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Vilão  

Não entendi legal o papo tilt desse maluco não. Nem fui com a cara dele, papo reto.  

Todo querendo pagar simpatia.  

Não gostei mermo não.  

Mariana subiu pro hotel de novo pra pegar algum bagulho dela que ficou no quarto e eu já fui tirando o carro. O restante do caminho foi suave, eu e ela conversando na maior paz.

Fico viajando em como o papo com ela flui de uma maneira daorinha. As horas passam e eu nem percebo.

Eu deixei ela no mesmo lugar de sempre e piei pra casa, só deitei na cama e foi a conta de eu acordar só a noite. Dois dias viradão direito acabou comigo, papo reto.  

⏰⏰⏰  

2N: E aí meu príncipe. — riu assim que me viu e eu já fechei logo a cara pra ele.  

Vilão: A tua irmã é a princesa — forcei um sorriso e ele bateu na minha cabeça. 

2N: Para de ficar falando da minha irmã, filho da puta — ri. 

Papo reto, sei brincar não e nem gosto, apelo na primeira gracinha que me falar.  

Vilão: Vai ver se eu tô andando por aí, 2N, vai!  

2N: Tu é muito chato em — afirmei que sim com a cabeça — coé, tá com a Mariana, é?  

Vilão: Caralho, nada melhor do que começar a noite sabendo de uma notícia sobre mim que nem eu mesmo tava sabendo.  

Ele me encarou dando risada e acabou que até eu ri, 2N é um cara tão chato que te perturba o dia todo, que quando eu não vejo ele faz até falta.  

E ele ficou ali, me perturbando, perdi as contas de quantas vezes eu discuti com ele só naqueles minutos.  

Vilão: Tu é muito chato, papo reto — ri.  

2N: Caô, senti a maior falta quando eu tô longe que eu sei. Me ama pra caralho, o dia que eu morrer tu vai chorar pra caralho, pô.  

Vilão: Coitado, faço nem questão de ir no teu velório — ironizei vendo ele rir como sempre.  

2N: Já já tu tá aí carregando teus afilhados no colo, babando neles, vai vendo. 

Vilão: Que droga que tu fumou? Tá com uns papo tilt hoje. 

2N: Apenas estou garantindo o futuro das crianças, pô. Tu vai ser o padrinho rico dos meus pivete. Você tem dinheiro pra bancar eles — revirei os olhos, rindo. 

Ele ficou apertando a minha mente até o Patrão chegar e colocar todo mundo pra trabalhar. Entrei na salinha e fiquei fazendo a contabilidade no maior silêncio até alguém vir estragar a minha paz.

Abriram a porta de uma vez, encarei puto e bolado vendo quem era.

Vilão: Quale que é? Virou bagunça essa porra?

Luiz: Tô precisando daquela lá irmão, me vende aí, na moral. — encarei ele que estava com os olhos vermelhos.

Luiz é um viciado em drogas, já vendeu tudo o que tinha na casa dele pra comprar droga pra usar, agora que não tem mais o que vender e tá surtando.

Vilão: Eu vendo pô, te vendo, é só tu me dar o dinheiro que a droga vai tá na tua mão. — ele passou a mão no rosto nervoso.

Luiz: Eu tenho isso aqui. — Observei ele tirar algo do bolso e em seguida entregar o colar nas minhas mãos.

Era de mulher o bagulho, todo delicado. Só de bater os olhos já vi e reconheci de longe o brilho do ouro.

Vilão: Roubou de quem isso aqui? — olhei pra ele.

Luiz: Isso é o de menos. É ouro puro cara, maior grana, me vende o bagulho aí.

Vilão: Eu vou fazer o quê com esse colar Luiz, vou usar? Não quero, vender pra alguém aí no morro e me traz o dinheiro.

Luiz: Caralho irmão, até eu vender esse bagulho não vai ser hoje, eu tô te implorando! — Ele tava transtornado.

Bagulho louco o que o vício causa nas pessoas. Acho maior fita quem leva a vida assim.

Eu até fumo e uso minhas paradas, mas não assim também, tenho o meu controle. Agora ser dependente disso é triste pra caralho.

Vilão: Vou quebrar o teu galho hoje, mas só porque eu tô de bom humor. — Ele sorriu como uma criança ganhando um doce. — passa no 2N lá e pede ele a quantidade que tu quer, mas sem abuso também, não esculacha. Agora sai da minha sala, vai!

Luiz: valeu aí, papo reto, tu é dez. — falou saindo rápido.

Quando a porta bateu encarei o colar nas minhas mãos. Não sei nem o que eu vou fazer com esse bagulho, porque pra mim não tem utilidade nenhuma isso. Se vender não dá nem três mil.

Mente de Vilão Histórias para pegar e não largar. Descubra agora