Aviso de conteúdo sensível: cenas de violência.
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Woods pisou na bituca de cigarro no chão com o coturno preto e entrou no beco estreito de West Village. Jonathan vinha logo atrás dele seguido de mais quatro homens armados e olhares de poucos amigos. Estavam entrando em mais um território de Newark que já possuía dono e esperavam sair dali com mais um acordo firmado.
— Cadê o cara de vocês?! — Gritou diante do prédio velho e dois jovens que guardavam a porta com marcas de tiro do local se entreolharam.
— Tu não pode entrar aqui não, ô cara! — Um deles falou desconfiado, mas tão logo disse aquilo e foi surpreendido com uma arma apontada em sua direção e Woods o puxando pela gola da blusa para tirá-lo dali.
— Sai da minha frente! Os dois! — Gritou ainda mais irritado e todos os quatro homens atrás do líder e do cientista estavam com as armas em punho. Sem opção, os dois medrosos deram passagem.
Foi fácil encontrar Nathanael, o chefe daquele bairro. Bastava ir atrás do cheiro da maconha e do som do rap de baixa qualidade que arranhava no alto-falante.
— A coisa aqui tá boa, hein! — Woods gargalhou ao ver a produção de crack em tempo real. Os homens e as mulheres ao redor da bancada olharam confusos e assustados para o homem que chegou com mais cinco ao seu encalço.
— Você voltou mesmo, né? — A voz de Nathanael surgiu no canto da sala. O homem retirou a touca vermelha e revelou a cabeça raspada, com uma tatuagem de caveira em metade da careca.
— Vim ver o meu antigo amigo... — Abriu os braços de forma fingida e se aproximou da mesa do homem um pouco mais novo do que ele.
— Nunca fomos amigos, Woods. — O chefe pegou o maço de cigarro da mesa e alcançou o isqueiro. — O que você quer?
Woods abaixou os braços com o rosto bem menos amigável e fingido. Percebeu que não adiantaria fazer a pose de parceiro que estava planejando.
— Quero saber se posso contar com você agora que tô de volta no jogo.
— Ah, é? Voltou mesmo? — Nathanael tragou o cigarro e soltou a fumaça devagar, sentado despreocupado na poltrona. — Não tá com medo não? Acha que todo mundo esqueceu?
— Águas passadas, Nate... — jogou a mão no ar como se o assunto implícito sobre a morte de TaeHo fosse irrelevante. — Jimin Park vai estar nas minhas mãos em breve e o controle de tudo vai ser meu, então se eu fosse você, me trataria um pouco melhor.
— Você é muito presunçoso! – Nathanael riu, o que fez Woods começar a se irritar. — O Park não tem mais controle nenhum.
— Como assim, não tem? — Foi Jonathan quem acabou falando. O loiro andou até ficar à frente de Woods e mais próximo do homem sentado com as pernas jogadas na mesa, fumando.
— Vocês deviam ter aparecido um pouco antes, o garoto Smith já veio na frente e me prometeu uma coisinha que parece ser bem melhor que Almagesto... — Colocou o cigarro na boca e levou as mãos à nuca para apoiar a cabeça. Nathanael estava achando tudo aquilo muito divertido.
Já Woods, parecia um dragão prestes a cuspir fogo. Jonathan mantinha uma expressão chocada.
— Como assim, melhor que Almagesto? — O cientista perguntou, assustado.
— É o filho do TaeHo, porra! É claro que só ele ia ter acesso a uma droga melhor do que isso que vocês estão vendendo!
— E o que é? Você tem aí? — Os dedos de Jonathan se fecharam em punho, mais revoltado do que poderia demonstrar.
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Almagesto | Taekookmin
Fiksi PenggemarDarkfic | Não-monogamia | Slow Burn Jungkook precisa descobrir o real significado de amadurecer, quando seu marido recebe um diagnóstico que dependerá de um tratamento que não são capazes de pagar. Para salvar Taehyung, ele está disposto a se...
