

O Gustavo saiu do quarto, depois de deixar um beijo na cabeça da Maiara. Subiu até ao piso onde estava a filha. Entrou no berçário, e foi direto ao berço onde estava a bebé.

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